Archive for março \30\UTC 2013

Um pequeno trecho da sensacional crônica intitulada “Teologia da Libertação Sexual”, de Arnaldo Jabor

março 30, 2013

Um pequeno trecho da sensacional crônica intitulada “Teologia da Libertação Sexual”, de Arnaldo Jabor, publicada em 26/03/2013 no jornal O Globo.

“Quando vejo essa polêmica sobre os escândalos de pedofilia na igreja, uma das causas da renúncia de Bento XVI, lembro-me de que, no colégio de padres onde estudei, “sexo” era a palavra evitada, mas que estava em toda parte, como uma ameaça vermelha. (…) Entre professores e noviços, víamos muitos rostos angustiados, berros severos e excessivos nas aulas; sentia-se no ar a exasperação da sexualidade renegada. O desespero da castidade enlouquecia-os. (…) O prazer era um crime – tudo ficava manchado de culpa: a alegria era falta de seriedade, a liberdade era um erro, as meninas eram seres inatingíveis. a sexualidade esmagada virava uma máquina de perversões ou uma fonte de sofrimentos para quem fazia votos de castidade. ”

Eu sei o quanto a descrição acima, do Arnaldo Jabor,  é verdadeira porque eu também passei pela deprimente experiência de estudar em colégios religiosos. Eu amo meus pais e tenho certeza absoluta de que eles sempre desejaram o melhor possível para  mim, mas lamento que tenham me constrangido a passar por coisas tais como batismo, primeira comunhão e estudo em colégios religiosos. Por experiência própria, sei o quanto é difícil e quanto tempo é necessário para conseguir desinfetar a mente de todo o lixo mental e emocional que é incutido pela religião na cabeça das crianças, numa idade em que elas não têm recursos psicológicos para se defender de ideias perniciosas, medonhas e absurdas como pecado, castigo eterno, céu, inferno e outras monstruosidades ideológicas que são transmitidas por estes parasitas espirituais.

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Excelente produção dinamarquesa: “A caça”.

março 30, 2013

Nós ainda estávamos sob o impacto (positivo) do ótimo filme “Amor é tudo o que você precisa”, apreciando o estilo sutil e delicado desta comédia romântica produzida na Dinamarca, quando tivemos a ótima oportunidade de ver mais uma excelente produção dinamarquesa: “A caça” (no original, Jagten). Este último é um drama muito comovente, um filme da melhor qualidade, absolutamente imperdível. Enquanto a comédia romântica da diretora Susanne Bier é o tipo de filme capaz de propiciar sorrisos e sentimentos agradáveis a qualquer espectador, o drama do talentoso diretor Thomas Vinterberg, de quem sou fã há muitos anos, é uma obra que certamente provoca desconforto e profunda reflexão em qualquer espectador sensível. A história, que trata de um professor acusado de abuso sexual, é universal; não  se restringe de forma alguma somente à realidade da Dinamarca ou da Europa, poderia se passar em qualquer escola brasileira. Na minha opinião, é um filme que deveria ser visto e debatido por professores, pedagogos, psicólogos, diretores de escola, pais e alunos, enfim, por todos. Recomendo que assistam!

Trecho da reportagem “População mais surda a cada dia”

março 30, 2013

“O barulho é a principal causa para a perda de audição. A não ser que se tomem medidas para proteger os ouvidos, mas cedo ou mais tarde, muitos terão dificuldades para compreender até uma fala comum. (…) Vivemos em um mundo barulhento, que a cada ano parece pior neste aspecto. (…)  Irritabilidade, insônia, fadiga, estresse e depressão podem ser consequências da exposição frequente a ruídos, segundo Agrício Crespo, presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia.” – Trecho da reportagem “População mais surda a cada dia”, publicada em 26/03/2013 no jornal O Globo.

LISTA VERMELHA – ANIMAIS EM EXTINÇÃO PELO MUNDO

março 29, 2013

Cerca de 869 espécies sumiram do mapa da biodiversidade mundial nos últimos 500 anos. As mudanças climáticas e as alterações no habitat desses animais foram os fatores que mais contribuíram para o desaparecimento de espécies.
A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, sigla em inglês)  inclui 12 mil espécies ameaçadas.

Hoje, um em cada oito pássaros, um em cada quatro mamíferos, um em cada cinco invertebrados, um em cada três anfíbios e metade de todas as tartarugas estão na rota da extinção.

Trecho do ótimo artigo “Na natureza não existe o milagre das águas”, de Sergio Abranches, editor do site EcoPolítica.

março 24, 2013

“O mundo vive um verdadeiro paradoxo em relação à água. Os países que perderam suas águas por poluição, mau uso e, agora, mudança climática, só se dão conta de seu valor quando reavê-las é praticamente impossível ou caríssimo. As nações ricas em água fazem de tudo para perdê-la, agindo como se ela fosse inesgotável ou facilmente renovável.  A China é o paradigma do primeiro caso. O Brasil, do segundo.”  Sergio Abranches, editor do site EcoPolítica.

Trecho do artigo “O amianto precisa ser banido”, de Fabio Feldmann

março 24, 2013

“Há muitos anos se defende a ideia de uma cidadania planetária inserida em uma agenda do século XXI, de modo que o cidadão de qualquer parte do mundo tenha direitos e deveres claros diante das questões contemporâneas. Entre outros, aquecimento global, biodiversidade, direitos humanos, resistência ao uso de antibióticos, contaminação por pesticidas são temas que exigem um tratamento específico, que contemple padrões internacionais com o objetivo de proteger o meio ambiente, a saúde pública e o próprio consumidor.” Fabio Feldmann, advogado.

EM METADE DA REDE PÚBLICA, RELIGIÃO É AULA OBRIGATÓRIA. [Jornal O Globo, 24/03/2013]

março 24, 2013

Um absurdo inaceitável, afronta à constituição, à liberdade de pensamento e de crença, denunciado na primeira página do jornal O Globo, hoje (24/03/2013): EM METADE DA REDE PÚBLICA, RELIGIÃO É AULA OBRIGATÓRIA. Legislação prevê que esse tipo de ensino deve ser facultativo. Na rede pública, onde o ensino religioso deve ser opcional, 49% dos diretores admitem que a presença nessas aulas é obrigatória, o que contraria a Lei de Diretrizes e Bases (LDB).

Trecho do maravilhoso artigo “A vida dos tiranos”, de Cacá Diegues

março 24, 2013

“Não é por pura coincidência que os maiores tiranos da história do século XX foram, antes de serem tiranos, homens de vida ascética, às vezes mesmo monástica, como Hitler, Salazar, Stalin, Mao, Franco, Pol Pot, Pinochet e tantos outros usurpadores do poder em todos os continentes. Nem sempre o ascetismo é necessariamente ético. A tirania é antes de tudo esse desgosto da vida, a negação do prazer, o bloqueio do inesperado e do surpreendente, a necessidade de controle sobre a felicidade do outro. A vida sem graça, em todos os sentidos que essa palavra possa ter. ”  Cacá Diegues, cineasta.

“A maneira errada de agir contra as drogas”, de Anthony Papa

março 20, 2013

Um pequeno trecho do excelente artigo “A maneira errada de agir contra as drogas”, de Anthony Papa, gerente da organização não governamental Drug Policy Alliance, dos EUA, publicado em 17/3/2013 no jornal O Globo:

“Nos anos de 1980 e 1990, os EUA endureceram as leis antidrogas e adotaram a condenação obrigatória.  Tais medidas em nada reduziram o abuso ou a violência relacionada à repressão, mas aumentaram significativamente a população encarcerada e as despesas prisionais.

(…)

Hoje, cerca de 500 mil americanos estão presos por violação às leis de drogas. Os EUA prendem mais do que qualquer nação. Nas últimas três décadas, a guerra às drogas prendeu e marginalizou milhões e atingiu de forma  desproporcional pobres e negros. Tal prática falhou totalmente na redução do uso problemático de drogas, transmissão de doenças relacionadas ao uso e morte por overdose. O fracasso é tão evidente que os EUA revogaram a Lei Rockefeller em 2009 e a pena mínima obrigatória em 2010.

O Brasil já é o quarto maior encarcerador, atrás apenas de EUA, Rússia e China. Em vez de endurecer a abordagem penal e promover a internação compulsória de dependentes, o Brasil deve aprender com os erros e investir em campanhas educativas amplas sobre o uso de drogas, programas de redução de danos e tratamento para dependência, além de sentenças alternativas para réus primários não violentos.”