Archive for outubro \30\UTC 2016

“Farsantes Universais”, de Aldir Blanc

outubro 30, 2016

Um trechinho do artigo “Farsantes Universais”, de Aldir Blanc, publicado no jornal O Globo em 30/10/2016:

“O camelô do Além já havia escarrado antes que “preto gosta de macumba e cachaça”. Chamou os católicos de agentes do demônio, condenou a “doença gay”. Quanta compreensão fraterna! Esse monstrengo nunca ouvir falar em Freud, em Kinsey, em recente pesquisa que mostra o dado assombroso – e real: 17 em cada cem pessoas, mesmo diante da evidência biológica, não sabem a que sexo pertencem?

Somos a capital da alegria, da gozação, da Garota de Ipanema à Suburbana bonita do candomblé. Muitos dos presentes na Vieira Souto têm seu macumbeiro particular.

Exportamos a tanga e o fio dental para o mundo, amamos o chope, a batida de limão e as sardinhas das sextas-feiras, e elas se tornam mais santas quando compartilhamos uma cana, disputando cervejotas na porrinha.

Não tememos ser traídos por nossos desejos sexuais. Viva quem saiu do armário para o sol ou para a corrida de submarino, Evoé! Bunda de fora redime, salva. Vi, na prática psiquiátrica, vidas coaguladas porque pessoas, em intenso sofrimento, não ousavam repetir experiências sexuais praticadas na adolescência. Os que conseguiram se libertar desses grilhões psíquicos foram mais felizes.”

Raça humana ou desumana?

outubro 27, 2016

Qual é a única espécie que destrói e polui o ecossistema do planeta Terra, ameaçando causar a extinção de toda a vida em nosso planeta, inclusive a extinção da sua própria espécie? É o ser “humano”, a praga maldita do planeta Terra! É o único animal que mata sem ser por necessidade de se alimentar, mas por maldade, covardia, exploração e tendência à destruição. Nenhum outro animal neste mundo mata por “esporte” ou “diversão” (covardia). Nenhum outro animal além dos “humanos” provoca dor em outro animal de sua própria espécie ou de uma outra espécie, exceto na caçada instintiva para fins de alimentação. E, com certeza absoluta, nenhuma outra espécie animal, além da humana, polui e destrói o meio-ambiente em que vive. Maldita raça “humana”!

Para a promoção do bem-estar dos animais

outubro 27, 2016

Para a promoção do bem-estar dos animais, o PLS 650 de 2015 propõe medidas de proteção e defesa da saúde física e mental, de modo a lhes assegurar suas necessidades naturais e liberdades, considerando:

  • a)      a liberdade para expressar seu comportamento ambiental;
  • b)      a ausência de medo e estresse causados ou decorrentes de ações humanas;
  • c)       a ausência de desnutrição, fome e sede;
  • d)      a não sujeição ao desconforto, à dor e a doenças.

A proposta, de autoria da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), estabelece regras para a guarda, o comércio, o transporte e a eutanásia de animais. Também define as ações que deverão ser tomadas pelo Poder Público para garantir a proteção dos bichos. O texto do projeto esclarece que a proteção a animais silvestres e a criação e abate de animais para consumo ou parapesquisas científicas devem obedecer a legislações específicas – proibindo, entretanto, seu uso em testes laboratoriais parta a produção de cosméticos.

O texto proíbe ainda a exibição de animais em circos e realização de rodeios, touradas, vaquejadas ou eventos similares que envolvam maus-tratos e atos cruéis aos animais e propõe a criação do Sistema e do Conselho Nacional de Proteção e Defesa do Bem-Estar dos Animais.

O PLS 650/2015 descreve também condutas consideradas maus-tratos aos animais:

I – ofender, agredir fisicamente ou agir para causar dor, sofrimento ou dano ao animal;

II – abandonar, bem como deixar de prestar assistência médico-veterinária, quando necessária e disponível;

III – enclausurar animal junto com outros da mesma espécie, ou de diferentes, que o aterrorizem ou o agridam fisicamente;

IV – manter animal sem acesso adequado a água, alimentação ou exposição ao ar livre compatíveis com as suas necessidades;

V – manter animal em local desprovido das condições mínimas de higiene e asseio, que impeça movimentação ou descanso ou que propicie a proliferação de microrganismos nocivos;

VI – manter animal em local privado de ventilação e luminosidade adequadas;

VII – obrigar animar a trabalhos excessivos ou superiores às suas forças, para dele obter esforços ou comportamentos que não se observaria senão sob coerção;

VIII – fazer animal trabalhar ou ser submetido a esforço físico por mais de seis horas consecutivas sem que lhe sejam oferecidos água, alimento e descanso, em prazo, temperatura e luminosidade local adequados;

IX – utilizar animal enfermo, c ego, extenuado, sem proteção ou desferrado para realização de serviços;

X – fazer animal trabalhar em avançado período de prenhez, assim considerado o terço final da gestação;

XI – transportar animal por via terrestre por mais de doze horas sem lhe dar o descanso adequado à sua fisiologia;

XII – fazer animal viajar por mais de dez quilômetros a pé sem lhe dar descanso;

XIII – impor uso de métodos cruéis e que causem sofrimento, para o abate de animal destinado ao consumo humano;

XIV – mutilar órgãos ou membros do animal, exceto quando houver indicação clínico-cirúrgica veterinária e na esterilização reprodutiva;

XV – envenenar, afogar ou utilizar outras formas cruéis de controle populacional;

XVI – sujeitar o animal a confinamento e isolamento prolongados;

XVII – deixar o animal preso sem possibilidade de se proteger de intempéries;

XVIII – expor animal, com a finalidade de venda, sem a devida limpeza, privado de água e alimento e desabrigado;

XIX – realizar eutanásia por método que inflija dor ao animal ou mediante utilização de medicamentos neurobloqueadores musculares desacompanhados de sedativos;

XX – transportar animal em condições que causem dor, sofrimento ou lesões físicas;

XXII – utilizar animais da mesma espécie ou de espécies diferentes em lutas, ou exibi-los, em espetáculos públicos, em práticas que causem ou possam causar dor, sofrimento ou dano;

XXIII – submeter animal a treinamentos, adestramento, exibição ou entretenimento;

XXIV – usar substâncias químicas ou objetos, ferramentas ou equipamentos para estímulo físico ou psicológico do animal explorado para a prática desportiva, de entretenimento, ou atividade laborativa, incluindo apresentações e eventos similares, exceto quando estritamente necessário e indolor para sua locomoção normal ou em situações de emergência;

XXV – forçar, de qualquer maneira, a alimentação do animal, exceto em benefício de sua própria saúde, ou ministrar-lhe deliberadamente alimentação insalubre, inadequada ou com substâncias impróprias, assim definidas em regulamento, visando obter resultados não observáveis com a alimentação apropriada, que causem danos ou sofrimento ao animal;

XXVI – acumular animais de forma compulsiva, com número exagerado de animais de estimação sem ter como abrigá-los ou alimentá-los de forma adequada, mesmo sem crueldade deliberada.

Saiba mais:  bit.ly/29yU6iS

Gente boçal maltrata todo o mundo!

outubro 27, 2016

“Boçalnaro” declara apoio à vaquejada (evento primitivo praticado por um bando de abestalhados ignorantes e brutos com tormento e maus-tratos a criaturas inocentes que não têm por que sofrer por causa da grosseria de gente atrasada).
Bem, o que mais se poderia esperar de um sujeitinho desse (baixo) nível?! Infelizmente, o mundo divide-se em dois grupos de pessoas.
Há aquelas pessoas que desejam e trabalham pelo bem comum de TODAS as criaturas sencientes, sejam elas humanas ou não, para que possam todas viver em paz e amor, com solidariedade, igualdade, fraternidade, liberdade e respeito aos Direitos de TODOS, humanos e outros animais sencientes.
Um outro grupo é de pessoas involuídas, incultas, insensíveis, primitivas, violentas, grosseiras, brutas e alienadas. Este tipo de gente, que atrasa a evolução conjunta da humanidade, ainda está vivendo no passado, eles não chegaram nem ao século XX ainda (Muito menos ao século XXI), eles só entendem a vida em termos de violência, discriminação, preconceito, intolerância, maus-tratos e abuso aos Direitos Humanos e aos Direitos dos animais.
Apesar de ser um pacifista, eu sonho todos os dias que estes tipos de trogloditas do passado, deslocados do tempo presente de evolução da Humanidade, simplesmente desaparecessem do planeta Terra! O mundo voltaria a ser um paraíso de harmonia, tolerância, afeto e gentileza!
Esta gentalha medíocre, tosca e sub-humana não faz nenhum bem aos outros, nem ao meio-ambiente, à fauna e flora. Eles só pensam e sentem em termos de destruição e violência. São mal-amados, mal-criados, mal-nascidos! Escória humana, aberrações da humanidade.
Não sinto ódio, mas um profundo asco e desprezo por esta gentalha primitiva, boçal, que tanto mal causa à nossa Mãe-Terra e à Humanidade, envenenando o ambiente espiritual do planeta com seus toscos arremedos de pensamento e sentimentos grosseiros e incivilizados.
Agora me deem licença que vou ali vomitar um pouco pensando neste rebanho de sub-humanos involuídos, para poder me recompor mais tarde.

Dov’è oggi il potere nel mondo

outubro 26, 2016

Dov’è oggi il potere nel mondo
25/10/2016
C’è un fatto che dovrebbe preoccupare tutti i cittadini del mondo: il passaggio del potere dagli stati-nazione a quello di pochi gruppi finanziari che operano a livello mondiale, il cui potere è più grande di qualsiasi Stato, singolarmente considerato. Questi infatti detengono il vero potere in tutti i suoi rami: finanziario, politico, tecnologico, commerciale, mediatico e militare.

Questo fatto è stato studiato e seguito da uno dei nostri migliori economisti, professore universitario presso la Pontifícia Universidade Católica de São Paulo con una vasta esperienza internazionale: Ladislau Dowbor. Due suoi studi riassumono la vasta letteratura sul tema: “La rete del potere aziendale globale” del 04.01.2012 (http: /www.dowbor.org/wp) e l’ultima nel settembre 2016: http: / /dowbor.org/2016/09/ladislau-dowbor-o-caótico-poder-dos-gigantes-financeiros-novembro-2015-16p.html//: “Governo corporativo: il potere caotico dei giganti finanziari”.

E’ difficile riassumere la quantità di informazioni che appaiono come spaventose. Dowbor sintetizza:

“Il potere mondiale realmente esistente è in gran parte nelle mani di giganti che nessuno ha eletto, e su cui c’è sempre meno controllo. Sono migliaia di miliardi di dollari nelle mani di gruppi privati il cui campo d’azione è il pianeta, mentre le capacità di regolamentazione mondiale a malapena si muove lentamente. Recenti ricerche dimostrano che 147 gruppi controllano il 40% del sistema aziendale globale, il 75% di questi sono banche. Ognuno dei 29 giganti finanziari produce una media di 1,8 migliaia di miliardi di dollari, più del PIL del Brasile, l’ottavo potere economico del mondo. Ora quindi il potere è radicalmente spostato” (cfr. “Governo corporativo” op.cit.).

Oltre alla letteratura specializzata, Dowbor fa riferimento ai dati di due grandi istituzioni che sistematicamente seguono i meccanismi dei giganti aziendali: l’Istituto Federale Svizzero di Ricerca Tecnologica (rivaleggia con il famoso MIT di Boston, USA) e il Credit Suisse, precisamente il banco che gestisce le grandi fortune del mondo e, quindi, conosce le cose.

I dati riportati da queste fonti sono sbalorditivi: l’1% più ricco controlla più della metà della ricchezza del mondo. 62 famiglie hanno un patrimonio netto pari alla metà più povera della popolazione della Terra. 16 gruppi controllano quasi tutto il commercio di materie prime (grano, minerali, energia, terra e acqua). Dato che tutto il cibo obbedisce alle leggi del mercato, i prezzi di questo salgono e scendono in balia della speculazione, impedendo ai molti poveri il diritto di avere accesso ad un’alimentazione sufficiente e sana.
(Continua; clicca nel link per leggere più)

Leonardo Boff

C’è un fatto che dovrebbe preoccupare tutti i cittadini del mondo: il passaggio del potere dagli stati-nazione a quello di pochi gruppi finanziari che operano a livello mondiale, il cui potere è più grande di qualsiasi Stato, singolarmente considerato. Questi infatti detengono il vero potere in tutti i suoi rami: finanziario, politico, tecnologico, commerciale, mediatico e militare.

Questo fatto è stato studiato e seguito da uno dei nostri migliori economisti, professore universitario presso la Pontifícia Universidade Católica de São Paulo con una vasta esperienza internazionale: Ladislau Dowbor. Due suoi studi riassumono la vasta letteratura sul tema: “La rete del potere aziendale globale” del 04.01.2012 (http: /www.dowbor.org/wp) e l’ultima nel settembre 2016: http: / /dowbor.org/2016/09/ladislau-dowbor-o-caótico-poder-dos-gigantes-financeiros-novembro-2015-16p.html//: “Governo corporativo: il potere caotico dei giganti finanziari”.

E’ difficile riassumere la quantità di informazioni che appaiono come spaventose. Dowbor sintetizza:

“Il potere mondiale realmente esistente è in gran parte nelle mani di giganti che nessuno…

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Tortura não é tradição, nem cultura!

outubro 25, 2016

Tortura não é tradição, nem cultura! Deixem em paz os pobres animais inocentes que não têm que sofrer por causa da ignorância, estupidez e primitivismo de pessoas brutas, atrasadas e insensíveis! Estamos em pleno século XXI; práticas primitivas e violentas de maus-tratos a animais não têm mais justificativa no mundo atual! PELO FIM IMEDIATO DE VAQUEJADAS, RODEIOS E QUAISQUER OUTRAS ATIVIDADES DE MAUS-TRATOS A ANIMAIS!

Onde está o poder hoje no mundo?

outubro 22, 2016

Compartilhando mais um artigo imprescindível do Leonardo Boff: Onde está o poder hoje no mundo?
21/10/2016
Há um fato que deve preocupar todos os cidadãos do mundo: o deslocamento do poder dos Estados-nações para o lado do poder de uns poucos conglomerados financeiros que atuam a nível planetário, cujo poder é maior que qualquer Estado tomado individualmente. Estes de fato detém o poder real em todas as suas ramificações: financeira, politica, tecnológica, comercial, mediática e militar.

Este fato vem sendo estudado e acompanhado por um dos nossos melhores economistas, professor da pós-graduação de PUC-SP com larga experiência internacional: Ladislau Dowbor. Dois estudos de sua autoria resumem vasta literatura sobre o tema:”A rede do poder corporativo mundial”de 4/01/2012 (http:/www.dowbor.org/wp) e o mais recente de setembro de 2016: http://dowbor.org/2016/09/ladislau-dowbor-o-caótico-poder-dos-gigantes-financeiros-novembro-2015-16p.html//: “Governança corporativa: o caótico poder dos gigantes financeiros.”

É difícil resumir a mole de informações que se apresentam assustadoras. Dowbor sintetiza:

“O poder mundial realmente existente está em grande parte na mão de gigantes que ninguém elegeu, e sobre os quais há cada vez menos controle. São trilhões de dólares em mãos de grupos privados que têm como campo de ação o planeta, enquanto as capacidades de regulação mundial mal engatinham. Pesquisas recentes mostram que 147 grupos controlam 40% do sistema corporativo mundial, sendo 75% deles bancos. Cada um dos 29 gigantes financeiros gera em média 1,8 trilhão de dólares, mais do que o PIB do Brasil, oitava potência econômica mundial. O poder hoje se deslocou radicalmente”(cf. Governança corporativa op.cit)

Além da literaura específica, Dowbor se remete aos dados de duas grandes instituições que se debruçam sistematicamente sobre os mecanismos dos gigantes corporativos: o Instituto Federal Suiço de Pesquisa Tecnológica (que rivaliza com o famoso MIT dos USA) e o banco Credit Suisse, exatamente aquele que administra as grandes fortunas mundiais e que, portanto, sabe das coisas.
(Continua, clique no link)

Leonardo Boff

Há um fato que deve preocupar todos os cidadãos do mundo: o deslocamento do poder dos Estados-nações para o lado do poder de uns poucos conglomerados financeiros que atuam a nível planetário, cujo poder é maior que qualquer Estado tomado individualmente. Estes de fato detém o poder real em todas as suas ramificações: financeira, politica, tecnológica, comercial, mediática e militar.

Este fato vem sendo estudado e acompanhado por um dos nossos melhores economistas, professor da pós-graduação de PUC-SP com larga experiência internacional: Ladislau Dowbor. Dois estudos de sua autoria resumem vasta literatura sobre o tema:”A rede do poder corporativo mundial”de 4/01/2012 (http:/www.dowbor.org/wp) e o mais recente de setembro de 2016: http://dowbor.org/2016/09/ladislau-dowbor-o-caótico-poder-dos-gigantes-financeiros-novembro-2015-16p.html//: “Governança corporativa: o caótico poder dos gigantes financeiros.”

É difícil resumir a mole de informações que se apresentam assustadoras. Dowbor sintetiza:

“O poder mundial realmente existente está em grande parte na mão de gigantes que…

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A desordem mundial: o espectro da total dominação

outubro 18, 2016

A desordem mundial: o espectro da total dominação
15/10/2016
O título é do último livro de Luiz Alberto Moniz Bandeira (Civilização Brasileira, 2016), o nosso mais respeitado analista de política internacional. O autor teve acesso às mais seguras fontes de informação, a múltiplos arquivos, aliando tudo a um vasto conhecimento histórico. São 643 páginas densas, mas escritas com tal fluidez e elegância que parece estarmos lendo um romance histórico.
Moniz Bandeira é antes de mais nada, um minucioso pesquisador e, ao mesmo tempo, um militante contra o imperialismo estadunidense, cujas entranhas corta com um bisturi de cirurgião. Não sem razão, foi preso entre 1969 e 1970 e novamente em 1973 pelo temível Centro de Informações da Marinha (Cenimar), pois se opunha criticamente, no contexto da guerra-fria, ao principal suporte da ditadura: os Estados Unidos.
Os materiais de que dispõe, lhe permitem denunciar a lógica imperial presente no sub-título:”guerras por procuração, terror, caos e catástrofes humanitárias”. Quem ainda nutre admiração pela democracia norte-americana e procura se alinhar aos desígnios imperiais (como fazem neo-liberais brasileiros), encontrará aqui vasto material para reflexão crítica e dados para uma leitura do mundo mais diferenciada.

Leonardo Boff

O título é do último livro de Luiz Alberto Moniz Bandeira (Civilização Brasileira, 2016), o nosso mais respeitado analista de política internacional. O autor teve acesso às mais seguras  fontes de informação, a múltiplos arquivos, aliando  tudo a um vasto conhecimento histórico. São 643 páginas densas, mas escritas com tal fluidez e elegância que parece estarmos lendo um romance histórico.

Moniz Bandeira é antes de mais nada, um minucioso pesquisador e, ao mesmo tempo, um militante contra o imperialismo estadunidense, cujas entranhas corta com um bisturi  de cirurgião. Não sem razão, foi preso entre 1969 e 1970 e novamente em 1973 pelo temível Centro de Informações da Marinha (Cenimar), pois se opunha criticamente, no contexto da guerra-fria, ao principal suporte da ditadura:  os Estados Unidos.

Os materiais de que dispõe, lhe permitem denunciar a lógica imperial presente no sub-título:”guerras por procuração, terror, caos e catástrofes humanitárias”. Quem ainda nutre admiração pela democracia  norte-americana e procura…

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Alla ricerca del “Tao della liberazione”. Una rivoluzine verso la “Grande Svolta”

outubro 18, 2016

Alla ricerca del “Tao della liberazione”. Una rivoluzine verso la “Grande Svolta”

Leonardo Boff

Adista Documenti: n° 13 del 05/04/2014: ADISTA é uma conhecida publicação semanal de informação religiosa que cobre as várias igrejas e religiões. CLAUDIA FANTI é uma das colaboradoras que se especializou em assuntos da América Latina e em questões de ecologia. Publicamos aqui a apreciação altamente judiciosa que fez do livro escrito pelo cosmólogo canadense Mark Hathaway e por por mim O Tao da Liberação, traduzido para o italiano. Como se trata de um bom resumo de um livro de mais de 600 páginas, reproduzimos aqui o seu texto com a seleção de partes importantes da obra: Lboff

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ROMA-ADISTA. Una ricerca appassionata «della saggezza necessaria per compiere profonde trasformazioni nel mondo», realizzata attraverso una rilettura della Teologia della Liberazione a partire dalle frontiere più avanzate della scienza e dai valori della tradizione taoista: è tutto questo Il Tao della liberazione, scritto nel 2009 dal teologo brasiliano Leonardo Boff…

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A PEC DO GENOCÍDIO

outubro 17, 2016

A PEC DO GENOCÍDIO – Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Genocídio é a destruição intencional e deliberada de uma população. Em termos gerais, a literatura utiliza o termo para classificar ações políticas de limpeza ética e religiosa. No Brasil, contudo, a elite golpista transformou o genocídio numa ação deliberada do estado contra o conjunto da população que depende dos serviços públicos.

Não existe nenhum argumento racional que sustente eticamente o teor a PEC 241. Trata-se de uma medida jurídica irresponsável, sem nenhuma preocupação social e tipicamente despótica. Embora a cidadania e a dignidade da pessoa humana sejam fundamentos da nossa Constituição Federal e os direitos fundamentais sejam cláusulas pétreas, portanto intocáveis mesmo por meio de Emenda, o nosso Parlamento deu admissibilidade a uma medida normativa que visa erradicar do nosso sistema jurídico a execução de políticas públicas inclusivas, voltadas ao cumprimento dos princípios que fundaram o nosso regime constitucional no pós abertura política. (continua no link)

Sustentabilidade e Democracia

nova-imagemFoto: imagem estilizada da pobreza na Grande São Paulo.

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Genocídio é a destruição intencional e deliberada de uma população. Em termos gerais, a literatura utiliza o termo para classificar ações políticas de limpeza ética e religiosa. No Brasil, contudo, a elite golpista transformou o genocídio numa ação deliberada do estado contra o conjunto da população que depende dos serviços públicos.

Não existe nenhum argumento racional que sustente eticamente o teor a PEC 241. Trata-se de uma medida jurídica irresponsável, sem nenhuma preocupação social e tipicamente despótica. Embora a cidadania e a dignidade da pessoa humana sejam fundamentos da nossa Constituição Federal e os direitos fundamentais sejam cláusulas pétreas, portanto intocáveis mesmo por meio de Emenda, o nosso Parlamento deu admissibilidade a uma medida normativa que visa erradicar do nosso sistema jurídico a execução de políticas públicas inclusivas, voltadas…

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