Archive for julho \31\UTC 2017

Todo vegano deve ficar atento a esses 3 nutrientes

julho 31, 2017

Todo vegano deve ficar atento a esses 3 nutrientes:

O Holocausto Animal

Planejar a alimentação pode prevenir problemas futuros.

Ver o post original 397 mais palavras

Anúncios

A reportagem mostrada no programa Fantástico da TV Globo neste domingo (30-7-17)

julho 31, 2017

Dentre tantas atrocidades e horrores que, infelizmente, vemos acontecer cotidianamente, a total falta de piedade e compaixão com animais inocentes demonstra, sem dúvida, o nível mais baixo e desumano a que pode chegar o monstruoso homem, o único animal cruel e amaldiçoado de toda a Natureza. A reportagem mostrada no programa Fantástico da TV Globo neste domingo (30-7) sobre malditos criminosos cruéis que atacam e mutilam animais no pasto serve para revelar quanto são insensíveis e amaldiçoadas estas pessoas. O inferno sempre terá um lugar reservado para estes tipos de monstros. Faltou só dizer (na reportagem), mas eu digo agora, a triste e vergonhosa causa deste tipo de maldade: é o maldito consumo de carne! Se as pessoas que se acreditam humanas deixassem de consumir carne, não haveria mercado e, consequentemente, patrocínio para a matança de inocentes! Tenho certeza que grande parte da maldição que afeta a vida humana deve-se ao karma produzido pelo holocausto impiedoso impingido a criaturas puras e inocentes, dotadas de capacidade de entendimento e de sentimentos (muito mais nobres e bondosos do que dos humanos, por sinal! ). É esta amaldiçoada fome de carne de inocentes que financia os abatedouros e açougues e faz com que os insensíveis carnívoros “humanos” se disponham até a comer carne podre e/ou de origem desconhecida para aplacar seu assassino apetite carnívoro! Aliás, a meu ver (e segundo minha própria experiência pessoal), só quem come carne tem insensibilidade e agressividade para achar que pode ser considerado algo normal a matança de seres inocentes. Se você também come carne, desculpe-me dizer a dura verdade, mas faz parte deste amaldiçoado círculo infernal de matança, não importa se ela acontece num abatedouro legal ou ilegal. E, de um ponto de vista mais abrangente, não apenas humano, mas universal, do equilíbrio e justiça cósmica, não importa se a carne que você come está vistoriada e inspecionada e livre de doenças, como a carne ilegal abatida criminosamente. Tanto a “carne” legal como a ilegal irão trazer consequências espirituais para quem pagou pela matança, pois esta “carne” , na realidade, trata-se do cadáver de uma criatura inocente, sensível e inteligente, que foi cruelmente tratada durante toda sua vida e insensivelmente assassinada violentamente para saciar a fome de carne de pessoas egoístas que acreditam-se “humanas” .

Faculdade de Medicina do ABC aboliu uso de animais em 2007

julho 31, 2017

A Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), que fica em Santo André (SP), aboliu a vivissecção no segundo semestre de 2007, após a mobilização de professores e alunos que pediam o fim da prática.

Um exemplo para todos aqueles que dizem ser “impossível” a graduação sem a tortura de animais.

O Holocausto Animal

Exemplo a ser seguido.

Ver o post original 51 mais palavras

A democracia brasileira sob ataque

julho 31, 2017

A democracia brasileira sob ataque – Leonardo Boff

Leonardo Boff

O pressuposto básico de toda democracia é: o que interessa a todos, deve poder ser decidido por todos, seja direta, seja indiretamente por representantes. Como se depreende, democracia não convive com a exclusão e a desigualdade que é profunda no Brasil.

Verdadeiro é o juízo de Pedro Demo, brilhante sociólogo da Universidade de Brasíia em sua Introdução à sociologia:”Nossa democracia é encenação nacional de hipocrisia refinada, repleta de leis “bonitas”, mas feitas sempre, em última instância, pela elite dominante para que a ela sirva do começo até o fim. Políitico é gente que se caracteriza por ganhar bem, trabalhar pouco, fazer negociatas, empregar parentes e apaniquados, enriquecer-se às custas dos cofres públicos e entrar no mercado por cima…Se ligássemos democracia com justiça social, nossa democracia seria sua própria negação”(p.330.333).

Não obstante, não desistimos de querer gestar uma democracia enriquecida, especialmente a partir dos movimentos sociais de base, proclamando o ideal…

Ver o post original 691 mais palavras

Prosumidor: novo sujeito de luta pós-capitalista

julho 22, 2017

Prosumidor: novo sujeito de luta pós-capitalista – Leonardo Boff – 22/07/2017

Prosumidor é um termo que significa ser simultaneamente produtor e consumidor. É a resposta que muitos que perderam o emprego ou foram precarizados estão dando à esta fase adiantada do capitalismo mundial altamente concentrador e excludente.

Reforça-se o desenvolvimento regional, buscam-se formas de produção solidária e cooperativa. Energias alternativas, alimentos orgânicos e software livres são os produtos mais recorrentes, fruto desta nova forma de se defender contra os danos humanos, sociais e civilizatórios produzidos pelo modo de produção capitalista exacerbado e mundialmente articulado.

Por todas as parte estão surgindo prosumidores, no campo e nas cidades, onde hortas comunitárias e pequenas empresas familiares se articulam com outras e conseguem sua subsistência e uma qualidade de vida decente.

Leonardo Boff é ecoteólogo, membro da Iniciativa da Carta da Terra

Leonardo Boff

Prosumidor é um termo que significa ser simultaneamente produtor e consumidor. É a resposta que muitos que perderam o emprego ou foram precarizados estão dando à esta fase adiantada do capitalismo mundial altamenet concentrador e excludente.

Reforça-se o desenvolvimento regional, buscam-se formas de produção solidária e cooperativa. Energias alternativas, alimentos orgânicos e software livres são os produtos mais recorrentes, fruto desta nova forma de se defender contra os danos humanos, sociais e civilizatórios produzidos pelo modo de produção capitalista exacerbado e mundialmente artculado.

Por todas as parte estão surgindo prosumidores, no campo e nas cidades, onde hortas comunitárias e pequenas empresas familiares se articulam com outras e conseguem sua subsistência e uma qualidade de vida decente.

Leonardo Boff é ecoteólogo, membro da Iniciativa da Carta da Terra

Ver o post original

500 anos da Reforma de Lutero: sua relevância para a libertação dos oprimidos

julho 22, 2017

500 anos da Reforma de Lutero: sua relevância para a libertação dos oprimidos – Leonardo Boff

Leonardo Boff

        Ao celebrarmos os 500 anos da Reforma Protestante de Lutero cabe considerar sua importância para o nosso tempo latino-americano e mundial. Face às opressões histórico-sociais, as várias Igrejas fizeram uma opção pelos pobres contra sua pobreza e em favor da liberação. Lutero enfrentou tempos semelhantes de conturbações sociais e da conhecida Revolta dos Camponeses (Bauerkrieg) entre 1524-1525 que mobilizou a Europa Central e teólogos como o famoso Thomas Münzer, considerado um dos primeiros formuladores da ideia de revolução, segundo o filósofo do princípio-esperança Ernst Bloch.

         Atualizamos aqui um estudo feito há anos, pois entendemos que conserva sua vigência e nos serve como comemoração do jubilee de Lutero, lida a partir do tipo de teologia desenvolvida entre nós. Ulrich Duchrow, professor da Universidade de Heidelberg a este propósito reuniu recentemente vários estudos em três volume com o provocativo título: Warum de Reformation radikaler warden muss (Por que…

Ver o post original 6.480 mais palavras

Global Witness report: 2016 ‘deadliest year yet for environmental activists’

julho 21, 2017

At least two hundred environmental activists were killed in 2016, according to a new report by the non-governmental organisation Global Witness. And nearly 40 percent of those murdered were from indigenous communities.

The toll of killings amounts to nearly four every week. In addition to the murders and death threats, those defending their lands from such industries as mining, logging, and agribusiness have been arrested, sexually assaulted, abducted, and aggressively attacked in the courts.

CHANGING TIMES

At least two hundred environmental activists were killed in 2016, according to a new reportby the non-governmental organisation Global Witness. And nearly 40 percent of those murdered were from indigenous communities.

The toll of killings amounts to nearly four every week. In addition to the murders and death threats, those defending their lands from such industries as mining, logging, and agribusiness have been arrested, sexually assaulted, abducted, and aggressively attacked in the courts.

“It has never been deadlier to take a stand against companies that steal land and destroy the environment,” said Global Witness campaigner Ben Leather. “There were killings of those protesting against land grabs in one-third more countries in 2016 than in 2015.”

The number of environmental activists killed in 2015 totalled 185.

In 2016, murders of land defenders were reported in 24 countries, as compared to 16 countries in 2015.

Leather says that severe limitations on…

Ver o post original 1.889 mais palavras

A democracia brasileira sob perigoso ataque

julho 21, 2017

Um grande artigo para leitura e reflexão, do Leonardo Boff: “O pressuposto básico de toda democracia é: o que interessa a todos, deve poder ser decidido por todos, seja direta, seja indiretamente por representantes. Como se depreende, democracia não convive com a exclusão e a desigualdade, que é profunda no Brasil.

Verdadeiro é o juízo de Pedro Demo, brilhante sociólogo da Universidade de Brasília em sua Introdução à sociologia:”Nossa democracia é encenação nacional de hipocrisia refinada, repleta de leis “bonitas”, mas feitas sempre, em última instância, pela elite dominante para que a ela sirva do começo até o fim. Político é gente que se caracteriza por ganhar bem, trabalhar pouco, fazer negociatas, empregar parentes e apaniguados, enriquecer-se às custas dos cofres públicos e entrar no mercado por cima…Se ligássemos democracia com justiça social, nossa democracia seria sua própria negação”(p.330.333).

Não obstante, não desistimos de querer gestar uma democracia enriquecida, especialmente a partir dos movimentos sociais de base, proclamando o ideal de uma sociedade na qual todos possam caber, a natureza incluída. Será uma democracia sem fim (Boaventura de Souza Santos), cotidiana, vivida em todos os relacionamentos: na família, na escola, na comunidade, nos movimentos sociais, nos sindicatos, nos partidos e, evidentemente, na organização do Estado democrático de direito, se costuma dizer.

Portanto, pretende-se uma democracia mais que delegatória, que não começa e termina no voto, mas uma democracia como modo de relação social inclusiva, como valor universal (N. Bobbio) e que incorpora os direitos da natureza e da Mãe Terra, daí um democracia ecológico-social.

Esse último aspecto, o ecológico-social, nos obriga superar um limite interno ao discurso corrente da democracia: o fato de ser ainda antropocêntrica e sociocêntrica, vale dizer, centrada apenas nos seres humanos e na sociedade. O antropocentrismo e sociocentrismo representam um reducionismo. Pois o ser humano não é um centro exclusivo, nem mesmo a sociedade, como se todos os demais seres não entrassem na nossa existência, não tivessem valor em si mesmo e somente ganhassem sentido e valor enquanto ordenados ao ser humano e à sociedade.”

(Continua; clique no linque para ler tudo)

Leonardo Boff

O pressuposto básico de toda democracia é: o que interessa a todos, deve poder ser decidido por todos, seja direta, seja indiretamente por representantes. Como se depreende, democracia não convive com a exclusão e a desigualdade que é profunda no Brasil.

Verdadeiro é o juízo de Pedro Demo, brilhante sociólogo da Universidade de Brasíia em sua Introdução à sociologia:Nossa democracia é encenação nacional de hipocrisia refinada, repleta de leis “bonitas”, mas feitas sempre, em última instância, pela elite dominante para que a ela sirva do começo até o fim. Políitico é gente que se caracteriza por ganhar bem, trabalhar pouco, fazer negociatas, empregar parentes e apaniquados, enriquecer-se às custas dos cofres públicos e entrar no mercado por cima…Se ligássemos democracia com justiça social, nossa democracia seria sua própria negação”(p.330.333).

Não obstante, não desistimos de querer gestar uma democracia enriquecida, especialmente a partir dos movimentos sociais de…

Ver o post original 746 mais palavras

O RETORNO DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL

julho 20, 2017

“O RETORNO DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL”
Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Não encontrei título mais adequado para este artigo, tamanhos são os absurdos contidos na Reforma Trabalhista aprovada no Senado. Na verdade, estamos diante de um verdadeiro retrocesso civilizatório, a reconstituição do regime escravocrata no Brasil, no qual trabalhadores e trabalhadoras não têm direitos e sindicatos trabalhistas são vistos como entidades semi-ilegais.

A Constituição passou longe da Reforma Trabalhista. Acordos e Convenções das Nações Unidas e da Organização Internacional do Trabalho também. Se a Reforma for levada à pleno, a Justiça do Trabalho simplesmente deixa de existir, pois contrariando a regra constitucional que garante ao trabalhador a possibilidade de ingressar com demanda trabalhista em até 2 anos depois da despedida ou saída do emprego, o projeto aprovado cria a regra da quitação anual. Tal regra, digo com antecedência, é letra morta, não tem valor jurídico e morre na primeira demanda judicial. Mas é apenas um dos exemplos mais grotescos de um diploma jurídico que autoriza a inclusão de trabalhadoras grávidas em ambientes insalubres, curiosamente em norma aprovada com louvor pela bancada evangélica que condena o aborto derivado de estupro. Em síntese, se uma mulher for estuprada, o aborto é um pecado, mas se ela perder o filho por aborto derivado de contaminação em ambiente insalubre, é um fato justo e admitido pela lei dos homens, é um mero percalço da vida.

O ataque à organização sindical é gritante e vai muito além do fim imposto sindical e de outras vantagens organizativas das entidades. Os dissídios, pelos norma proposta, passam a ser individuais em vários pontos, como no debate sobre horas extras e férias. Não há nada de que favoreça os acordos coletivos, ao contrário, as regras coletivas são trocadas por um individualismo absoluto. Não se discute mais equivalência de atividade, pois o patrão pode escolher quanto paga ao trabalhador de acordo com o seu agrado. Também não se fala mais em piso, salário base ou qualquer outra vantagem, quiçá participação nos lucros. Quem define a forma de remuneração do trabalho é, exclusivamente, a empresa. Então, àqueles que apregoam as vantagens dos acordos trabalhistas e da negociação coletiva no trabalho, esqueçam, nada disto foi privilegiado na Reforma. É livre negociação mesmo entre patrão, com o dinheiro e os meios de produção na mão, e trabalhador vendendo literalmente a sua força de trabalho.

Banco de horas, férias coletivas, dispensas em massa e uma série de outras medidas onde hoje temos a atuação dos sindicatos, passam ao livre arbítrio do empregador ou à negociação direta com o empregado. Acreditem, o uniforme do trabalhador pode virar um outdoor publicitário e este será obrigado a custear a manutenção do mesmo! Ou seja, a empresa define o uniforme, o trabalhador paga e a empresa ainda ganha com a publicidade de terceiros no vestuário. Segurança do trabalho? Para que?

Poderia passar horas descrevendo os absurdos da Reforma Trabalhista, como o fim da jornada de 8 horas, a possibilidade de pagamento de remuneração abaixo do salário mínimo, dentre outras, várias das quais vão cair no judiciário por meio de jurisprudência da justiça do trabalho, pois até as súmulas, prerrogativa constitucional do TST, pela proposta, deixam de existir. Mas o que pretendo mostrar aqui é o tamanho do absurdo que foi aprovado pelo Congresso Nacional e pelos ditos representantes do povo. Não acredito que um empresário sério, em sã consciência, com o mínimo de dignidade, aceite pacificamente tamanha barbárie! Retornarmos ao século XIX e retornarmos oficialmente com a escravidão só falta ao Parlamento aprovar um lei que autorize os castigos corporais, pois o resto já retornou.

Sustentabilidade e Democracia

cms-image-000425302

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Não encontrei título mais adequado para este artigo, tamanhos são os absurdos contidos na Reforma Trabalhista aprovada no Senado. Na verdade, estamos diante de um verdadeiro retrocesso civilizatório, a reconstituição do regime escravocrata no Brasil, no qual trabalhadores e trabalhadoras não têm direitos e sindicatos trabalhistas são vistos como entidades semi-ilegais.

A Constituição passou longe da Reforma Trabalhista. Acordos e Convenções das Nações Unidas e da Organização Internacional do Trabalho também. Se a Reforma for levada à pleno, a Justiça do Trabalho simplesmente deixa de existir, pois contrariando a regra constitucional que garante ao trabalhador a possibilidade de ingressar com demanda trabalhista em até 2 anos depois da despedida ou saída do emprego, o projeto aprovado cria a regra da quitação anual. Tal regra, digo com antecedência, é letra morta, não tem valor jurídico e morre na…

Ver o post original 450 mais palavras

ENERGIA, ÁGUA, BIODIVERSIDADE E SUBDESENVOLVIMENTO

julho 19, 2017

“ENERGIA, ÁGUA, BIODIVERSIDADE E SUBDESENVOLVIMENTO”
Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Em 2010, durante a gestão do então Presidente Lula (PT), o Governo Federal publicou a IN SLTI/MPOG nº 01/2010, que disciplinava as compras sustentáveis pela União. Posteriormente, em 2012, já no mandato da Presidenta Dilma, a política federal andou um pouco mais com a criação do Projeto Esplanada Sustentável, que avançou, inclusive, na modificação do perfil dos projetos construtivos e execução de serviços pela administração.

Apesar dessas ações representarem apenas pontos de partida, ambas as propostas significam avanços para o desenvolvimento de políticas públicas e ambientais, na medida em que a administração federal, como uma das maiores consumidoras de bens e serviços, reconheceu a sua responsabilidade quanto aos resultados finais da sua atividade consumidora no ambiente.

Posteriormente, nada de novo aconteceu. Mais recentemente a política ambiental passou a ser vista, novamente, como entrave ao desenvolvimento e todas as propostas e projetos que circulam em Brasília tem como foco o desmonte dos sistemas de controle público do ambiente. Em poucos anos, caminhamos para trás.

A perda da janela de oportunidades é evidente! O Brasil paralisou uma proposta de consumo público que poderia repercutir de forma significativa na qualidade das ações desenvolvidas pelo estado. Já pensaram em casas populares construídas em Natal/RN aproveitando a energia solar? Ou as mesmas construções em Rio Grande/RS ou Santa Vitória do Palmar/RS com energia eólica? Construções com sistemas de reúso de água e iluminação de LED em escolas, creches, postos de saúde e unidades de assistência social. Todo esse universo de possibilidades continua paralisado em nosso país por total, completa e absoluta cegueira dos governantes.

Em termos de políticas públicas e econômicas, ainda pensamos com os óculos do século XIX ou com uma visão ainda mais atrasada. É somente por isto que um país com imensa biodiversidade, com a maior reserva não congelada de água doce do planeta e multi-diverso em potenciais enérgicos, ainda continua habitando a parte inferior do extrato social planetário.

A retomada dos ajustes fiscais e o fim das políticas de investimento do estado em infraestrutura no período do pós-golpe representam a contaminação de bilhões de litros de água por falta de saneamento, e com isto, o aumento do desemprego, de doenças infecciosas e uma série de outros danos. A nossa pauta de exportações ainda baseia-se na venda de produtos intensivos no consumo de água, como soja, com quase nenhuma repercussão social positiva. Dispersamos energia diariamente, e regiões com potencial de desenvolvimento ainda gastam muito com luz elétrica quando esta bate todos os dias nas janelas, isto sem contar na biodiversidade que é exportada ou destruída com a biopirataria e o agronegócio predatório. Ou seja, a falta de visão estratégica nos consome, e tão somente por isto somos devorados cotidianamente pela pobreza.

Para mudar essa situação é necessário repensar o nosso modelo de desenvolvimento. O certo é que as propostas monetaristas não possuem mais sentido. Precisamos criar um projeto de desenvolvimento centrado na sustentabilidade ambiental. Petróleo e gás são apenas uma parcela muito pequena do nosso potencial enérgico, o qual jamais deveria ter sido entregue para o capital internacional. Enquanto o Brasil desvalorizar os seus potenciais, continuaremos caminhando para trás.

Sustentabilidade e Democracia

IMG_0786 (2)Foto: Parque Eólico em Rio Grande/RS

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Em 2010, durante a gestão do então Presidente Lula (PT), o Governo Federal publicou a IN SLTI/MPOG nº 01/2010, que disciplinava as compras sustentáveis pela União. Posteriormente, em 2012, já no mandato da Presidenta Dilma, a política federal andou um pouco mais com a criação do Projeto Esplanada Sustentável, que avançou, inclusive, na modificação do perfil dos projetos construtivos e execução de serviços pela administração.

Apesar dessas ações representarem apenas pontos de partida, ambas as propostas significam avanços para o desenvolvimento de políticas públicas e ambientais, na medida em que a administração federal, como uma das maiores consumidoras de bens e serviços, reconheceu a sua responsabilidade quanto aos resultados finais da sua atividade consumidora no ambiente.

Posteriormente, nada de novo aconteceu. Mais recentemente a política ambiental passou a ser vista, novamente, como…

Ver o post original 385 mais palavras