Feral Faun, We Are Animals: An Anti-Humanist Rant

julho 11, 2017
Every time we see an eagle flying overhead, a deer bounding through the forest, a wild horse running across a plain, whale out on the ocean, do we not feel a sense of awe, of wonder and of humility? Do we not feel that here are beings who have something we lack, something we have lost? We know that they are not less, but are more, than us. For unlike them, we have been domesticated, our freedom has been stolen slowly bit by bit from us. And this stealing of our freedom has been justified by the claim that we are more than animals.
Feral Faun, We Are Animals: An Anti-Humanist Rant

OS PERIGOS DO SECTARISMO POLÍTICO

julho 9, 2017

“Os perigos do sectarismo político” – Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais

“Quem come do fruto do conhecimento é sempre expulso de algum paraíso”

(Melanie Klein)

O termo sectarismo vem, na verdade, do pensamento religioso. Chamam-se sectários os grupamentos fechados, dogmáticos, com visão estreita, intolerante e avessos ao diálogo. Embora com uso predominante no campo político da esquerda, especialmente como crítica negativa ao aos grupos esquerdistas, avessos à ruptura de paradigmas, os maiores exemplos conhecidos de sectarismo político vêm dos conservadores, como no nazismo e no fascismo.

Pensar sectariamente é fácil, pois reproduz exatamente o não pensar, o não reflexivo, a segurança imperfeita das redomas. Na política, o agir e o pensar sectário acabam fomentando o ódio, a xenofobia e a não política. É um problema vivenciado em todos os campos que acaba contribuindo para a desconstrução dos espaços de diálogo democrático.

É exatamente por isto que o pensar sectário não transforma o mundo, não permite uma real evolução social. Ao contrário, isola até mesmo potenciais teorias críticas ao abrir espaço para a reprodução de práticas e hábitos conservadores. As barreiras que são levantadas afastam o mais perigoso de todos os adversários do sectário, que o direito de pensar. Em universos dominados por leituras sectárias, aceitar a crítica ou a contribuição externa acaba derrubando hierarquias, modelos, formatos, falso inimigos, destitui poderes, rompe-se com o paraíso dominado pelos modelos de pensamentos preguiçosos.

Se no mundo concreto os maiores exemplos, mas não os únicos, de modos sectários de pensamento e organização são derivados do campo conservador, quando levamos este problema para o universo intelectual, a maior vítima sempre é a teoria crítica. Vejamos o nefasto impacto da escola soviética sobre o marxismo. Durante muito tempo foi impossível analisar o mundo com óculos diferentes dos utilizados brilhantemente por Karl Marx no século XIX. As formas de alienação do trabalho se modificaram ao longo dos anos, mas muitos pensadores ainda continuaram classificando apenas o operário fabril como proletário, isto em pleno século XXI.

Para alguns sectários, até os avanços construídos pela Escola de Frankfurt ou por Foucault eram vistos como perigosos. O feminismo, por exemplo, apesar da sua relevância e contribuição para uma efetiva mudança social, ainda é visto por muitos teóricos formados em paradigmas do passado, como um tema de segundo plano. Afinal de contas, dizem eles, o mais importante é a ruptura com o domínio do capital, pouco importando a discriminação de gênero diariamente executada contra as mulheres. O que dizer, então, das questões ambientais, do racismo, da homofobia e de outros tantos problemas sociais transversais? Até mesmo a tolerância religiosa volta ao plano quando confrontamos dogmas sociais do pensar sectário.

Portanto, se queremos realmente ver a sociedade evoluir, precisamos lutar contra o dogmatismo sectário, caso contrário, viveremos eternamente em uma sociedade que anda em círculos.

Sustentabilidade e Democracia

mafaldapensante-9Foto:Quino, em Mafalda pensante.

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais

Quem come do fruto do conhecimento é sempre expulso de algum paraíso

(Melanie Klein)

O termo sectarismo vem, na verdade, do pensamento religioso. Chamam-se sectários os grupamentos fechados, dogmáticos, com visão estreita, intolerante e avessos ao diálogo. Embora com uso predominante no campo político da esquerda, especialmente como crítica negativa ao aos grupos esquerdistas, avessos à ruptura de paradigmas, os maiores exemplos conhecidos de sectarismo político vêm dos conservadores, como no nazismo e no fascismo.

Pensar sectariamente é fácil, pois reproduz exatamente o não pensar, o não reflexivo, a segurança imperfeita das redomas. Na política, o agir e o pensar sectário acabam fomentando o ódio, a xenofobia e a não política. É um problema vivenciado em todos os campos que acaba contribuindo para a desconstrução dos espaços de diálogo democrático.

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Porquinhos mortos apodrecem ao lado de suas mães em fazenda

julho 8, 2017

TODO ESTE HORROR, SOFRIMENTO, CRUELDADE E TORTURA POR CAUSA DA INSENSIBILIDADE, EGOÍSMO E MALDADE DE QUEM QUER “SABOREAR UM PRESUNTO, UM BACON, ETC” (NA VERDADE, O CORPO DE UMA CRIATURA PURA, INOCENTE E DOTADA DE CAPACIDADE DE ENTENDIMENTO E SENTIMENTOS! ALIÁS, SENTIMENTOS MUITO MAIS NOBRES E PUROS DO QUE O DA MAIORIA DOS SERES “HUMANOS”!)

Em uma investigação divulgada hoje (quinta-feira), pelo grupo DxE – Direct Action Everywhere, porquinhos morrem e se decompõem ao lado de suas mães na Circle Four Farms, uma fazenda de Utah (EUA). Os registros revelam que as porcas ficam confinadas em celas de gestação, num ambiente imundo e insalubre. As informações são do “Plant Based News“.

A Smithfield, que é a empresa-mãe da Circle Four Farms, é a maior processadora de carne de porco de mundo, tendo como cliente Walmart e Costco. Eles alegam que não usam quase nenhuma cela de gestação, mas os investigadores da DxE encontraram muitas porcas confinadas nesse sistema.

“A criação de suínos é um negócio intrinsecamente brutal”, disse Wayne Hsiung, que liderou a investigação.

As porcas também foram fotografadas com feridas nos mamilos, usados para amamentação mesmo sangrando.

O Holocausto Animal

Nova investigação revela tratamento brutal dos porcos em fazenda norte-americana.

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“Colocam a humanidade no limite”:Vandana Shiva

julho 8, 2017

Compartilhando este ótimo artigo da página do Leonardo Boff, com a introdução do mesmo: “VANDANA SHIVA é uma das maiores ecologistas do mundo. De origem hindu, era cientista nuclear. Renunciou a tudo e foi unir-se às mulheres que abraçavam as árvores ao pé do Himalaia, ameaçadas de serem derrubadas. Depois ocupou-se especialmente das questões ligadas à água, aos transgênicos e à preservação das sementes crioulas, animando em todos os lugares a criarem casas de sementes. Associou sua luta ecológica à questão da libertação da mulher e é uma das iniciadoras do ecofeminismo ecológico. Ultimamente se tem preocupado com o futuro da vida, seriamente ameaçada não só pelo aquecimento global mas pela voracidade ilimitada do produtivismo e do extrativismo em vista de uma maior acumulação de riquezas a ponto de destruir as bases que sustentam a vida.Estivemos juntos várias vezes e comungamos das mesmas idéias e perspectivas.

Recentemente Shiva pressionou o tribunal civil internacional de Haia que julgou a Monsanto e a considerou culpada de ecocídio. Ela pediu ao Supremo Tribunal a suspensão da Soja Intacta RR2 da empresa Monsanto, pelos sérios riscos envolvidos,

Vejamos a entrevista dada. A reportagem é de Diego Fernández Romeral, publicada por Página/12, 03-07-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas publicada na Revista IHU on line de 4/07/2017”

Leonardo Boff

VANDANA SHIVA  é uma das maiores ecologistas do mundo. De origem hindu, era cientista nuclear. Renunciou a tudo e foi unir-se às mulheres que abraçavam as árvores ao pé do Himaláia, ameaçadas de serem derrubadas. Depois ocupou-se especialmente das questões ligadas à água, aos transgênicos e à preservação das sementes crioulas, animando em todos os lugares a criarem casas de sementes. Associou sua luta ecológica à questão da libertação da mulher e é uma das iniciadoras do ecofeminismo ecológico. Ultimamente se tem preocupado com o futuro da vida, seriamente ameaçada não só pelo aquecimento global mas pela voracidade ilimitada do produtivismo e do extrativismo em vista de uma maior acumulação de riquezas a ponto de destruir as bases que sustentam a vida.Estivemos juntos várias vezes e comungamos das mesmas idéias e perspectvas: Lboff

Recentemente Shiva pressionou o tribunal civil internacional de Haia que julgou a Monsanto e a…

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DELAÇÃO PREMIADA NÃO É PROVA

junho 30, 2017

“Delação premiada não é prova” -Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Ao contrário do que muitos pensam, o instituto da “colaboração premiada”, incorretamente chamado de delação premiada, não constitui prova, mas tão somente um “negócio jurídico processual”, que confere ao signatário vantagens potenciais na redução ou modificação da pena pena, caso os elementos trazidos ao mundo jurídico permitam a produção de provas consistentes para desbaratar organizações criminosas, conforme dispõe expressamente § 16, do art. 4º, da Lei 12.850/2013.

Desta forma, quando o julgamento é realizado exclusivamente com base no conteúdo das delações, sem nenhum elemento probatório que lhe dê sustentação, torna-se ato nulo de pleno direito, conforme entendimento consolidado dos Tribunais Superiores, como no exemplo do Acórdão do STF no Habeas Corpus nº 127483, originado de decisão proferida por juízo do Estado do Paraná.

Sendo assim, não causa nenhuma surpresa a absolvição do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, por absoluta falta de provas, contrariando posição do juiz federal Sérgio Moro. Aliás, o TRF nada mais fez do que observar algo que já estamos alertando há algum tempo, que é o uso inadequado do instituto da colaboração premiada em processos judiciais mal fundamentados que ofendem a base da Carta Constitucional de 1988 e princípios fundamentais do direito penal, como a presunção da inocência.

Desde a sua criação, durante a Lei Seca nos Estados Unidos, o instituto da colaboração premiado tem o seu uso amplamente questionado no meio jurídico em razão dos abusos e da fragilidade processual que promove, na medida em que a sua aplicação tem se confundido com o abuso de poder por parte de órgãos responsáveis pela investigação criminal e na condenação de pessoas que, mais tarde, são inocentadas. Vaccari é apenas mais uma das centenas de vítimas do uso inadequado da delação/colaboração, muito embora o seu caso ganhe relevo pela dimensão midiática da investigação e pelo fato de estar preso, novamente de forma injustificada, de por meio de decisão cautelar, desde abril de 2015.

Ao contrário de muitos julgados que temos acompanhado nos últimos anos, o direito penal é regrado, no mundo inteiro, pela predominância do princípio da verdade real. O juízo probatório deve ser rigoroso e extensivo, não podendo haver dúvidas quanto à culpa do réu/acusado. Ninguém pode ser condenado por meio de ilações literárias ou pela vontade do julgador. São necessárias provas cabais e definitivas. Quando tais provas não existem, mesmo que isto contrarie a vontade de setores da opinião pública, é dever dos magistrados declarar a inocência.

Sendo assim, resta evidente que a eventual delação, quando não amparada em provas substanciais, sendo utilizada como fundamento exclusivo de condenação, reverte em dano à imagem do condenado. Dano que, por sinal, muitas vezes é irreparável. Nestes casos, indubitavelmente, a vítima da ação abusiva do estado deve buscar reparação moral e material.

Sustentabilidade e Democracia

4-inquis1-Terreiro do Paço inquisiçãoFoto: Gravura de 1682, “Autos da Fé” da Inquisição em Lisboa (Portugal).

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Ao contrário do que muitos pensam, o instituto da “colaboração premiada”, incorretamente chamado de delação premiada, não constitui prova, mas tão somente um “negócio jurídico processual”, que confere ao signatário vantagens potenciais na redução ou modificação da pena pena, caso os elementos trazidos ao mundo jurídico permitam a produção de provas consistentes para desbaratar organizações criminosas, conforme dispõe expressamente § 16, do art.  4º, da Lei 12.850/2013.

Desta forma, quando o julgamento é realizado exclusivamente com base no conteúdo das delações, sem nenhum elemento probatório que lhe dê sustentação, torna-se ato nulo de pleno direito, conforme entendimento consolidado dos Tribunais Superiores, como no exemplo do Acórdão do STF no Habeas Corpus nº 127483, originado de decisão proferida…

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Um desafio:como entender a aterradora falta de consciência dos corruptos

junho 29, 2017

Leonardo Boff: “Um desafio:como entender a aterradora falta de consciência dos corruptos”.

Leonardo Boff

Como fica a consciência dos corruptos que roubam milhões dos cofres públicos ou os empresários que superfaturam por milhões de reais os projetos e pagam propinas milhonárias para agentes do Estado? Pior ainda: como fica a consciência daqueles perversos que desviam centenas de milhões de reais da saúde? E aqueles desumanos que falsificam remédios e condenam à morte aqueles que deles precisam? Sem esquecer os desvergonhados que roubam da boca dos escolares a merenda, sabendo que para inúmeros pobres representa a única refeição do dia? Muitos desses corruptos são apenas denunciados. E fica por isso mesmo, rindo à toa. Não raro são cristãos e católicos que por seus crimes continuam mantendo Cristo na cruz nos corpos dos cruficados deste mundo.

Para entender esta maldade temos que considerar realisticamente a condição humana: ela é simultaneamente dia-bólica e sim-bólica, compassiva e perversa. No linguajar concreto de Santo Agostinho, em cada um…

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Camundongos recebem choques em testes de azeite de oliva

junho 29, 2017

CRUELDADE DESNECESSÁRIA! Camundongos têm levado choques em testes de azeite na Universidade Temple (EUA), para que seus efeitos sejam observados em um tipo de demência artificial. O estudo mais recente desses experimentos foi publicado no dia 21 deste mês, no “Annals of Clinical and Translational Neurology“. As informações são da PETA.

Os camundongos, geneticamente modificados para terem uma condição parecida com a demência em humanos, são divididos em dois grupos, no qual um deles recebe uma dieta com pequenas quantidades de azeite extra virgem – todos os dias, durante seis meses. Todos sofrem choques em plataformas e são forçados a nadar em um recipiente com água.

Após exaustivas experiências, os animais são mortos e seus cérebros analisados. A conclusão: azeite faz bem para o seu cérebro. Os pesquisadores afirmam que pessoas que ingerem mais azeite tem menor risco de desenvolver Alzheimer.

Apesar de já existirem evidências de que uma dieta mediterrânea, que é rica em azeite, possa prevenir a demência em humanos, as experiências com camundongos vão continuar.

O Holocausto Animal

Objetivo é descobrir efeitos do azeite de oliva na doença de Alzheimer.

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Veganismo cresce 600% em 3 anos nos EUA

junho 29, 2017

Compartilhando esta boa notícia divulgada no site “Holocausto Animal”: O número de pessoas que se declaram veganas nos EUA atingiu 6% em 2017 – um aumento de 600% desde 2014, quando a taxa era de 1%. Esse crescimento impressionante foi anunciado na semana passada (22), com a divulgação do relatório “Top Trends in Prepared Foods 2017” pela Report Buyer.

De acordo com o estudo, o veganismo está em plena ascensão. As pessoas estão mais preocupadas com o impacto da própria alimentação na sua saúde, no meio ambiente e nos animais. Além disso, o relatório aponta que a população busca atualmente substitutos da carne e ingredientes mais saudáveis.

Na Alemanha, o cenário também revela mudanças: 44% dos consumidores seguem uma dieta “low meat”, isto é, reduzem a quantidade de ingestão da carne. Em 2014, esse número era de 26%.

O Holocausto Animal

Relatório aponta crescimento significativo do veganismo.

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Jessé Souza: “A classe média é feita de imbecil pela elite”

junho 26, 2017

Compartilhando: “Jessé de Souza é sociólogo, ex-presidente do IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) é tido como um dos nossos melhores analistas sociais do tempo presente. Notável é seu livro A tolice da inteligência brasileira: de como o país se deixa manipular pela elite, (Leya 2015) e está para ser lançado A elite do atraso – da escravidão à lava-jato.Vale ler esta entrevista pois desmascara os interesses das classes dominantes que se escondem atrás do golpe parlamentar dado contra a presidenta legitimamente eleita Dilma Rousseff.
Publicamos aqui a lúcida entrevista dada a Sergio Lirio — publicado 23/06/2017 00h30, última modificação 24/06/2017 14h33.
Os extratos médios, diz o sociólogo, defendem de forma acrítica os interesses dos donos do poder e perpetuam uma sociedade cruel forjada na escravidão.” – Leonardo Boff

Leonardo Boff

Jessé de Souza é sociólogo, ex-presidente do IPEA Instituto de Pesquisa Econômca Aplicada) é tido como um dos nossos melhorers analistas sociais do tempo presente. Notável é seu livro A tolice da inteligência brasieira: de como o país se dexia manipular pela elite, (Leya 2015) e está para ser lançado A elite do atraso – da escravidão à lava-jato.Vale ler esta entrevista pois desmascara os interesses das classes dominantes que se escondem atrás do golpe parlamentar dado contra a presidenta legitimamente eleita Dilma Rousseff. Publicamos aqui a lúcida entrevista dada a  Sergio Lirio — publicado 23/06/2017 00h30, última modificação 24/06/2017 14h33.
Os extratos médios, diz o sociólogo, defendem de forma acrítica os interesses dos donos do poder e perpetuam uma sociedade cruel forjada na escravidão.  Lboff

Em agosto, o sociólogo Jessé Souza lança novo livro, A Elite do Atraso – da Escravidão à Lava Jato. De certa forma, a obra…

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Uma repactuação social necessária

junho 25, 2017

Mais um valioso artigo para reflexão, do Leonardo Boff: “Seguramente não estou enganado se disser aquilo que está passando na cabeça das pessoas e se ouve por todas as partes: assim como está, o Brasil não pode continuar. A corrupção generalizada, porque foi naturalizada, contaminou todas as instâncias públicas e privadas. A política apodreceu. A maioria dos parlamentares não representa o povo, mas os interesses das empresas e dos grupos que financiaram suas campanhas eleitorais. São velhistas, perpetuando a política tradicional das coligações espúrias, das negociatas e dos conchavos a céu aberto.

O atual presidente não mostra nenhuma grandeza, pois não pensa no povo e nas graves consequências de suas medidas sociais, mas em sua biografia. Entrará seguramente na história. Mas como o presidente das anti-reformas, o presidente ilegítimo do anti-povo que desmantelou os poucos avanços sociais que beneficiavam as grandes maiorias sempre maltratadas. Sua passagem pela Noruega nos envergonhou a todos.

O projeto dos que deram o golpe parlamentar é do mais radical neoliberalismo, em crise no mundo inteiro, que se expressa pelas aceleradas privatizações e pelo atrelamento do Brasil ao projeto-mundo para o qual o povo e os pobres são estorvo e peso morto. Esta maldição eles não merecem. Lutaremos para que haja ainda um mínimo de compaixão e de humanidade que sempre faltou por parte dos herdeiros da Casa Grande.

Estamos num voo cego em um avião sem piloto. Há poucos que ousam apresentar um novo sonho para o Brasil. Mas tenho para mim, que o cientista politico, de sólida formação acadêmica, Luiz Gonzaga de Sousa Lima, o tentou com seu livro A refundação do Brasil: rumo a uma sociedade biocentrada (Rima, São Carlos 2011). Infelizmente até agora não recebeu o reconhecimento que merece. Mas aí se vislumbra uma visão atualizada com o discurso da nova cosmologia, da ecologia e contra o pensamento único, refletindo as alternativas para um outro mundo possível.”
(Continua; clique no linque para ler mais)

Leonardo Boff

Seguramente não estou enganado se disser aquilo que está passando na cabeça das pessoas e se ouve por todas as partes: assim como está, o Brasil não pode continuar. A corrupção generalizada, porque foi naturalizada, contaminou todas as instâncias públicas e privadas. A política apodreceu. A maioria dos parlamentares não representa o povo, mas os interesses das empresas e dos grupos que finaciaram suas campanhas eleitorais. São velhistas, perpetuando a política tradicional das coligações espúrias, das negociatas e dos conchavos a céu aberto.

O atual presidente não mostra nenhuma grandeza, pois não pensa no povo e nas graves consequências de suas medidas sociais, mas em sua biografia. Entrará seguramente na história. Mas como o presidente das anti-reformas, o presidente ilegítimo do anti-povo que desmantelou os poucos avanços sociais que beneficiavam as grandes maiorias sempre maltratadas. Sua passagem pela Noruega nos envergonhou a todos.

O projeto dos que deram o golpe…

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