Os quatro nós górdios que impedem o Brasi se auto-construir

setembro 7, 2017

Do Leonardo Boff: “Os quatro nós górdios que impedem o Brasil de se auto-construir:”

Leonardo Boff

O Brasil está amarrado a quatro nós górdios que ninguém conseguiu ainda desatá-los e assim libertá-lo para se auto-construir como país soberano e livre.

O nó górdio vem de uma lenda da mais longínqua provincia romana, a Frígia, para onde eram condenados politicos sediciosos e na era cristã, os herejes. Era uma espécie de Sibéria, lugar de punição a opositores ou defensores de doutrinas heterodoxas.

A lenda diz que tendo ficado vacante o trono, foi escolhido como rei um camponês de nome Górdio. Veio com seu carro de bois. E para honrar Zeus e mostrar a humildade de sua origem, colocou a carroça dentro do templo. Amarrou-a com grossa corda com infindáveis nós de sorte que ninguém conseguia desatá-la. E assim ficou por muito tempo. Até que no ano 334 a.C. passou por lá Alexandre, o Grande. Curioso, foi ver os nós. Circulou ao redor. Não ficou refém dos nós…

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Independência… de quê? De quem?

setembro 7, 2017

Independência… de quê? De quem? Se não nos livramos ainda nem do nosso “complexo de vira-latas” (Nelson Rodrigues), nem de nossa amaldiçoada herança de país/povo colonizado e escravizado, que faz com que à ignorância e falta de cultura adicionem-se o egoísmo alienado e a patética mediocridade pequeno-burguesa, daqueles que acham que não são povo, nem são brasileiros, nem são uns pobres diabos (que são!) porque sempre tem alguém numa situação pior do que eles. Nunca é demais lembrar: nossa classe política não surgiu do nada; não está destacada de nossa sociedade e da população brasileira. Ao contrário; ela é O REFLEXO de todos nós! Somos nós (ou, pelo menos, a maioria) que votamos neles. Eles nos representam e nos espelham! Reflita: se estivesse no lugar deles, VOCÊ faria diferente????

Jornais superestimam testes em animais, revela análise | A CURA QUE NÃO CHEGA

setembro 5, 2017

Mais uma matéria excelente, cuja leitura recomendo muito, da página Holocausto Animal, importantíssimo ponto de referência na defesa dos Direitos dos Animais. Segue o trecho inicial; depois clique no linque para ler a íntegra da matéria: “Em análise inédita realizada no último mês de junho, O Holocausto Animal fez um levantamento sobre testes em animais no acervo dos principais veículos impressos do país, incluindo o “Estadão“, a “Folha de S.Paulo” e “O Globo“. Por meio da ferramenta online, disponibilizada pelos jornais citados, palavras-chave relativas à experimentação em animais foram utilizadas, a fim de determinar de que forma tais testes acabam sendo julgados promissores.

O Holocausto Animal apurou que várias vezes a imprensa superestima estudos com animais, sendo em forma de manchetes chamativas ou com notícias e reportagens capazes de suscitar confiança no método mesmo quando os resultados são mínimos ou inexistentes para seres humanos.”

O Holocausto Animal

Investigação aponta que parte da imprensa brasileira exagera quando o assunto é experimentação animal.

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O GOVERNO SARTORI E O FIM DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

setembro 5, 2017

“O GOVERNO SARTORI E O FIM DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA” – Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais

Qualquer cidadão ou cidadã, brasileiro ou estrangeiro, que leia a Constituição da República Federativa do Brasil, no seu art. 1º, III, observará que um dos fundamentos do nosso regime jurídico é o princípio da “dignidade da pessoa humana”. Mas o que significa isto? Sugiro que façamos uma breve análise.

O mestre alemão Immanuel Kant, um dos criadores dos preceitos éticos que formam a estrutura jurídica da sociedade ocidental contemporânea, na sua “Fundação da Metafísica dos Costumes”, defende que as pessoas deveriam ser tratadas como um fim em si mesmas e não como meros objetos. Para ele, a dignidade não tem preço, está acima de qualquer valor, razão pela qual deve estar no centro das relações humanas.

No direito brasileiro contemporâneo, influenciado pela cultura jurídica alemã, da qualquer beberam nossos constitucionalistas, há um entendimento que a dignidade impede que qualquer pessoa seja submetida e tratada de forma degradante ou desumana. Determina que sejam garantidas as condições mínimas para uma vida saudável, portanto, digna. Desta forma, a dignidade da pessoa humana é um preceito constitucional fundamental, o qual deve orientar todas as ações da sociedade e, inquestionavelmente, do Estado.

Entretanto, se descermos do nosso voo panorâmico e aterrissarmos no Rio Grande do Sul, vamos descobrir que tal princípio, hoje, é tratado como letra morta, não é respeitado e, eu diria mais, é “pisoteado” todos os dias pelas ações do Governo Satori (PMDB).

(Continua; clique no linque para ler mais)

Sustentabilidade e Democracia

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Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais

Qualquer cidadão ou cidadã, brasileiro ou estrangeiro, que leia a Constituição da República Federativa do Brasil, no seu art. 1º, III, observará que um dos fundamentos do nosso regime jurídico é o princípio da “dignidade da pessoa humana”. Mas o que significa isto? Sugiro que façamos uma breve análise.

O mestre alemão Immanuel Kant, um dos criadores dos preceitos éticos que formam a estrutura jurídica da sociedade ocidental contemporânea, na sua “Fundação da Metafísica dos Costumes”, defende que as pessoas deveriam ser tratadas como um fim em si mesmas e não como meros objetos. Para ele, a dignidade não tem preço, está acima de qualquer valor, razão pela qual deve estar no centro das relações humanas.

No direito brasileiro contemporâneo, influenciado pela cultura jurídica alemã, da qualquer beberam nossos constitucionalistas, há um entendimento…

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A herança de exclusão na história do Brasil

setembro 5, 2017

Mais um ótimo texto do Leonardo Boff, para ler e refletir: “A herança de exclusão na história do Brasil.
04/09/2017
O processo de colonização de ontem e de recolonização atual, imposta pelos países centrais, está tendo o seguinte efeito: a produção, a consolidação e o aprofundamento de nossa dependência e a fragilidade de nossa democracia, sempre ameaçada por algum golpe das elites endinheiradas, quando se dão conta da ascensão das classes populares vistas como ameaça aos altos níveis de sua alta acumulação. Assim foi com o golpe de 2017 atrás do qual estavam e estão os donos do dinheiro.

Há que reconhecer que continuamos periferia de países centrais que desde o século XVI nos mantém a eles atrelados. O Brasil não se sustenta, autonomamente, de pé. Ele jaz, injustamente, “deitado eternamente em berço esplêndido”. A maioria da população é composta de sobreviventes de uma grande tribulação histórica de submetimento e de marginalização.

A Casa grande e a Senzala constituem os gonzos teóricos articuladores de todo o edifício social. A maioria dos moradores da Senzala, entretanto, ainda não descobriu que a opulência da Casa Grande foi construída, com seu trabalho super-explorado, com seu sangue e com suas vidas absolutamente desgastadas.

Nunca tivemos uma Bastilha que derrubasse os donos seculares do poder e do privilégio e permitisse a emergência de um outro sujeito de poder, capaz de moldar a sociedade brasileira de forma que todos pudessem caber nela. As classes abastadas praticaram a conciliação entre elas, excluindo sempre o povo. O jogo nunca se mudou, apenas embaralham-se diferentemente as cartas do mesmo e único baralho como o mostrou Marcel Burztyn, O país das alianças, as elites e o continuísmo no Brasil (1990) e mais recentemente por Jessé de Souza: “Atraso das elites: da escravidão até hoje em dia” (2017).”
(Continua; clique no linque para ler tudo)

Leonardo Boff

O processo de colonização de ontem e de recolonização atual, imposta pelos países centrais, está tendo o seguinte efeito: a produção, a consolidação e o aprofundamento de nossa dependência e a fragilidade de nossa democracia, sempre ameaçada por algum golpe das elites endinheiradas, quando se dão conta da ascensão das classes populares vistas como ameaça aos altos níveis de sua alta acumulação. Assim foi com o golpe de 2017 atrás do qual estavam e estão os donos do dinheiro.

Há que reconhecer que continuamos periferia de países centrais que desde o século XVI nos mantém a eles atrelados. O Brasil não se sustenta, autonomamente, de pé. Ele jaz, injustamente, “deitado eternamente em berço esplêndido”. A maioria da população é composta de sobreviventes de uma grande tribulação histórica de submetimento e de marginalização.

A Casa grande e a Senzala constituem os gonzos teóricos articuladores de todo o edifício social. A maioria…

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Bravo, Rogéria!

setembro 5, 2017
Bravo, Rogéria! Bravíssimo! Obrigado por dar a toda a sociedade brasileira uma belíssima lição de dignidade, respeito e autorrespeito e pela coragem, mas com ternura, na luta e defesa por mais Liberdade (não só de gênero, mas de ser qualquer coisa que se queira!) para todos e todas!
E quanto aos caretas, quadrados, conservadores, reacionários, homofóbicos e todos os que não suportam as diferenças (porque não conseguem aceitar que elas existem e fervilham dentro deles também): “Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem.” (Cazuza)

World’s first sun bear symposium gets underway in Malaysia

setembro 4, 2017

The world’s first symposium about the sun bear got underway in the Malaysian capital, Kuala Lumpur, yesterday (Monday). Attendees shared information about the plight of the animal, which has been listed as vulnerable by the International Union for Conservation of Nature (IUCN), and began developing a conservation action plan.

The sun bear (Helarctos malayanus), which is also known as the honey bear, dog bear, or small bear, and the ours des cocotiers (coconut bear) in French, is present in 11 countries: mainly in Malaysia, Indonesia, Myanmar, Thailand, Bangladesh, Brunei, Cambodia, India, Laos, but also in China.

David Garshelis from the IUCN’s bear specialist group told symposium attendees that there are possibly two sun bear species.

The sun bears on Borneo (Helarctos malayanus euryspilus) are different to those on the Asian mainland and Sumatra.

Sun bears can be clearly distinguished by the white or yellowish patch on their chest. They feed on sweet fruits, small rodents, birds, termites, and other insects.

Populations are decreasing, mainly because of habitat destruction and fragmentation, commercial hunting, and human-bear conflict.

There is widespread snaring throughout the sun bear’s range.

In Malaysia and Indonesia, most of the forest clearing is for palm oil plantations and pulpwood.

With most public attention being paid to the keynote species such as the orangutan, the tiger, the elephant, and the rhino, the plight of the sun bear is rarely front-page news. The attendees at this week’s three-day symposium aim to raise the animal’s profile and spread awareness of the need conserve the species.

CHANGING TIMES

The sun bear (Helarctos malayanus), which is also known as the honey bear, dog bear, or small bear, and the ours des cocotiers (coconut bear) in French, is present in 11 countries: mainly in Malaysia, Indonesia, Myanmar, Thailand, Bangladesh, Brunei, Cambodia, India, and Laos, but also in China.

David Garshelis from the IUCN’s bear specialist group told symposium attendees that there are possibly two sun bear species.

The sun bears on Borneo (Helarctos malayanus euryspilus) are different to those on the Asian mainland and Sumatra.

Sun bears can be distinguished by the white or yellowish patch on their chest. They feed on sweet fruits, small rodents, birds, termites, and other insects.

Populations are decreasing, mainly because of habitat destruction and fragmentation, commercial hunting, and human-bear conflict.

There is widespread snaring throughout the sun bear’s range.

In Malaysia and Indonesia, most of the forest clearing is for…

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Kátia Abreu prova sopa com gordura de jumento: ‘Puro colágeno’

setembro 4, 2017

A típica lógica dos destruidores da Natureza e de vidas inocentes; exploração irrestrita; compaixão e empatia, nenhuma! (Paulo Sisinno)

No último dia 1º, a senadora Kátia Abreu (PMDB) provou uma sopa feita com gordura de jumento, em um restaurante chinês especializado na carne do animal. O convite foi realizado pelo embaixador Marcos Caramuru de Paiva.

Kátia Abreu comentou nas redes sociais: “Essa sopa de jumento que comi hoje em Pequim é deliciosa e puro colágeno”, disse no Instagram.

Ela ainda afirmou que a “exportação de carne de jumento é uma grande oportunidade de negócio para o Brasil”, alegando que existem matadouros sendo construídos na Bahia e no Maranhão para essa finalidade.

O Holocausto Animal

Restaurante chinês é especializado em carne de jumento.

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O medo: inimigo da alegria de viver

setembro 4, 2017

Mais um texto esclarecedor e inspirador do Leonardo Boff: “O medo: inimigo da alegria de viver
03/09/2017
Hoje o mundo, o Brasil e as pessoas são assoladas pelo medo de assaltos, às vezes com morte, de balas perdidas e de atentados terroristas. Estes recentemente paraticados em Barcelona e Londres provocaram um medo generalizado, por mais que tenha havido demonstrações de solidariedade e manifestações pedindo paz.
Indo mais a fundo na questão, há que se reconhecer que esta situação generalizada de medo é a consequência última de um tipo de sociedade que colocou acumulação de bens materiais acima das pessoas e estabeleceu a competição e não a cooperação como valor principal. Ademais escolheu o uso da violência como forma de resolver os problemas pessoais e sociais.
A competição deve ser distinguida da emulação. Emulação é coisa boa, pois traz à tona o que temos de melhor dentro de nós e o mostramos com simplicidade. A competição é problemática, pois significa a vitória do mais forte entre os contendores, derrotando todos os demais, gerando tensões, conflitos e guerras.

Numa sociedade onde esta lógica se faz hegemônica, não há paz, apenas um armistício. Vigora sempre o medo de perder, perder mercados, vantagens competitivas, lucros, o posto de trabalho e a própria vida.

A vontade de acumulação introduz também ansiedade e medo. A lógica dominante é esta: quem não tem, quer ter; quem tem, quer ter mais; e quem tem mais, diz, nunca é suficiente. A vontade de acumulação alimenta a estrutura do desejo que, como sabemos, é insaciável. Por isso, precisa-se garantir o nível de acumulação e de consumo. Daí resulta a ansiedade e o medo de não ter, de perder capacidade de consumir, de descer em status social e, por fim, de empobrecer.” (Continua; clique no linque para continuar lendo)

Leonardo Boff

Hoje o mundo, o Brasil e as pessoas são assoladas pelo medo de assaltos, às vezes com morte, de balas perdidas e de atentados terroristas. Estes recentemente paraticados em Barcelona e Londres provocaram um medo generalizado, por mais que tenha havido demonstrações de solidariedade e manifestações pedindo paz.

Indo mais a fundo na questão, há que se reconhecer que esta situação generalizada de medo é a consequência última de um tipo de sociedade que colocou acumulação de bens materiais acima das pessoas e estabeleceu a competição e não a cooperação como valor principal. Ademais escolheu o uso da violência como forma de resolver os problemas pessoais e sociais.

A competição deve ser distinguida da emulação. Emulação é coisa boa, pois traz à tona o que temos de melhor dentro de nós e o mostramos com simplicidade. A competição é problemática, pois significa a vitória do mais forte entre os contendores…

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O sonho não acabou!

setembro 3, 2017

1917-2017. Cem anos da Revolução Russa. O que dizer sobre a efeméride? Ao contrário daqueles que foram ou ainda são programados pelo Sistema para acreditar na versão “oficial” (hahaha) propagandeada pela grande mídia corporativa (cujos donos são megaempresários capitalistas, nunca é demais lembrar), e que acreditam que na URSS [União das Repúblicas Socialistas Soviéticas] tudo era errado desde o início, eu tenho sentimentos contraditórios.

Em primeiro lugar, é fundamental esclarecer alguns pontos sempre confusos para a massa:

1) Pelo amor de Zeus, parem de confundir Comunismo, uma concepção filosófica, com Marxismo-Leninismo, uma dentre muitas teorias e linhas de ação sociopolíticas. Confundir alhos com bugalhos de forma tão bisonha é coisa de gente situada em um dos seguintes grupos de pessoas: a) ignorantes incultos, ingênuos e manipulados, ou b) fascistas ou defensores ardorosos do capitalismo que promovem intencionalmente esta confusão, a fim de manipular as pessoas do primeiro grupo; ou c) pessoas tipo ‘fast food‘ (na concepção da pensadora Anita Rink), aquelas que encampam determinadas opiniões por precisarem de respostas rápidas para as questões, a fim de sentirem-se capazes de expressar uma opinião qualquer em uma conversa.

2) Nós, Libertários (ou Anarquistas), sempre estivemos na linha de frente da batalha contra todo tipo de opressão, não apenas aquela contra o sistema capitalista, o qual privilegia a “lei do$ mai$ forte$” em detrimento da solidariedade, mas também contra quaisquer ditaduras de Estados totalitários, fossem regimes de Direita, fossem regimes (erroneamente) definidos como sendo de Esquerda. Aliás, a este propósito, vale abrir um parênteses para falar sobre o atual caso da Venezuela. É evidente para qualquer pessoa informada e culta – diferentemente daqueles sujeitos do grupo a) citado acima no item 1 – que o regime da Venezuela nunca foi verdadeiramente um governo de Esquerda, socialista, mas sim um regime capitalista de Estado, tal como, por exemplo, a atual Rússia de Putin. Torno a dizer que tal tipo de distorção é coisa de gente mal intencionada, do grupo b) citado acima no item 1.

Também aproveito o ensejo para desmontar outra aberrante confusão que ocasionalmente aparece para arrepiar os cabelos de qualquer indivíduo pensante: Ser libertário é ser de Esquerda; não existe libertário de Direita, *orra! Para ficar bem claro, vou me permitir a redundância da repetição: “Nós, Libertários (ou Anarquistas), sempre estivemos na linha de frente da batalha contra todo tipo de opressão, não apenas aquela contra o sistema capitalista, que privilegia a “lei do$ mai$ forte$” em detrimento da solidariedade”. O sistema capitalista é opressor devido à sua natureza intrínseca (leiam Marx; neste ponto ele ainda não foi superado; é mais do que atual, e isto é reconhecido até por economistas capitalistas), não importa se o regime capitalista seja uma ditadura ou uma “democracia” (para ser irônico; porque não há possibilidade real de democracia, ou igualdade verdadeira, no capitalismo). Portanto, parem de chamar QUAISQUER pessoas que dizem ser contra o Estado de “libertários”! Isto é uma ofensa para nós, Anarquistas! Quem defende o fim do Estado por ser contra a rede de apoio social que o Estado provê aos mais necessitados e aos direitos trabalhistas garantidos à classe trabalhadora, não é libertário; ao contrário são pútridos e monstruosos neoliberais defensores do capitalismo selvagem, sem freios e sem regulações que o tornem ainda mais perverso do que já é!

Para concluir, quanto à URSS, falo dos sentimentos contraditórios: os Anarquistas foram traídos por aqueles que tomaram posse da bela ideia da Revolução Popular, que poderia enfim promover a radical Igualdade, a fraterna e solidária divisão e distribuição dos bens e promover a Justiça social, acabando com quaisquer privilégios de classe, não só os econômicos. Os leninistas, os bolcheviques, os militaristas e os sedentos por Poder, como Stalin, desde os primórdios da Revolução buscaram calar os críticos e contestadores do movimento, os socialistas democráticos e os anarquistas, que estiveram presentes, como sempre, nos grupos de frente da Revolução contra os capitalistas, burgueses e defensores do regime autocrático opressor do Tzar (ou Czar).

Mesmo assim, ainda que tenha se tornado um Regime autoritário e opressor, uma Ditadura, mesmo não-capitalista (ainda que o termo “comunista” atribuído a ela seja altamente discutível), a antiga União Soviética tinha e teve um mérito que só os ingênuos alienados não conseguiam/conseguiram ver: o bloco “comunista” funcionava, em relação ao planeta, como um contraponto necessário ao ímpeto voraz do capitalismo. Extinto o regime soviético e o bloco oriental da Cortina de Ferro, o que nos restou: um mundo sem defesas à ânsia irrefreável de novos mercados e consumidores e – pior de tudo – de recursos naturais do sistema capitalista, gerando o atual neoliberalismo, ou capitalismo selvagem. Este não tem oposição à sua (auto)destruidora sanha de transformar tudo e todos, inclusive pessoas ingênuas e inconscientes, em produtos, em mercadorias. Mas, como eu costumo dizer, tem gente que só vai parar de defender o capitalismo selvagem e neoliberal quando se chegar ao ponto de se ter que pagar pela água de beber (estamos bem próximos disso, hem) e do ar que se respira! E, lamentavelmente, pelo que constato, existem cada dia menos sujeitos críticos ao sistema, como eu, que já me sinto um dinossauro de tão antigo e diferente dos alegres consumidores. É triste pensar que em breve o mundo estará completamente destruído, pelo sistema que privilegia o TER ao invés do SER, e as pessoas já estarão concretamente (virtualmente já estão) transformadas em bagaço mascado do sistema.

Mas, ainda assim, no fundo de meu peito, ainda resta uma suspeita, quiçá uma esperança, que nas frestas do sistema, dorme ainda uma semente da solidariedade. E nos sonhos das pessoas que ainda têm sentimentos, às vezes ainda ressurge uma velha ideia: de que para todos, para o mundo, todas as pessoas e criaturas, continua válida e viva a concepção da Justiça social, de que todos têm os mesmos direitos à vida, ao bem-estar e à felicidade. E que a solução para o mundo não é o egoísmo, a ambição e a ganância de acumular coisas e capitais que vão virar LIXO e FERRO-VELHO (como suas roupas de gripe, sapatos de luxo e carrões) depois que todos tenham virado pó e comida para os vermes. A verdadeira solução para o mundo é: IGUALDADE, LIBERDADE E FRATERNIDADE.