Archive for janeiro \27\UTC 2017

Trump: uma nova etapa da história?

janeiro 27, 2017

Compartilhando mais um relevante artigo para reflexão de autoria do Leonardo Boff: “Já há anos se notava, um pouco em todas as partes do mundo, a ascensão de um pensamento conservador e de movimentos que se definiam como de direita. Com isso se sinalizava um tipo de sociedade na qual a ordem prevalecia sobre a liberdade, os valores tradicionais se impunham aos modernos, e a supremacia da autoridade se sobrepunha à liberdade democrática.
Esse fenômeno se deriva de muitos fatores mas principalmente pela erosão das referências de valor que conferiam coesão a uma sociedade e forneciam um sentido coletivo de convivência. O predomínio da cultura do capital com seu propósito ligado ao individualismo, à acumulação ilimitada de bens materiais e principalmente à competição deixando praticamente parco espaço para a cooperação, contaminou praticamente toda a humanidade, gerando confusão ético-espiritual e perda de sentimento de pertença a uma única humanidade, habitando uma Casa Comum. Emergiu a sociedade líquida, na linguagem de Bauman, na qual nada é sólido, acrescido com o espírito pós-moderno do every thing goes do vale tudo, na medida em que conta é o que realiza um objetivo buscado por cada um, consoante suas preferências.
Estamos, pois, diante de uma profunda crise de civilização. Diluiram-se as estrelas-guias e surgiu seu oposto dialético: a busca de segurança, de ordem, de autoridade, de normas claras e de caminhos bem definidos. Na base do conservadorismo e da direita em política, em ética e em religião se encontra este tipo de percepção das coisas. Ela está a um passo do fascismo como se verificou na Alemanha de Hitler e na Itália de Mussolini. (continua, clique no link para ler a íntegra)…

Leonardo Boff

          Já há anos se notava, um pouco em todas as partes do mundo, a ascensão de um pensamento conservador e de movimentos que se definiam como de direita. Com isso se sinalizava um tipo de sociedade na qual a ordem prevalecia sobre a liberdade, os valores tradicionais se impunham aos modernos, e a supremacia da autoridade se sobrepunha à liberdade democrática.

         Esse fenômeno se deriva de muitos fatores mas principalmente pela erosão das referências de valor que conferiam coesão a uma sociedade e forneciam um sentido coletivo de convivência. O predomínio da cutura do capital com seu propósito ligado ao individualismo, à acumulação ilimitada de bens materiais e principalmente à competição deixando praticamente parco espaço para a cooperação, contaminou praticamente toda a humanidade, gerando confusão ético-espiritual e perda de sentimento de pertença a uma única humanidade, habitando uma Casa Comum. Emergiu a sociedade líquida, na linguagem de Bauman…

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Este é o cara, o homem-burum: Ailton Krenak

janeiro 22, 2017

Compartilhando mais um artigo fundamental publicado na página do querido Leonardo Boff, sobre um outro valoroso brasileiro (além do próprio Boff), de imensa importância em nossos dias, Ailton Krenak! Este é o cara, o homem-burum: Ailton Krenak

Leonardo Boff

No meio da balbúrdia dos discursos politicos, golpistas e anti-golpistas da atualidade é refrescante e animador entrar em contacto com o pensamento e a visão da realidade desta notável liderança dos povos originários que é Ailton Krenak. Ao término da leitura das entrevistas e textos reunidos em livro “Ailton Krenak: encontros” (Azouge A Editorial, Rio, 2015) somos levados a exclamar: “Este é o  cara. Eis aqui  um homem inteiro e integral, um verdadeiro “burum”(ser humano em lingua krenak).

Nasceu em 1953 da família indígena dos Krenak que se situa no vale do Rio Doce na divisa do Espírito Santo com Minas Gerais. Sob sua liderança foram criadas duas entidades importantes para a causa indígena: a União das Nações Indígenas (UNI) que articula cerca de 180 etnias diferentes e a Aliança dos Povos da Floresta. Alfabetizou-se tardiamente. Mas para ele o fato não tem o significado que nós lhe atribuimos. “Escrever e…

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A DEMOCRACIA SILENCIADA

janeiro 19, 2017

“A Democracia Silenciada” – Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado e analista político, mestre em ciências sociais.

A prisão do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, na manhã desta terça-feira, dia 17 de janeiro de 2017, em São Paulo/SP, não pode ser considerado como um ato isolado. Afinal, o dirigente do movimento social apenas tentava mediar a desocupação de uma área na Zona Leste paulistana, a ocupação São Matheus, onde foi executada a ordem de despejo contra 700 famílias (mais de 3.000 pessoas, entre adultos, idosos e crianças), por parte da política militar de São Paulo.

A prisão por “desobediência” ou por “desacato”, sempre foi uma tática adotada por parte dos comandos policiais para reprimir ou desqualificar as ações de resistência ou de luta social. Dentro de um cenário onde a esquerda ainda demonstra uma certa confusão diretiva em relação à sua postura política contra o golpe de estado perpetrado no ano passado, o MTST tem se mostrado forte, organizado e combativo no enfrentamento dos problemas sociais nos grandes centros urbanos.

Por trás da prisão de Boulos encontramos uma série de outros fatores que, somados, demonstram a gravidade da crise institucional que a nossa frágil democracia vem enfrentando desde a derrocada institucional imposta por Temers, Cunhas e seus asseclas. (continua; clique no link para ler tudo)

Sustentabilidade e Democracia

17jan2017-moradores-da-ocupacao-colonial-acompanham-acao-de-reintegracao-de-posse-do-terreno-localizado-em-sao-mateus-zona-leste-de-sao-paulo-1484656884786_956x500Foto: reintegração da Ocupação São Matheus em São Paulo (fonte, Uol, em 17/01/2017)

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado e analista político, mestre em ciências sociais

A prisão do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, na manhã desta terça-feira, dia 17 de janeiro de 2017, em São Paulo/SP, não pode ser considerado como um ato isolado. Afinal, o dirigente do movimento social apenas tentava mediar a desocupação de uma área na Zona Leste paulistana, a ocupação São Matheus, onde foi executada a ordem de despejo contra 700 famílias (mais de 3.000 pessoas, entre adultos, idosos e crianças), por parte da política militar de São Paulo.

A prisão por “desobediência” ou por “desacato”, sempre foi uma tática adotada por parte dos comandos policiais para reprimir ou desqualificar as ações de resistência ou de luta social. Dentro de um cenário onde a…

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O colossal saque dos europeus aos bens da América indígena:a base do capitalismo

janeiro 19, 2017

Mais um artigo essencial para leitura e profunda reflexão, do blogue do Leonardo Boff​. Leia sua introdução: “A 26 de julho de 2013 Evo Morales Ayma, presidente do estado plurinacional da Bolívia pronunciou um discurso estarrecedor diante dos poderosos europeus, chefes de Estado e dignatários da Comunidade Européia e outros sobre a dívida que eles, os europeus, contraíram sem nunca terem pago um centavo sequer com a América indígena mediante um espantoso saque de sua riqueza:185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata entre os anos 1503-1600. Sabemos pelos historiadores que essa surripiada riqueza indígena serviu de base para a introdução e consolidação do sistema capitalista europeu e do bem estar que puderam propiciar a suas populações. Sempre à custa da espoliação dos bens naturais destas terras conquistadas, além do ouro e da prata, as madeiras, o açúcar, o fumo, os corantes entre outros bens. Essa dívida nunca foi reconhecida. E o discurso sereno e humilde de Evo Morales que calou fundo nas consciências dos ouvintes, deixando-os mudos e cabisbaixos, foi boicotado pela imprensa internacional e também nacional dos vários países latino-americanos. Mas finalmente, agora, anos depois, veio à luz. É importante ouvir esta voz indígena. Fala serenamente, sem rancor e espírito de vingança, apenas com alto sentido ético de justiça e de compensação histórica.Ela nos revela parte de uma história construída sobre a perversidade e a exploração de inteiros povos originários, deixando marcas e feridas até os dias de hoje. No Brasil ocorreu o mesmo processo e, de certa forma, continua ainda pelos descendentes da Casa Grande que se aproveitam da crise atual para drenarem para suas riquíssimas contas grande parte da renda nacional.”

Leonardo Boff

A 26 de julho de 2013 Evo Morales Ayma, presidente do estado plurinacional da Bolívia pronunciou um discurso estarrecedor diante dos poderosos europeus, chefes de Estado e dignatários da Comunidade Européia e outros sobre a dívida que eles, os europeus, contrairam sem nunca terem pago um centavo sequer com a América indígena mediante um espantoso saque de sua riqueza:185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata entre os anos 1503-1600. Sabemos pelos historiadores que essa surripiada riqueza indígena serviu de base para a introdução e consolidação do sistema capitalista europeu e do bem estar que puderam propiciar a suas populações. Sempre à custa da expoliação dos bens naturais destas terras conquistadas, além do ouro e da prata, as madeiras, o açucar, o fumo, os corantes entre outros  bens. Essa dívida nunca foi reconhecida. E o discurso sereno e humilde de Evo Morales que calou fundo…

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A CIÊNCIA COMPROVA: O hipismo maltrata cavalos

janeiro 19, 2017

Por trás do glamour do hipismo, cavalos sofrem de diversas formas. Porém, o sofrimento dos cavalos no hipismo geralmente não pode ser visto a olho nu. No entanto, experimentos científicos têm revelado o sofrimento silencioso destes animais magníficos.

O Holocausto Animal

Por trás do glamour do hipismo, cavalos sofrem de diversas formas. Porém, o sofrimento dos cavalos no hipismo geralmente não pode ser visto a olho nu. No entanto, experimentos científicos têm revelado o sofrimento silencioso destes animais magníficos.

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Ex-cavaleiro defende o fim do hipismo; entrevista exclusiva com representante argentino da Nevzorov Haute Ecole

janeiro 19, 2017

A percepção a respeito da crueldade contra os cavalos usados nas atividades equestres é cada vez maior. Por longo tempo, se considerou que os animais explorados no hipismo e respectivas atividades não sofriam. No entanto, pesquisas feitas por Alexander Nevzorov e Lydia Nevzorova trouxeram luz ao tema, revelando a crueldade silenciosa imposta aos equinos.

O Holocausto Animal

A percepção a respeito da crueldade contra os cavalos usados nas atividades equestres é cada vez maior. Por longo tempo, se considerou que os animais explorados no hipismo e respectivas atividades não sofriam. No entanto, pesquisas feitas por Alexander Nevzorov e Lydia Nevzorova trouxeram luz ao tema, revelando a crueldade silenciosa imposta aos equinos.

No intuito de compreender com mais detalhes esses estudos, entrevistamos o representante argentino, David Castro, da Nevzorov Haute Ecole.

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ROSA LUXEMBURGO: A Rosa da Revolução

janeiro 19, 2017

ROSA LUXEMBURGO: A Rosa da Revolução – por SANDRO MIRANDA

Sustentabilidade e Democracia

rosa-luxemburgo-1Foto: Rosa Luxemburgo.

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais

Aqui jaz

Rosa de Luxemburgo

Judia da Polônia

Vanguarda dos operários alemães

Morta por ordem

Dos Opressores.

Oprimidos,

Enterrai vossas desavenças!

(Bertolt Brecht)

Socialismo ou Barbárie? A pergunta simples, pinçada de uma frase anterior de Friedrich Engels (“a sociedade burguesa se encontra diante de um dilema: ou avança para o socialismo ou recaída na barbárie”), demonstra não apenas as preocupações revolucionárias da polonesa-alemã Rosa Luxemburgo, mas uma parte dos conflitos e dos anseios enfrentados ne época em que viveu.

Nascida Rozalia Luksenburg, na pequena cidade polonesa de Zamość, em 1871, Róźa Luksenburg (Polaco) ou Rosa Luxemburg (Alemão), fugiu da repressão política aos 18 anos do seu país para a Suíça. Em 1898 obteve doutorado na Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique. Antes disto, contudo, aceitou o casamento de conveniência com

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Um boi bebe 40 mil litros de água em sua vida, o equivalente a 800 banhos de 5 minutos

janeiro 19, 2017

Um boi da pecuária de corte toma cerca de 50 litros de água potável por dia¹, ou seja, em toda sua vida (se levarmos em conta cerca de 800 dias, do nascimento ao abate)² terá consumido 40 mil litros de água.

Para vacas leiteiras, usadas na indústria de laticínios, o consumo de água diário é de 120 litros³. Diferente do boi de corte, sua vida na pecuária costuma ser de 2.000 dias [4]. Portanto, em suas vidas, as vacas leiteiras bebem 240 mil litros de água.

Se considerarmos que um banho de 5 minutos gasta cerca de 50 litros de água [5], então com a água que um boi da pecuária de corte bebe em toda sua vida, daria para tomar uma média de 800 banhos. Se levarmos em conta o gasto da vaca leiteira, 4.800 banhos de 5 minutos.

É água demais sendo usada para que as pessoas comam um bife ou tomem um copo de leite. Isso precisa mudar.

Por favor, pense nisto.

O Holocausto Animal

Um boi bebe, durante sua vida, cerca de 40 mil litros de água.

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O Deus brasileiro é Moloc que devora seus filhos

janeiro 19, 2017

Mais um texto imprescindível do Leonardo Boff​! “Diz-se que Deus é brasileiro, não o Deus da ternura dos humildes mas o Moloc dos amonitas que devora seus filhos. Somos um dos países mais desiguais, injustos e violentos do mundo. Teologicamente vivemos numa situação de pecado social e estrutural em contradição com o projeto de Deus. Basta considerar o que ocorreu nos presídios de Manaus, Rondônia e Roraima. É pura barbárie: a fúria decapita, fura os olhos e arranca o coração.

Não há uma violência no Brasil. Estamos assentados sobre estruturas histórico-sociais violentas, vindas do genocídio indígena, do colonialismo humilhante e do escravagismo desumano. Não há como superar estas estruturas sem antes superar esta tradição nefasta.

Como fazê-lo? Esse é um desafio que demanda uma transformação colossal de nossas relações sociais. Será ainda possível ou estamos condenados a sermos um país pária? Vejo ser possível à condição de seguirmos estes dois caminhos, entre outros, elaborados a partir de baixo: a gestação de um povo a partir dos movimentos sociais e a instauração de uma democracia social de base popular.” (continua; clique no link para ler a íntegra)

Leonardo Boff

         Diz-se que Deus é brasileiro, não o Deus da ternura dos humildes mas o Moloc dos amonitas que devora seus filhos. Somos um dos países mais desiguais, injustos e violentos do mundo. Teologicamente vivemos numa situação de pecado social e estrutural em contradição com o projeto de Deus. Basta considerar o que ocorreu nos presídios de Manaus, Rondônia e Roraima. É pura barbárie: a fúria decapita, fura os olhos e arranca o coração.

Não há uma violência no Brasil. Estamos assentados sobre estruturas histórico-sociais violentas, vindas do genocídio indígena, do colonialismo humilhante e do escravagismo desumano. Não há como superar estas estruturas sem antes superar esta tradição nefasta.

Como fazê-lo? Esse é um desafio que demanda uma transformação colossal de nossas relações sociais. Será ainda possível ou estamos condenados a sermos um país pária? Vejo ser possível à condição de seguirmos estes dois caminhos, entre outros, elaborados a partir…

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O golpe parlamentar como assalto ao bem comum

janeiro 9, 2017

De Leonardo Boff​: “Um dos efeitos mais perversos do golpe parlamentar, destituindo com razões juridicamente questionáveis pelos juristas mais conceituados de nosso país e também do exterior, foi impor um projeto econômico-social de ajustes e de modificações legais que significam um assalto ao já combalido bem comum. O golpe foi promovido pelas oligarquias endinheiradas e anti-nacionais que usaram um parlamento de fazer vergonha por sua ausência de ética e de sentido nacional, que por ele pretendem drenar para seu proveito a maior fatia da riqueza nacional. Isso foi denunciado por nomes notáveis como Luiz Alberto Moniz Bandeira, Jessé Souza, Bresser Pereira, entre outros.
Está em curso um desmonte da nação. Isto significa a implantação de um neoliberalismo ultraconservador e predatório que praticamente anula as conquistas sociais em favor de milhões de pobres e miseráveis, tirando-lhes direitos com referencia ao salário, ao regime de trabalho e das aposentadorias além de reduzir e até liquidar com projetos fundamentais como a Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, o FIES e outros institutos que permitiam o acesso aos filhos e filhas da pobreza ao estudo técnico ou superior.” (continua; clique no link para continuar lendo)

Leonardo Boff

Um dos efeitos mais perversos do golpe parlamentar, destituindo com razões juridicamente questionáveis pelos juristas mais conceituados de nosso país e também do exterior, foi impor um projeto econômico-social de ajustes e de modificações legais que significam um assalto ao já combalido bem comum. O golpe foi promovido pelas oligarquias endinheiradas e anti-nacionais que usaram um parlamento de fazer vergonha por sua ausência de ética e de sentido nacional, que por ele pretendem drenar para seu proveito a maior fatia da riqueza nacional. Isso foi denunciado por nomes notáveis como Luiz Alberto Moniz Bandeira, Jessé Souza, Bresser Pereira, entre outros.

Está em curso um desmonte da nação. Isto significa a implantação de um neoliberalismo ultraconservador e predatório que praticamente anula as conquistas sociais em favor de milhões de pobres e miseráveis, tirando-lhes direitos com referencia ao salário, ao regime de trabalho e das aposentadorias além de reduzir e até liquidar…

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