Archive for janeiro \19\UTC 2010

O berreiro dos católicos, como o arcebispo Orani João Tempesta, publicado recentemente nos grandes jornais do país, é um exemplo típico do modo como a religião católica trata de forma hipócrita a questão da liberdade religiosa no Brasil. No momento em que um governo tem a coragem – rara na história deste país – de tomar uma atitude que favorece a pluralidade de crenças e opiniões e não somente os interesses desta religião hegemônica no Brasil, o arcebispo Orani vem a público revelar a verdadeira face desta religião (e, por que não dizer, do cristianismo de modo geral): corporativista, imperialista, exclusivista e intolerante. Se fosse verdadeiramente a favor da liberdade irrestrita e da aceitação do próximo, como falsamente afirma, esta igreja não atacaria, mas sim aplaudiria a iniciativa dos legisladores de preservar aqueles que preferem outras crenças (ou nenhuma crença) de serem expostos contra a sua vontade, em locais públicos como repartições e escolas, aos símbolos de uma religião que não escolheram. Nunca é demais lembrar que a liberdade de crença (e de descrença) que conquistamos ao longo da história não nos foi dada de graça; ao contrário, foi o resultado da luta e da morte de muitos heróicos libertários que se recusaram a aceitar uma religião imposta a ferro e fogo. Quando ataca o governo por uma suposta intransigência a favor do laicismo, o arcebispo revela, na verdade, o mal-disfarçado interesse dos cristãos em defender a exibição de seus símbolos em detrimento daqueles de outras crenças e também daqueles que preferem não acreditar em nenhum tipo de mito. Assim cai a máscara dos que pregam falsamente a favor de liberdade, amor e aceitação, mas que na prática acabam revelando-se como os Inquisidores, antigos e contemporâneos, que sempre perseguiram, torturaram e eliminaram os descrentes, os “infiéis”, os dissidentes e os livre-pensadores.

janeiro 19, 2010
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Quem me conhece sabe do meu pouco apreço pelo catolicismo (pelo cristianismo, em geral), pra ser suave. Raras figuras públicas associadas a esta religião conseguiram efetivamente angariar a minha admiração. A Dra. Zilda Arns (e seu irmão Paulo) é uma delas. Viva D. Zilda Arns!!!

janeiro 15, 2010

Como diriam Caetano e Gil: o Haiti não é aqui, [mas] o Haiti é aqui! Solidariedade total ao bravo povo haitiano!

janeiro 15, 2010

Hello world!

janeiro 14, 2010

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