Da série Apenas a verdade, pura e dura (3)

dezembro 14, 2018

Apenas a verdade, pura e dura (3): Sobre este caso atual do médium João de Deus, meu comentário: Onde quer que exista idolatria, ou seja, onde quer que existam pessoas ingênuas, crentes, tolas e carentes dispostas a exaltar alguém como um Messias, como um “Mito”, seja este alguém um “líder” religioso ou político, existirá a manipulação, a enganação e exploração da ingenuidade destas pessoas tolas. São cegos guiados por outros cegos.

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Estatuto do Nascituro É A Legalização da Cultura do Estupro

dezembro 14, 2018

Estatuto do Nascituro É A Legalização da Cultura do Estupro – Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, Mestre em Ciências Sociais

Sustentabilidade e Democracia

xDamares-Alves-ao-ser-anunciada-como-ministra-da-Mulher-Familia-e-Direitos-Humanos-ao-lado-do-futuro-ministro-da-Casa-Civil-Onyx-Lorenzoni.jpg.pagespeed.ic.aMoXeBYBQfFoto: Entrevista da futura Ministra da Família e dos Direitos Humanos, defensora do Estatuto do Nascituro

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais

A futura Ministra da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, já virou piada internacional por causa da sua manifestação em que afirma ter encontrado Jesus em uma goiabeira. Todavia, as suas posições políticas não tem nada de divertidas, ao contrário, servem para alimentar uma das piores fontes de violência do nosso país: a cultura do estupro. Aliás, a própria Damares alegou em entrevista ao Jornal The Intercept ter sido vítima, quando jovem, de violência sexual praticada por um missionário que foi recebido por sua família, algo que reafirma uma estatística já conhecida, 82,7% dos estupros no Brasil são realizados dentro da casa da vítima, envolvendo parantes, amigos ou conhecidos.

Mas se isto deveria abrir os olhos da futura Ministra, acabou servindo…

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Da série “Apenas a verdade, pura e dura” (2)

dezembro 13, 2018

Apenas a verdade, pura e dura: os defensores do “porte” (falando mais claramente, DO USO) de armas de fogo para a população em geral, para mim, soam como hipócritas perversos quando comparam uma arma destas com, por exemplo, um martelo, dizendo: “ambos são apenas instrumentos; um martelo também pode ser usado para bater num prego ou ser usado para matar alguém”. Acontece, meus caros, que um martelo, por exemplo, não é fabricado com o intuito de matar alguém, e sim para bater num prego. Uma arma de fogo é fabricada com o intuito de matar!

Há pessoas que amam flores; outras pessoas adoram a Arte em suas diferentes expressões, há também pessoas, como eu, que são apaixonadas por animais. Uma pessoa que gosta de armas de fogo, sinceramente, tem um sério problema psicológico.

Não serão apenas as pessoas a serem prejudicadas…

dezembro 13, 2018

Anteontem, zapeando os canais de tevê, parei no Jornal Nacional da Globo. Justamente naquele momento, tive o desprazer de ver o vosso presidente eleito (não meu!) falando alguma de suas usuais bobagens EM UM RODEIO!! Fiquei tão indignado que nem ouvi bem o que disse o boçal, mas me parece que, para piorar ainda mais a situação, falava sobre o testa-de-ferro dos ruralistas e dos agronegócios que será seu fantoche no Ministério do Meio Ambiente. Eu, que costumo ler nas entrelinhas, entendi bem o recado. Isto é: “a importância que nós, broncos estúpidos egoístas, que só ligamos para dinheiro e poder, e desprezamos a solidariedade e a empatia, daremos à flora (as matas, as florestas, a agricultura orgânica e familiar) é a mesma que daremos à fauna, aos animais e sua proteção. Por isso mesmo é que estamos falando de meio-ambiente em um rodeio, um brutal e estúpido evento de maus-tratos a animais! Traduzindo para quem ainda não entendeu: não serão apenas as pessoas a serem prejudicadas, mas também a natureza, a flora e os animais!!! Afinal, alguém aí tinha dúvidas sobre isso????

O Brasil e a “Parábola do Mau Samaritano”

dezembro 12, 2018

O Brasil e a “Parábola do Mau Samaritano”
Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, Mestre em Ciências Sociais.

Sustentabilidade e Democracia

Hieronymus_Bosch_follower_Christ_Before_Pilate_(Princeton)_1520Foto: Hieronymus Bosch, Crist Before Pilate, 1520.

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais

Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de toda a tua força e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo” (Lucas, X, 27)

Inicialmente, é importante destacar que não me considero um cristão. Entendo que existem bons ensinamentos em todas as religiões, do budismo ao cristianismo, do africanismo ao xintoísmo. Uma das essências da civilidade é conviver com as diferenças e respeitar as posições sinceras expressas nas crenças das pessoas, desde que estas não violem a dignidade de outrem. Aliás, se existe um limite para o exercício religioso, independente da crença, é quando está viola a dignidade, nestes casos deve sempre prevalecer uma ponderação que faça prevalecer a vida, a liberdade…

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Internet x Escola Sem Partido: Roberto Malvezzi

dezembro 12, 2018

Compartilhando mais um importante artigo publicado na página do L. Boff, com a sua introdução: “Roberto Malvezzi formado em teologia e sociologia e leigo cristão é um dos mais engajados nos movimentos sociais do vale do São Francisco. Acumulou vasta experiência com sua inserção no meio pobre do Nordeste em geral, na sua luta pela água, tornando-se um especialista no tema. Regularmente nos brinda suas reflexões sempre comprometidas mas sensatas que nos ajudam a entender a realidade a partir de outro ponto de vista, aquele dos sofredores e vítimas de nosso tipo de sociedade que cria permanentemente desigualdades (injustiças sociais), discrimina e chega até a odiar os diferentes. Malvezzi (conhecido como Gogó) desmascara a visão regressiva e obscurantista de querer submeter a escola ao controle dos pais ou do Estado, até fazendo de alunos “dedos duros” de seus mestres. Um projeto deletério e até irrealizável como é mostrado neste artigo. “

Leonardo Boff

Roberto Malvezziformado em teologia e sociologia e leigo cristão é um dos mais engajados nos movimentos sociais do vale do São Francisco. Acumulou vasta experiência com sua inserção no meio pobre do Nordeste em geral, na sua luta pela água, tornando-se um especialista no tema. Regularmente nos brinda suas reflexões sempre comprometidas mas sensatas que nos ajudam a entender a realidade a partir de outro ponto de vista, aquele dos sofredores e vítimas de nosso tipo de sociedade que cria permanentemente desigualdades (injustiças sociais), discrimina e chega até a odiar os diferentes. Malvezzi (conhecido como Gogó) desmascara a visão regressiva e obscurantista de querer submeter a escola ao controle dos pais ou do Estado, até fazendo de alunos “dedos duros” de seus mestres. Um projeto deletério e até irrealizável como é mostrado neste artigo. Publico-o aqui porque era isso mesmo que eu queria dizer e estava escrevendo. Não há…

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Da série “Apenas a verdade, pura e dura” (1)

dezembro 12, 2018

Apenas a verdade, pura e dura: não existe um problema ou uma “questão” sobre imigração ou sobre refugiados. É muito simples: As pessoas não saem de onde nasceram e onde viviam simplesmente por nada. Elas o fazem obrigadas por circunstâncias opressoras alheias à sua vontade.
Toda pessoa que precisa se refugiar e migrar para um outro lugar é livre para escolher onde quiser ir! Simples assim. Porque este mundo inteiro é uma única casa, para todo e qualquer ser humano.
Fronteiras, países, bandeiras, nacionalidades são meras invenções abstratas e subjetivas, inventadas por pessoas tacanhas e segregacionistas, com um primitivo e atrasado instinto de fechar-se em clãs.
Quem é mesquinho e egoísta a ponto de querer construir muros e fechar portas, ao invés de criar pontes, dar a mão e receber afetuosamente seus irmãos humanos merece o inferno nesta vida aqui na Terra e nas próximas vidas também.
E quem tem este tipo de atitude egoísta e ainda por cima diz ser uma pessoa religiosa e – mais absurdo! – ser seguidor/a de Jesus Cristo, é também uma pessoa ignorante, hipócrita e completamente errado/a e enganado/a sobre Jesus, sua obra e sua mensagem.
Tenho dito.

Está bom pra vocês o retrocesso social?

dezembro 10, 2018

Faço aqui neste texto uma indagação recheada com alta dose de curiosidade e, não nego, de provocação, especialmente para aqueles que votaram no “Coiso”: Está bom pra vocês o retrocesso social (e da psique coletiva brasileira) realizado até agora pelo governo recém-eleito neste país?

De minha parte, não estou espantado, naturalmente, porque eu já esperava algo assim; basta ler o que eu vim escrevendo ao longo dos últimos meses. Aliás, qualquer ser pensante que não estivesse iludido ou ingenuamente querendo iludir-se com o Coiso, poderia também ter previsto o tipo de coisa que tem acontecido nas últimas semanas.

Eu queria já ter escrito este presente texto há várias semanas, porém eu andava ocupado demais com assuntos profissionais. Porém, especialmente por causa do aniversário de 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos no dia de hoje, reservei um tempo para poder desabafar aqui em forma de palavras.

Relembrando: primeiro ponto a destacar e lamentar é o fato dos Boçalnaros (não só o pai) serem um bando patético de entreguistas americanizados (um deles chegou ao ponto de usar um boné de campanha do Trump em viagem aos EUA, como bom capacho de Tio Sam!). Em coerência com toda esta falta de hombridade e falso patriotismo (e ainda por cima, hipocritamente usando o slogan ‘Brasil acima de tudo’!), o Coiso indica para o Ministério de Relações um outro debiloide que, além de ser mais um ridículo teleguiado dos EUA (leiam os absurdos que ele andou escrevendo sobre os EUA terem uma ‘missão’ de “liderar e salvar o Ocidente cristão”) é também um doido-varrido obscurantista e retrógrado, que parece ter saído de algum túnel do tempo diretamente da Idade Média, por suas ideias moralistas atrasadas e ultrapassadas de séculos atrás.

Já que mencionei a Idade Média e ideias moralistas atrasadas, vamos a um segundo absurdo escabroso. Algo que especialmente me dói comentar justamente no dia do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Para deixar bastante evidente a pouquíssima importância que terão os Direitos Humanos (bem como os Direitos Trabalhistas, porque também foi exterminado o Ministério do Trabalho!) em seu governo, o Bozoasno primeiro cogitou em simplesmente eliminar o Ministério dos Direitos Humanos. Depois, talvez temendo os protestos que isso provocaria até em quem votou nele, não chegou a apagar o termo, mas alterou o nome do Ministério colocando em primeiro lugar o genérico e convenientemente piegas termo “Família”, juntando também o termo “Mulher”, talvez querendo apagar um pouco a memória de quem se lembra de tantas das suas declarações e atos machistas (e homofóbicos). Para culminar, entregou este Ministério tão vital (o dos Direitos Humanos) nas mãos de uma pastora evangélica, uma pessoa evidentemente movida por preconceitos e ideias tendenciosas associadas a um grupo de pessoas notoriamente marcadas por posições socialmente retrógradas e mentalmente atrasadas. (Leiam os absurdos que ela andou escrevendo sobre a igreja [evangélica, não outra, claro!] ter a ‘missão’ de “governar o Brasil”).

Mais um descalabro horroroso, chocante e inaceitável, especialmente para as pessoas ligadas à cultura e educação, como eu, aos educadores, intelectuais e profissionais da cultura: a transformação do Ministério da Educação em um verdadeiro Ministério da Censura e Repressão. Como nenhum educador brasileiro se prestaria ao papel vexaminoso e ultrajante de encampar o vergonhoso projeto chamado de “Escola sem Partido”, o Boçal-naro teve que ir buscar um cidadão colombiano que aceitasse  esta aberração, que nada mais é que uma “caça às bruxas” (aos professores!), uma tentativa de implantação de Censura no ensino e mais uma tragicômica trapalhada da Direita que não desiste da sua ideia platônica de formar humanos robotizados incapazes de refletir ou questionar a exploração dos trabalhadores e a injustiça social, para fornecer mão de obra não pensante para ser explorada pelo regime capitalista de forma passiva e inerte.

E já que mencionei o regime, para concluir, faltou falar do Ministério da Economia. Em um momento em que a enorme desigualdade social do Brasil vem crescendo diariamente, assim como a disparidade de renda (dados inquestionavelmente apurados e divulgados pela FGV, não sou eu quem está dizendo), a Economia será entregue a mais um representante do “Neoliberalismo” (ou Capitalismo Selvagem, termo que eu prefiro). Vocês acham que um projeto econômico neoliberal, atrelado aos intere$$es dos banqueiros, rentistas e especuladores do mercado financeiro irá resolver o colossal problema da desigualdade econômica, da miséria, da disparidade injusta entre os cidadãos e classes sociais? É óbvio que não; o que só agravará a criminalidade, a repressão truculenta e desordenada das polícias que priorizam a proteção do capital e seus detentores e as mortes de mais e mais cidadãos desprivilegiados.

Para terminar minha contestação e inquirição aos eleitores do Bozonazi sobre o quanto estão se sentindo satisfeitos e realizados com o rumo que as coisas estão tomando, resta falar do Meio Ambiente. Afinal, no meu ponto de vista, não apenas os humanos (de qualquer gênero, de qualquer etnia – especialmente os índios – e de qualquer nacionalidade, incluindo todos os imigrantes) têm Direitos universais e sagrados. Para mim, também a Natureza, a flora e a fauna, ou seja, TODOS os seres [animais e vegetais], não apenas os humanos têm o mesmo direito à vida, à liberdade e ao bem-estar. Nitidamente, esta minha visão é diametralmente oposta àquela que têm os Bolsonazis e seus paus-mandados. Basta, pois, ver também o caso do Ministério do Meio Ambiente, outro que iria ser sumariamente exterminado, como o dos Direitos Humanos, para deixar bem clara a pouca relevância que este novo governo, testa-de-ferro da indústria de armas e dos agronegócios dá a ambos, ao Meio Ambiente e aos Direitos Humanos.

A quem teve a paciência (e/ou a coragem) de ler até este ponto, seja por concordância ou – mais surpreendentemente – por discordância, eu agradeço sinceramente pela atenção prestada. Termino aqui este desabafo que estava dolorosamente engasgado, esperando por suas contestações e comentários, especialmente se quiserem tentar me transmitir alguma esperança e otimismo para o ano futuro. Confesso que, apesar de prever que haveria um enorme retrocesso social e um imenso atraso mental coletivo no Brasil com a eleição de um governo fascistóide e fantoche do imperialismo ianque, eu estou mais deprimido e emocionalmente abalado do que esperava ficar. Não tenho problema algum se tiver que emigrar (como já o fiz antes) para deixar de viver tempos tenebrosos no Brasil. Mas não gostaria de ser forçado a fazer isso de novo, pois sentiria falta deste país que amo, como já senti antes morando no exterior. Porém, sendo este resultado eleitoral a escolha feita pela maioria dos brasileiros, devo respeitá-la. Como diz o ditado, “os incomodados que se mudem”. Minhas malas estão prontas…

Cremos ainda na Declaração dos Direitos Humanos?Adela Cortina

dezembro 10, 2018

Cremos ainda na Declaração dos Direitos Humanos?Adela Cortina

Leonardo Boff

Adela Cortina é a meu ver uma das mulheres que atualmente melhor pensa a situação dos direitos humanos no cenário mundial. É professora de ética na Universidade de Valência na Espanha. Temos participado juntos de congressos e temos grande afinidade de pensamento. Tanto ela quanto eu temos desenvolvido a urgência de resgatarmos a razão cordial ou sensível se quisermos incorporar o mundo dos valores especialmente se quisermos salvar a vida no planeta e a própria Terra, nossa Casa Comum, tida como viva e que nos fornece tudo o que precisamos para viver. Publico este texto no dia 10 de dezembro de 2018, dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Faz exatamente 70 que foi lançada pela ONU em 1948, subscrita por todos os países, então 54 e hoje cerca de 192. O contexto de clara ofensa destes direitos em nosso país, nos obriga a voltarmos a refletir sobre tais direitos…

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DIREITO HUMANOS: Em 70 Anos, Declaração Nunca Esteve Tão Ameaçada

dezembro 10, 2018

“DIREITOS HUMANOS: Em 70 Anos, Declaração Nunca Esteve Tão Ameaçada”.
Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, Mestre em Ciências Sociais.

Sustentabilidade e Democracia

unnamedFoto:L’Ange du Foyer, de Max Ernst (1937)

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais

A história dos direitos humanos é um processo complexo e difícil de conquistas. Cada avanço foi derivado de muitas lutas, conflitos e opressão. Portanto, quando chegamos no dia 10 de dezembro de 2018 aos 70 anos da Declaração de Direitos Humanos das Nações Unidos, é importante relatar, mesmo que de forma sintética, como isto ocorreu.

O historiador britânico Edward Palmer Thompson, costuma classificar trajetória de “conquista” dos direitos humanos pelos cidadãos e cidadãs em três grandes ciclos: o primeiro no século XVIII, por meio das Declarações de Direitos Liberais ocorreu a conquista dos direitos civis, no século XIX os direitos políticos por meio do início do direito a voto pelas classes trabalhadoras e no século XX, os direitos sociais. Hoje estaríamos vivenciando a conquista da quarta geração…

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