Archive for junho \18\UTC 2012

Sobre a Cúpula dos Povos e a Rio+20

junho 18, 2012

Palavras de Cindy Wiesner, da Grassroots Global Justice Alliance sobre a Cúpula dos Povos e a Rio+20:

“No nosso entendimento não sairá nada de positivo da Rio+20. (…) As duas cúpulas que estão ocorrendo vão determinar o futuro do meio ambiente e elas são muito diferentes entre si. Aqui [na Cúpula dos Povos] falamos das raízes dos problemas. Não estamos dando soluções temporárias. Não temos confiança no que eles estão decidindo no Riocentro [Rio+20], simplesmente porque os governos decidem com base em objetivos capitalistas.”

Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20

junho 18, 2012

Palavras de Luiz Zarref, integrante da Via Campesina e um dos organizadores da Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20:

“Temos movimentos de mulheres, camponeses, índios e negros. Todas as expressões sociais serão ouvidas aqui. Protestamos contra a mercantilização da vida e queremos fazer mobilizações e estimular discussões sobre a economia verde e o biodiesel que, ao nosso ver, não são soluções reais para os problemas ambientais.”

Boaventura de Sousa Santos: “Bens da Natureza são bens comuns, não de mercado”.

junho 18, 2012

Absolutamente obrigatória a leitura da entrevista com o sociólogo e professor Boaventura de Sousa Santos, um dos mais lúcidos intelectuais de nossa época, publicada em 16/6/12 no caderno especial RIO+20, no jornal O Globo. Façam um imenso favor a si mesmos; leiam e reflitam sobre as palavras deste fundamental pensador dos tempos atuais. A seguir, alguns trechos essenciais que extraí de sua entrevista:

“Esse conceito de economia verde é um dos mais problemáticos da Rio+20. Porque a economia verde consiste basicamente na ideia de que os problemas gerados pelo capitalismo se resolvem apenas com mais capitalismo. Não é à toa que a economia verde procura criar novos mercados, a partir de uma relação inovadora com a natureza e os bens ambientais. E o objetivo principal é gerar mais lucro, mais até do que aqueles que já existem hoje. Não acredito que os problemas ambientais possam ser resolvidos com a criação de novos mercados. Muito menos num mercado livre e não regulado, como está previsto no documento das Nações Unidas discutido na Rio+20.”

“As discussões na Rio+20 estão fora de foco e não só por causa da economia verde, mas também por causa da redução da pobreza. O problema hoje no mundo não é discutir a redução da pobreza, mas sim a redução das desigualdades. Países como o Brasil, por exemplo, graças a políticas compensatórias, como o Bolsa Família, conseguiram incluir um enorme contingente de desfavorecidos no mercado, mas o ricos ficaram ainda mais ricos. E  isso vem ocorrendo no mundo todo. ”

“Nem mesmo as forças de esquerda da Europa falam mais de desenvolvimento sustentável. Hoje, só se fala em crescimento. Ora, crescimento infinito, com exploração sem limites da natureza, é insustentável.”

junho 7, 2012

“A igreja define como heresia qualquer coisa que vá contra o seu controle absoluto da espiritualidade humana.” Anônimo

Perfeito!!! P. S.

Fé cega, estupidez inabalável

junho 7, 2012

Fé cega, estupidez inabalável:

“A igreja prega a fé cega porque é uma instituição autoritária que odeia ser questionada.” – Anônimo

Esta sim é uma verdade inquestionável! P. S.

junho 7, 2012

“O mundo é pequeno demais para tanto lixo. Cada um é responsável pelo que consome.” – Tião Santos, líder dos catadores.

junho 7, 2012

“Não haverá tempo para uma Rio+40”. – Pavan Sukhdev, economista indiano, alertando que é preciso mudar com urgência os padrões de consumo e produção da sociedade.

junho 7, 2012

“O governo Dilma, assim como o de Lula, tem estado atento às questões sociais. Tiraram uma Argentina da pobreza. Mas dão muito pouca atenção ao meio ambiente. Esse é um grande déficit. O Brasil tem um papel fundamental no equilíbrio do planeta. Ou fazemos alguma coisa agora ou será tarde demais.” – Leonardo Boff, filósofo e teólogo.

junho 7, 2012

“É triste pensar que a natureza fala e o gênero humano não ouve”. Victor Hugo

junho 7, 2012

“A narrativa do combate nas trevas entre os “dois lados”, representados pelo regime militar e pelas organizações armadas de esquerda, é uma fraude histórica e uma tese imoral. A repressão política, as prisões e a tortura atingiram os opositores em geral, em sua maioria desarmados, não apenas as correntes minoritárias da esquerda armada. O poder de Estado, com seus aparelhos judiciais, policiais e militares, não pode ser equiparado aos grupos irregulares de militantes das organizações  seduzidas pela estratégia do “foco revolucionário”. O assassinato e a tortura nos calabouços são definidos no direito internacional como crimes contra a humanidade, distinguindo-se por sua gravidade dos demais tipos de crimes.  Carlos Marighella e Carlos Lamarca praticaram crimes asquerosos. Mesmo assim, eles não podem ser equiparados aos crimes do delegado Sérgio Fleury, do general Ednardo D’Ávila Mello ou do presidente Emílio Garrastazu Médici.” – Demétrio Magnoli, sociólogo.

Claro e preciso! (P. S.)