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Especialistas brasileiros e da União Europeia discutem métodos alternativos ao uso de animais

abril 28, 2016

Divulgando assunto de interesse de todos os que se preocupam com a ética e os direitos dos animais:

Especialistas brasileiros e da União Europeia discutem métodos alternativos ao uso de animais

7 de abril de 2016

Anvisa

No painel “Regulação” do encontro bilateral, entre especialistas do Brasil e da União Europeia (UE), para discutir os métodos alternativos ao uso de animais, Joel Majerowicz, representante da Anvisa apresentou o estado da arte desta discussão na Agência e o caminho construído para incorporação destas novas tecnologias na atividade de regulação.

O encontro “Inovação, Validação e Regulação: uma perspectiva bilateral em Métodos Alternativos ao Uso de Animais” promovido nesta quarta-feira (6/4) pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) no Centro de Convenções da Polícia Rodoviária Federal, em Brasília, é mais uma ação do Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais UE-Brasil, coordenado pelo Ministério do Planejamento (Mpog) e Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra), cujo público alvo são os ministérios e as agências do governo federal.

O assessor da Diretoria de Coordenação e Articulação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (DSNVS) da Anvisa, Joel Majerowicz, anunciou que Anvisa promoverá uma capacitação dos técnicos da Agência no tema. O  curso prático e teórico sobre  métodos alternativos ao uso de animais acontecerá entre os dias 20 e 24 de junho.

Joel Majerowicz lembrou que, no ano passado, a Agência promoveu o simpósio “Internalização de Métodos Alternativos ao Uso de Animais” em seu auditório e o interesse pelo tema superou a expectativa dos organizadores, com 220 inscritos (a capacidade do auditório é de 250 lugares) e 850 internautas acompanhando a transmissão em tempo real.

Anvisa e a Fiocruz tiveram papel decisivo na criação do Centro Brasileiro de Validação dos Métodos Alternativos (BraCVAM), a partir de uma discussão iniciada pelas duas instituições, em fevereiro de 2011.

Em agosto de 2015, a Agência publicou a Resolução da Diretoria Colegiada de número 35, a RDC 35/2015, autorizando a aceitação dos métodos reconhecidos pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) na análise de pedidos de registro de produtos regulamentados pela Vigilância Sanitária,  como cosméticos, medicamentos, dispositivos médico e agrotóxicos.

Maurice Whelan, professor de Bioengenharia e gerente da área de Toxicologia do IHC/JRC – Institute for Health and Consumer Protection (IHCP) of the European Commission’s Joint Research Centre (JRC), que, em uma tradução livre, é o instituto de saúde e proteção ao consumidor do centro de pesquisa aplicada da Comissão Europeia, disse que a discussão sobre métodos alternativos ao uso de animais de pesquisa começou há mais de trinta anos, inicialmente por uma forte pressão ética da sociedade que se opunha ao emprego de métodos cruéis em animais para o desenvolvimento de cosméticos.

“Foi uma pressão eminentemente ética e segue assim”, explicou Maurice Whelan. “Deste ponto, ela evoluiu para que questionássemos e buscássemos alternativa ao sofrimento imposto aos animais em outros campos da pesquisa e do desenvolvimento de produtos, como medicamentos, por exemplo”.

Neste momento, a União Europeia centraliza no IHCP/JRC o processo de análise e validação de novos métodos de pesquisa que dispensam as cobaias, substituídas por culturas de células e modelos matemáticos.“Estamos falando de novas tecnologias e não só de novos métodos. Uma ciência quimio-informatizada”, explicou João Barroso, no painel sobre Validação. “Métodos para os quais há fundos específicos de financiamento, de estímulo ao seu desenvolvimento”.

João Barroso trabalha para EURLECVAM (European Union Reference Laboratory for Alternatives to Animal Testin) do JRC. No Brasil, a instituição equivalente é o BraCVAM.

Como explicou Eduardo Pagani, conselheiro do Concea, no Brasil começou a se desenhar esta cultura em 1998, com a Lei 9.605, que pune com sanções penais e penas administrativas os crimes contra o meio ambiente, e em 2008, após dez anos de tramitação no Congresso Nacional, a Lei Sérgio Arouca, a Lei 11794/2008 , que estabelece procedimentos éticos para o uso científico de animais.

“O grande sanitarista Sérgio Arouca já possuía esta preocupação com o sofrimento das cobaias utilizadas no ensino, na pesquisa e no desenvolvimento de produtos”, lembrou Eduardo Pagani. “Por exemplo, você não consegue ensinar procedimento cirúrgico utilizando cadáveres humanos. As cobaias são anestesiadas durante todo o procedimento e esta prática é monitorada por um médico veterinário”.

No Brasil, a Rede Nacional de Métodos Alternativos ao uso de animais (Renama), criada em fevereiro de 2012 e composta por duas categorias de laboratórios – laboratórios centrais e associados, seleciona propostas de métodos alternativos e as submete ao BraCVAM para validação. Após esta etapa, o estudo segue para reconhecimento do Concea. Nesse processo de reconhecimento o Conselho submete, como prevê a sua Resolução Normativa nº 17, à Anvisa, ao Mapa e ao Ibama.

Palavras de Cyro Garcia, presidente do PSTU-RJ.

abril 25, 2016

“O impeachment do jeito que está hoje é trocar seis por meia dúzia. Se o objetivo é acabar com a corrupção, o que defendemos é o “fora, todos”, com eleições gerais, de deputado a presidente. Mas não temos ilusão de que o Congresso de tantos “Cunhas” vai votar contra ele mesmo. Acreditamos que o caminho seja o povo na rua. E esperamos que outros partidos de esquerda como o PSOL abandonem o discurso do governo de que há golpe e nos ajudem nessa empreitada.” – Cyro Garcia, presidente do PSTU-RJ.

Tiririca e a revolta dos palhaços

abril 25, 2016

Um trecho da carta de repúdio assinada por palhaços profissionais, grupos circenses e companhias de teatro enviada ao deputado federal Tiririca que votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff:

“O que certamente nos diferencia do senhor, na atual situação de nosso país, é a coragem ética com a qual nós, ao contrário de vossa excelência, lutamos pela consolidação da, ainda frágil, democracia brasileira”.

O documento, assinado por 79 entidades e pessoas físicas, afirma que não “se pode derrubar um governo simplesmente porque não se concorda com sua política”.

Por fim, o texto direciona um recado ao parlamentar: “Portanto, deputado Tiririca, trocando em miúdos: no último domingo, lamentavelmente, o senhor não representou os palhaços e palhaças profissionais, envergonhando aqueles que buscam honrar o seu ofício de levar alegria ao povo brasileiro.”

 

 

* Extraído da reportagem “Tiririca e a revolta dos palhaços”, publicada em O Globo em 23/4/2016.

 

Trecho da matéria “Pacto de emergência pelo planeta”

abril 22, 2016

Trecho da matéria “Pacto de emergência pelo planeta – Temperaturas batem recordes às vésperas de acordo climático global”, publicada em O Globo em 21/4/2016.

“De acordo com um relatório divulgado esta semana pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (Nooa), o mês passado foi o março mais quente desde o início dos registros históricos, em 1880, repetindo o observado em janeiro e fevereiro deste ano. Entre os cientistas, é praticamente consenso que 2016 será o ano mais quente da História.”

Meu comentário: Enquanto isso, os governos da maioria dos países continuam investindo em um desenvolvimentismo antiquado, obsoleto, destruidor e suicida, pautado pelos interesses das indústrias mais poluidoras e nocivas, como as dos combustíveis fósseis, automóveis, química, armamentista, etc.

E os seres humanos, que são consumidores, mas não são cidadãos, continuam consumindo o mais que podem, sem pensar, como se não houvesse amanhã, descartando e não reciclando, acumulando quinquilharias desnecessárias para ostentar o valor que não possuem em seu espírito, poluindo as cidades usando carros desnecessariamente e desprezando os transportes públicos, jogando lixo no chão, nas praias, nos mares, nos rios… É bom mesmo que o planeta derreta logo; ao menos vai servir para exterminar a raça humana, praga daninha do Planeta Terra.

“Capetalismo” – aprés Profeta Gentileza

abril 22, 2016

Um idoso de aproximadamente 80 anos, sequestrado por ladrões, foi espancado até a morte pelos criminosos por não ter conseguido sacar dinheiro com seu cartão no caixa automático. Fato ocorrido há poucas semanas aqui em Niterói (RJ). Alguém mais se espanta? Não. Todos sabem, inconscientemente ou não, que podem(os) sofrer algo assim a qualquer momento. E, no entanto, poucos questionam e criticam o sistema que gera isso tudo: uma sociedade [capitalista, é fundamental ressaltar] materialista e consumista, onde o TER é muito mais valorizado do que o SER. Onde todos os sujeitos são considerados CONSUMIDORES, mas nem todos são considerados cidadãos. Onde todas as pessoas, de todas as classes e idades [e o que mais me preocupa, as CRIANÇAS] são bombardeadas por mensagens induzindo, estimulando, praticamente obrigando ao CONSUMO, mas não à reflexão, à meditação, ao questionamento e ao senso crítico.

E ainda há aqueles, muitos aliás, que acham que este sistema é o melhor que pode existir. E que repetem, como papagaios, sem refletir, que os regimes “comunistas” totalitários do século XX eram desumanos. Eu concordo que a falta de liberdade seja algo inaceitável, uma opressão, em QUALQUER ditadura. Lembremos, pois, que nem todos os regimes totalitários do século XX foram de inspiração marxista-leninista (o termo comunista não se aplica; basta estudar um pouco para aprender que existem inúmeras diferentes linhas de Comunismo, a maioria libertária, não autoritária). Muitas ditaduras cruéis do século passado e também do atual, que acabaram com a liberdade, além de acabar com a própria vida de seus cidadãos, eram regimes capitalistas.

É bom recordar, por outro lado, que seria impensável nos regimes totalitários de inspiração marxista-leninista, o acontecimento de um fato como aquele citado no início. A ausência da incitação ao consumismo, à acumulação de capital e à ganância, torna impraticável a criminalidade, especialmente daquele tipo que leva os indivíduos a olharem os outros não como seus iguais, mas como alguém somente a ser explorado ou roubado.

Portanto, é sempre bom parar e pensar duas vezes antes de louvar um sistema utilitarista, materialista, mercantilista e consumista que não dá valor à vida humana, mas somente ao capital, aos bens materiais, ao vil metal.

Quanto a mim, continuo preferindo o Humanismo e o Comunismo, aquele que vem de comunhão, de tornar comum, de viver em comunidade, como pessoas comuns, sem diferenças, sem privilégios, preconceitos de gênero, etnia ou classe social. Viva a comunhão da humanidade! Utopia da minha parte? Pode ser, mas acho bem melhor do que jogar o jogo sujo desta corrida de ratos para acumular capitais em vez de acumular sabedoria, para juntar dinheiro que ninguém vai levar para a sepultura quando virar alimento para os vermes!

A crise brasileira e a geopolítica mundial

abril 20, 2016

A crise brasileira e a geopolítica mundial – Leonardo Boff​

Leonardo Boff

Seria errôneo pensar a crise do Brasil apenas a partir do Brasil. Este está inserido no equilíbrio de forças mundiais do âmbito na assim chamada nova guerra fria que envolve principalmente os EUA e a China. A espionagem norte-americana, como revelou Snowden atingiu a Petrobrás e as reservas do pre-sal e não poupou até a presidenta Dilma. Isto é parte da estratégia do Pentágono de cobrir todos os espaços sob o lema:”um só mundo e um só império”. Eis alguns pontos que nos fazem refletir.

No contexto global há um ascensão visível da direita no mundo inteiro, a partir dos próprios EUA e da Europa. Na América Latina está se fechando um ciclo de governos progressistas que elevaram o nível social dos mais pobres e firmaram a democracia. Agora estão sendo assolados por uma onda direitista que já triunfou na Argentina e está se pressionando todos os países sul-americanos. Falam…

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Um golpe parlamentar e a volta reacionária da religião, da família, de Deus e contra a corrupção

abril 19, 2016

Um golpe parlamentar e a volta reacionária da religião, da família, de Deus e contra a corrupção – Leonardo Boff

Leonardo Boff

Um golpe parlamentar e a volta reacionária da religião, da família, de Deus e contra a corrupção
Leonardo Boff*

Observando o comportamento dos parlamentares nos três dias em que discutiram a admissibilidade do impedimento da presidenta Dilma Rousseff parecia-nos ver criançolas se divertindo num jardim da infância. Gritarias por todo canto. Coros recitando seus mantras contra ou a favor do impedimento. Alguns vinham fantasiados com os símbolos de suas causas. Pessoas vestidas com a bandeira nacional como se estivessem num dia de carnaval. Placas com seus slogans repetitivos. Enfim, um espetáculo indigno de pessoas decentes de quem se esperaria um mínimo de seriedade. Chegou-se a fazer até um bolão de apostas como se fora um jogo do bicho ou de futebol.

Mas o que mais causou estranheza foi a figura do presidente da Câmara que presidiu a sessão, o deputado Eduardo Cunha. Ele vem acusado de muitos crimes e é…

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Os anti-intelectuais

abril 6, 2016

Os anti-intelectuais – por Ruy Fausto, professor emérito da USP (Filosofia)

Blog

Ruy Fausto, professor emérito da USP (Filosofia)

Untitled-1O Estadão de domingo, 27 de março, publica, em “notas e informações”, um texto com o título “Os anti-intelectuais”, a propósito dos manifestos e abaixo-assinados de intelectuais e artistas contrários ao impeachment, texto que merece reflexão.

O artigo começa assim: “Mesmo diante das volumosas evidências de que o lulopetismo é autoritário por natureza, mesmo que abundem provas de que o chefão Luís Inácio Lula da Silva e seus seguidores tramam à luz do dia contra as instituições republicanas, mesmo que seja clara a ânsia da tigrada de calar a imprensa livre e favorecer o jornalismo companheiro a serviço do pensamento único, ainda assim há intelectuais – ao menos é assim que eles se identificam – que se dispõem a defender, em nome de um suposto espírito democrático, um governo e um partido cada vez mais identificado com tudo aquilo que ofende a democracia e…

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