Archive for janeiro \19\UTC 2016

Charlie Hebdo God “The Assassin Is Still At Large” Cover

janeiro 19, 2016

Great text, worth reading!

Homo economicus' Weblog


When someone shouts out “God is great!” while killing others, it’s not the statement that offends me. My sympathy is with the poor bastard whose brains have been splashed on the wall of their office, and the people at the Jewish deli who were shot for buying groceries there. So much has happened, it hardly feels like the first anniversary of the terrorist Charlie Hebdo murders.

People do not want you to point out that others praise God as they blow themselves to paradise. Let the blood stain the corpses, but do not notice the splashback upon God, His word, or the religion of many peace loving followers. Either we accept people can have the God Delusion so bad they will kill men, women and children and claim it inspired by the will of the Almighty, or religion naturally inspires a fundamentalism which will kill as a means justified by…

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Como tratas a Héstia: o teu coração, o teu lar e a Terra como Casa comum?

janeiro 18, 2016

Como tratas a Héstia: o teu coração, o teu lar e a Terra como Casa comum?

Leonardo Boff

Atualmente há toda uma nova forma de interpretar os velhos mitos gregos e de outros povos. Ao invés de considerar os deuses e deusas como entidades subsistentes, agora cresce a hermenêutica, especialmente, após os estudos do psicanalista C.G. Jung e seus discípulos J. Hillman, E. Neumann, G. Paris e outros, de que se trata de arquétipos, vale dizer, de ancestrais forças psíquicas que nos habitam e movem nossas vidas. Elas irrompem de forma tão vigorosa que os conceitos abstratos não conseguem expressá-las mas que o são mediante relatos mitológicos. Neste sentido o politeísmo não significa a pluralidade de divindades, mas de energias que vibram na nossa psique.

Um desses mitos que contem um significado profundo e atual é aquele da deusa Héstia. Segundo o mito, ela é filha de Cronos (o deus do tempo e da idade de ouro) e de Reia, a grande mãe, geradora de todos os seres…

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janeiro 18, 2016

Reproduzo o link e o comentário apropriado do Leonardo Boff: Eis a face oculta da crise mundial do atual sistema feito para o consumo que não consegue mais se reproduzir. Os carros, o maior símbolo da indústria moderna, semelhante aos computadores que aos milhões são deixados por aí, mostram a falência desta forma de habitar a Casa Comum. Nós estamos destruindo sua habitabilidade e ela acaba se tornando hostil à vida. Estas imagens, recolhidas pelo conhecido eco-economista Ladislau Dowbor, professor da PUC de São Paulos são a mostra irrefutável da impossibilidade de levar avante este tipo de cultura do consumo e do desperdício.

Leonardo Boff

Milhares de carros estão sendo abandonados

“As pessoas não estão comprando carros no mesmo ritmo de antes da recessão. Quantas famílias que você conhece que ostentam um carro novo a cada ano? Por isso, milhões de carros ficam para morrer nos estacionamentos”, escreve Ladislau Dowbor

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CRISPR: O risco da manipulação genética por Antônio Moser

janeiro 18, 2016

Reproduzindo: “CRISPR: O risco da manipulação genética por Antônio Moser”

Leonardo Boff

 Frei Antôno Moser é um conhecido professor de ética no Instituto Franciscano de Petrópolis. Por mais de 2o anos fomos colegas de magistério nesta instituição que possui mais de cem anos e que produziu notáveis teólogos. Frei Moser é especialista em questões de biotecnologia e suas dimensões éticas. É conhecido por seu equilíbrio e abertura face à novas questões que desafiam a espécie humna, para o bem e para o mal. Mas ele suscita esperança na consciência dos cientistas que saberão usar os novos poderes para melhorar a vida humana e não para desfiguar sua identidade, construída há milhões de anos dentro do processo de evolução.

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David Bowie não morreu nem morrerá jamais

janeiro 11, 2016

Um de meus maiores ídolos, Raulzito Rock Seixas, falava sempre sobre ser uma “metamorfose ambulante”. Mas, neste aspecto em especial, acho que o IMORTAL David Bowie foi quem melhor nos ensinou e mostrou o caminho. Como eu escrevi aqui outro dia ao lamentar a morte de outro artista incomparável (Lemmy), ser sempre apenas uma coisa só é muito chato, pobre e limitado. Uma das frases clássicas de Raulzito que eu sempre repito – e pratico – é: “Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Mas na hora de colocar em prática esta ótima noção de revolução (de si próprio) é DAVID BOWIE a minha maior referência; ontem, hoje e SEMPRE! Um de meus (nossos, né; afinal, quem não gosta de Bowie???) maiores ídolos de todos os tempos, David Bowie não morreu nem morrerá jamais; há muito tempo ele já tinha se eternizado no mundo da música, das Artes e da cultura. Ziggy continuará tocando sua guitarra no espaço, no mundo das estrelas que nunca se apagam!

Um trecho do artigo “O califado amigo”, da jornalista Adriana Carranca

janeiro 7, 2016

“Entre janeiro e novembro [2015], enquanto as forças de coalização combatiam o Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, pelo menos 152 pessoas foram executadas por Riad, a maioria decapitada em praça pública. É um número recorde de execuções, segundo a Anistia Internacional, determinadas por cortes islâmicas arbitrárias, que negam aos investigados o direito à defesa. Mais da metade foi executada por crimes não reconhecidos por leis internacionais.

Além de apostasia, a pena de morte na Arábia Saudita é aplicada a homossexuais, adúlteros, usuários de drogas e praticantes de bruxaria. Ler revistas e jornais censurados, fotografar prédios oficiais e religiosos ou criticar as autoridades implicam punições severas, assim como o consumo de álcool ou porco, proibidos no Islã.

Enquanto a comunidade internacional reage horrorizada às ações do EI (Estado Islâmico), transmitidas como parte de sua propaganda, o regime saudita pratica quase sem oposição ações tão repugnantes quanto às dos terroristas – talvez ainda mais repulsivas porque cometidas por um Estado legal, que não apenas faz parte do sistema ONU como assumiu em outubro posição de comando no Conselho de direitos Humanos da organização, uma decisão escandalosa.” – Adriana Carranca, jornalista.

Trecho do artigo “Uma nova palavra com ‘B'”, da jornalista Magali Cunha

janeiro 7, 2016

Trecho do artigo “Uma nova palavra com ‘B'”, da jornalista Magali Cunha, publicado em 26/11/2015 no jornal O Globo:

“(…) Refiro-me ao termo “Bancada BBB: Boi, Bala e Bíblia”, classificador da aliança ideológica entre as bancadas Ruralista, da “Segurança Pública” e Evangélica da Câmara dos Deputados. Vários projetos de lei e de emendas constitucionais, que representam retrocessos em direitos e garantias sociais alcançados ou em processo de conquista, vêm sendo articulados por estes grupos. Entre eles estão a compreensão restrita de família, a liberação do porte de armas, a redução da maioridade penal, a privação dos povos indígenas ao direito aos seus territórios, a terceirização dos contratos de trabalho para atividades fins com abertura para subcontratação, a obstrução ao direito ao aborto legal em caso de estupro.

Como chamar de Bancada da Bíblia um grupo de congressistas que propõe e vota projetos que servem para discriminar cidadãos, promover mais violência física e simbólica e mais morte, sacrificar bodes expiatórios, alimentar a exploração dos trabalhadores, controlar os corpos de mulheres violentadas?

(…) E é neste ponto comum que está a incompatibilidade com a Bancada BBB, de Bíblia. A pauta do amor de Deus pelo mundo, encarnado em Jesus de Nazaré, é justiça e misericórdia. É privilégio aos mais fracos chamados de “pequeninos”: os pobres, as crianças, as mulheres, os presos, os estrangeiros. É o chamado à solidariedade dos mais privilegiados que será cobrada no Juízo Final. É uma ética que nega e enfrenta a violência (a Bala) e a desigualdade e a exploração (o Boi). Como chamar de Bancada da Bíblia aquela que, mesmo fazendo uso dela, prega e pratica justamente o oposto ao que os escritos sagrados atestam?” – Magali Cunha, jornalista.

Os brasileiros estão mais caretas?

janeiro 7, 2016

“Os brasileiros caretas estão ocupando muito espaço na mídia, nas redes sociais e nas ruas. Eles saíram do armário e trazem às ruas sua baba e seu mimimi retrógrado. Mas isso com certeza é uma reação às conquistas institucionais que os avanços comportamentais impuseram nos últimos tempos. Ou seja, o Brasil ficou menos careta, mas os caretas ficaram mais agressivos e incisivos em sua caretice e suas patrulhas. Bateu o desespero, eles perderam e são atropelados pela história. Quanto mais cara feia fizerem, mais sorriso e flor devemos mostrar a eles. Quanto maior a burca que eles querem nos impor em pleno sol do meio-dia, mais vezes tomamos banhos pelados no mar em noites de lua. Ou sem lua mesmo. ” – Chico César, cantor e compositor.

The Earth will defeat capitalism

janeiro 7, 2016

There is an indisputable and sad fact: capitalism as a mode of production and its political ideology, neoliberalism, are so thoroughly established globally that it seems to make any real alternative impossible. It has in fact occupied every space and aligned almost every country to its global interests. Since society has been commercialized and turned everything, even the most sacred things, such as human organs, water and the capacity of flowers to be pollinated, into an opportunity to gain wealth, most countries feel obliged to participate in the globally integrated macro-economy and much less inclined to serve the common good of their people.

Democratic socialism in its advanced version of eco-socialism is an important theoretical option, but has a small worldwide social base of implementation. The thesis of Rosa Luxemburg in her book, Reform or Revolution (Reforma o Revolución), that «the theory of the collapse of capitalism is at the heart of scientific socialism» has not become reality. And socialism has collapsed.

The fury of capitalist accumulation has reached the highest levels of its history. Practically 1% of the wealthy population of the world controls nearly the 90% of its wealth. According to the reputable NGO Oxfam Intermon, in 2014, 85 members of the super-rich had the same amount of money as 3.5 billion of the poorest in the world. This level of irrationality and inhumanity speaks for itself. We are living explicitly barbaric times.

Leonardo Boff

There is an indisputable and sad fact: capitalism as a mode of production and its political ideology, neoliberalism, are so thoroughly established globally that it seems to make any real alternative impossible. It has in fact occupied every space and aligned almost every country to its global interests. Since society has been commercialized and turned everything, even the most sacred things, such as human organs, water and the capacity of flowers to be pollinated, into an opportunity to gain wealth, most countries feel obliged to participate in the globally integrated macro-economy and much less inclined to serve the common good of their people.

Democratic socialism in its advanced version of eco-socialism is an important theoretical option, but has a small worldwide social base of implementation. The thesis of Rosa Luxemburg in her book, Reform or Revolution (Reforma o Revolución), that «the theory of the collapse of capitalism is at the…

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Comendo carne e ajudando no desmatamento da Amazônia

janeiro 7, 2016

“O Greenpeace lançou recentemente o resultado de uma pesquisa que fez com as principais redes de supermercados para verificar se eles respeitam o compromisso que assumiram de que não comprariam carne de frigoríficos que fazem negócios com fazendas de área desmatada ilegalmente. Em nenhum supermercado há 100% de carne verificada e a maioria das redes sequer respondeu à pesquisa. O consumidor brasileiro está contribuindo diariamente, sem querer, para o desmatamento.” – Miriam Leitão, jornalista