Archive for dezembro \31\UTC 2016

Uma de minhas maiores fontes de inspiração: Leon (Liev) Tolstói!

dezembro 31, 2016
Escritor russo decidiu parar de comer carne aos 50 anos, em meio a uma crise espiritual. A decisão se alinhava à filosofia de vida que ele adotou na época.
“Enquanto houver matadouros, haverá campos de batalha”. A frase não vem de uma nova campanha da Peta, organização pelos direitos dos animais. Ela foi escrita há mais de 100 anos pelo russo Liev Tolstói, no livro “O Que Eu Acredito”, de 1885, dedicado à sua interpretação pessoal do cristianismo.
No fim do século 19, aos 50 anos, depois de ter se tornado uma celebridade de seu tempo pela publicação de alguns dos romances mais cultuados da literatura mundial, o autor de “Guerra e Paz” e “Anna Karenina” decidiu deixar de comer carne. Nessa fase de sua vida, o vegetarianismo se tornou não só uma prática do escritor, como também um tema de reflexão e de elaboração em seus textos.
O que Tolstói escreveu
 
“Se um homem aspira a uma vida correta, seu primeiro ato de abstinência deve ser de ferir animais”
No ensaio “O Primeiro Passo”, de 1892
“Um homem pode viver e ser saudável sem matar animais para comer; portanto, se ele come carne, ele toma parte em tirar a vida de um animal apenas para satisfazer seu apetite. E agir dessa forma é imoral”
Em “Writings on Civil Disobedience and Nonviolence, de 1886
“Isso é espantoso! Não o sofrimento e a morte dos animais, mas que as pessoas reprimam nelas mesmas, desnecessariamente, a capacidade espiritual mais elevada – de compaixão e piedade para com criaturas vivas como eles mesmos – e ao violar seus próprios sentimentos, se tornam cruéis.”
No ensaio “O Primeiro passo”, de 1892
A razão da decisão
A mudança na dieta de Tolstói é parcialmente atribuída à proximidade com o positivista e vegetariano William Frey, segundo Sam Pavlenko, autor de um livro de receitas vegetarianas baseadas nas que foram deixadas pela família do escritor. Frey teria visitado Tolstói durante o outono de 1885.
Mas o vegetarianismo de Tolstói se insere em uma busca mais ampla por um modo de vida “elevado”, resultante de uma crise espiritual vivida pelo escritor por volta de seus 50 anos.
Essa fase também marcou seus escritos, que se voltaram para a formulação de uma filosofia moral pacifista, cristã e vegetariana que ficou conhecida como “tolstoísmo”.
A transformação das soluções encontradas pelo escritor para suas inquietações pessoais em uma espécie de doutrina, seguida por vários de seus contemporâneos, o desgostava: “Falar em ‘tolstoísmo’, procurar orientação e indagar sobre minhas respostas para as questões é um erro grande e grosseiro”, escreveu.
Tolstói passou a crer que a arte tem um componente religioso e deve tornar tanto o artista quanto o mundo melhores.
Ele adotou condutas que iam ao encontro da moral cristã, rejeitando, ao mesmo tempo, a institucionalização dessa espiritualidade pela igreja – uma espécie de anarquismo cristão.
Nos últimos 25 anos de vida, o autor produziu obras como “Confissão” (de 1879), que uma década após “Guerra e Paz” se concentrava em fazer uma autocrítica biográfica sobre fama e fortuna, motivações para escrever que passou a considerar equivocadas.
Receitas da família
A militância do escritor russo acabou influenciando também seus familiares: as filhas e a esposa de Tolstói, Sophia Andreevna, também aderiram ao vegetarianismo, segundo o site “History Buff”.
Andreevna não só se tornou vegetariana como mantinha um diário com as receitas da família, que deu origem a um livro de receitas vegetarianas publicado em 1874, de surpresa, pelo irmão dela.
Entre as receitas, estão um bolo de café, uma torta vienense, cogumelos picantes e molho tártaro da família Tolstói.
As receitas também inspiraram o livro “A Vegetarian’s Tale: Tolstoy’s Family Vegetarian Recipes Adapted For the Modern Kitchen” (Um Conto Vegetariano: Receitas Vegetarianas da Família Tolstói Adaptadas para a Cozinha Moderna), com versões atualizadas das receitas e tradução das medidas russas.
FONTE: nexojornal
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Leitura recomendada: Rita Lee, uma autobiografia!

dezembro 30, 2016

Melhor livro de 2017 e um dos melhores dos anos recentes, pra mim. Tá certo que eu sou “suspeitosíssimo” pra opinar, rs… Afinal, sou super-fã da Rita desde os anos 70! Eu já ouvia e adorava Mutantes quando era garotinho, mesmo sem entender praticamente nada do contexto genial e rebelde das letras e músicas do grupo, como moleque eu já sacava a zoação e gozação contra a caretice geral dos pequenos-burgueses e da asquerosa ditadura militar, em letras de músicas como “Top top” e “Portugal de navio”, que eu – desde sempre moleque aprontador e contestador – adorava cantar bem alto, junto com outra de minhas favoritas “músicas mal-criadas”, que era “Que vá tudo pro inferno”, do “Robertão”.

Já na adolescência, tendo mergulhado de cabeça, de corpo e ALMA no ROCK, passei a adorar Rita como nossa legítima Rainha do Rock Brasileiro, tanto quanto adorava (e ainda adoro!) o eterno Raulzito Seixas, como o legítimo Rei do Rock Brasileiro.

Acompanhei entusiasmadamente sua carreira com o Tutti-Frutti, mas depois do fim do grupo e com a mudança para um estilo musical mais pop e dançante, deixei de curtir tanto e acompanhar tão interessadamente quanto antes, visto que eu não curtia mais tanto assim o som.

Mesmo assim, jamais deixei de gostar, admirar e amar Rita Lee como artista e pessoa. Agora, lendo sua autobiografia lançada este ano, resgatei antigas e deliciosas memórias dos anos 60 e 70, e mais: compreendi muitas coisas que não entendia; descobri e aprendi outras que não sabia e, o mais importante: passei a amar ainda mais minha “ídola” Rita!

Mais do que uma artista única, original, incomparável e talentosa, Rita é uma pessoa fantástica, muito mais do que eu supunha, e seu livro deixa isto claro para quem quer que o leia: criativa, extremamente bem-humorada, lúcida e muito consciente. Basta ver o seu amor pelos animais, onde estamos efetivamente irmanados, ídolo (ela) e fã (eu).

Como todos que me conhecem sabem e eu vivo dizendo: acho que se importar com outras pessoas é fácil (aliás, nem tanto; se olharmos à nossa volta lamentavelmente veremos que hoje em dia as pessoas não se importam nem mesmo umas com as outras). Mas digamos que, ao menos teoricamente, é mais fácil para os humanos se importarem com outros humanos, seus iguais. E como digo: importar-se, respeitar, valorizar e amar OUTRAS criaturas sencientes (também dotadas de capacidade de entendimento e sentimentos) tanto como os humanos, indica uma superior capacidade de respeitar a liberdade alheia (tão valiosa quanto a nossa própria) e de amar de forma ampla, generosa, desinteressada, não comprometida por interesses ou laços familiares. Uma forma de amor superior, crística.

E Rita Lee, além de inúmeras outras qualidades bacanas e geniais, é uma ativa amante e defensora dos animais. Termino este meu texto aqui, feito para recomendar intensamente a leitura da maravilhosa, interessante, divertidíssima e esclarecedora autobiografia de Rita, com um pequeno trecho retirado da mesma para ilustrar o que eu disse acima, seguido de uma linda oração composta pela artista.

“A única bandeira que carrego no coração e na alma é a da defesa de animais. Sempre desci a lenha geral em eventos que exploram e humilham animais: rodeio, circo, farra do boi, vaquejada, rinha de galo e de cachorro, corrida de cavalo, comércio ilegal de bichos exóticos, touradas, tração animal, etc., etc., etc. A turma dos “John Waynes de araque” promovidos a atletas (!) entrou com um processo demonstrando vestir a carapuça. Eu, a pobre cigarra, versus um poderoso formigueiro de carcamanos. Perderam nas duas instâncias e minha bandeira continua hasteada com o lema rimado: odeio rodeio!

UMA SINGELA ORAÇÃO

Obrigada, São Francisco, pelo amor puro que recebi de todos os bichinhos que tive, tenho e ainda terei. E, em nome da justiça divina, peço-vos que mande um raio fulminante sobre as cabeças de quem os maltrata. Amém.” (retirado de Rita Lee, uma autobiografia. Globolivros, 2016).

Eu sei que, lamentavelmente, brasileiros leem muito pouco. Poucos amam ler como eu. Mas se vocês decidirem ler AO MENOS UM livro este ano (ou no próximo), não deixem de ler este livro sensacional! E um FELIZ 2017 a tod@s!

Beijos/abraços

 

 

 

2016:o ano em que se tentou matar a esperança do povo brasileiro

dezembro 30, 2016

“2016:o ano em que se tentou matar a esperança do povo brasileiro” – Leonardo Boff​

Leonardo Boff

         A situação social, política e econômica do Brasil mereceria uma reflexão severa sobre a tentativa perversa de matar a esperança do povo brasileiro, promovida por uma corja (esse é o nome) de políticos, em sua grande maioria corruptos ou acusados de tal, que, de forma desavergonhada, se pôs a serviço dos verdadeiros forjadores do golpe perpretado contra a Presidenta Diloma Rousseff: a velha oligarquia do dinheiro e do privilégio que jamais aceitou que alguém do andar de baixo chegasse a ser Presidente do Brasil e fizesse a inclusão social de milhões dos filhos e filhas da pobreza.

         Obviamente há politicos valorosos e éticos, bem como empresários da nova geração, progressitas que pensam no Brasil e em seu povo. Mas estes não conseguiram ainda acumular força suficiente para dar outro rumo à politica e um sentido social ao Estado vigente, de cariz neoliberal e patrimonialista.

         Ao se referir…

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Perguntas que precisam de uma resposta

dezembro 27, 2016

São Paulo, Brasil, século XXI, dia 25 de dezembro de 2016. Em pleno dia de Natal, dois sujeitos monstruosos espancam até a morte um vendedor ambulante solidário que tentava impedir que os dois agredissem um morador de rua, que tinha reclamado que eles haviam urinado em uma árvore.

A pergunta que fica no ar é: que tipo de indivíduos são estes???!!!???

Outras perguntas que precisam de uma resposta imediata de nossa consciência: E que tipo de indivíduos somos NÓS mesmos??? E que tipo de indivíduos estamos criando nossos filhos e filhas para serem? Estamos criando nossos filhos e/ou educando nossos alunos para serem iguais ao vendedor ambulante solidário e heroico, ao morador de rua, sensível, com consciência ecológica, preocupado com as árvores, ou estaremos criando nossos filhos e/ou educando nossos alunos para serem iguais aos dois monstros desumanos que desconhecem e desprezam o valor da vida humana?

Última pergunta: que tipo de sociedade estamos criando para o futuro? Que tipo de humanidade estará habitando o mundo no futuro? (se, antes disso, este tipo de gente não tiver destruído o planeta inteiro…)

Uma geração inteira está sendo morta: especialmente pela corrupção na saúde e na educação

dezembro 26, 2016

Compartilhando mais um texto importante para leitura e reflexão, do Leonardo Boff​: “O país precisa saber desta terrível matança que está ocorrendo com o desvio dos recursos da União repassados aos Estados, municípios e ONGs: é quase um trilhão de reais nos últimos anos. A corrupção do Lava-Jato se transforma em fichinha face a este terrível atentado contra a população mais pobre. Não podemos ser enganados e mentidos pela mídia e outros meios de comunicação que somente focam a corrupção das empreiteiras do Lava Jato, ocultando a outra corrupção maior e mais perversa porque condena à morte por míngua milhares e milhares de pessoas. Ou o Brasil se reforma de cima abaixo ou seremos condenados a virar lentamente uma África, pela irresponsabilidade de nossos políticos que dão infinitamente mais valor à acumulação privada ou corporativa de riqueza do que ao cuidado com quem mais precisa, em geral, ao povo brasileiro. Este sofreu a colonização, a escravidão e agora a sistemática depredação dos meios de vida por parte de uma oligarquia egoísta ao extremo, inumana e cruel. Como está, o Brasil não pode continuar. A atual crise é oportunidade de uma mudança, desde que seja radical.”

Leonardo Boff

O país precisa saber desta terrível matança que está ocorrendo com o desvio dos recursos da União repassados aos Estados, municípios e ONGs: é quase um trilhão de reais nos últimos anos. A corrupção do Lava-Jato se transforma em fichinha face a este terrível atentado contra a população mais pobre. Não podemos ser enganados e mentidos pela mídia e outros meios de comunicação que somente focam a corrupção das empreiteiras do Lava Jato, ocultando a outra corrupção maior e mais perversa porque condena à morte por mingua milhares e milhares de pessoas. Ou o Brasil se reforma de cima abaixo ou seremos condenados a virar lentamente uma África, pela irresponsabilidade de nossos políticos que dão infinitamente mais valor à acumulação privada ou corporativa de riqueza do que ao cuidado com quem mais precisa, em geral, ao povo brasileiro. Este sofreu a colonização, a escravidão e agora a sistemática depredação dos…

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Todo apoio ao papa Francisco!

dezembro 26, 2016

Todo apoio ao papa Francisco, que – antes tarde do que nunca – tenta redirecionar a igreja de volta ao que ela nunca deveria ter deixado de fazer: procurar ser fiel aos ensinamentos de Jesus: solidariedade, fraternidade, igualdade e justiça social, apoio aos menos favorecidos e luta contra os privilégios, desigualdade, ganância, usura, exploração e acumulação! Por isso também – nunca é demais lembrar – o termo “direita cristã” é um absurdo, uma excrescência, uma contradição em termos. O que a direita defende – exploração do homem pelo homem, acumulação de capital, autoritarismo, opressão, racismo, segregação, discriminação e – absurdo final – violência, é tudo aquilo contra o qual Jesus sempre lutou! Aliás, também é sempre bom lembrar: Jesus era um anarquista, como eu. Por isso mesmo ele é um dos meus modelos principais, junto a outros grandes anarquistas (pacifistas), como Tolstoi e John Lennon. Jesus sempre lutou pelos oprimidos e excluídos e contra os abusos e autoritarismo dos privilegiados e poderosos, fossem indivíduos ou instituições. Qualquer um que se diga seguidor de Jesus e não praticar o que ele sempre pregou é um hipócrita ou um idiota!

El materialismo de Papá Noel y la espiritualidad del Niño Jesús

dezembro 26, 2016

Do Leonardo Boff: “El materialismo de Papá Noel y la espiritualidad del Niño Jesús:”

Leonardo Boff

Hace unos pocos años  (27/12/2013) escribi un pequeño articulo comparando lo que significa el Papá Noel y el Niño Jesús en la epoca de Navidad. Leyendolo por azar (por que lo habia olvidado) me di cuenta que tenia mucha actualidad. Aqui lo republico con algunas añadiduras al final que son adecuadas a la nueva situación, terrible para los pobres, de 2016 por adelante. Lboff
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Un buen día, el Hijo de Dios quiso saber cómo andaban los niños y las niñas, a los que en otro tiempo, cuando estuvo entre nosotros, “tocaba y bendecía”, y de los había dicho: “dejad que los niños vengan a mí porque de ellos es el Reino de Dios” (Lucas 18, 15-16).

Como en los mitos antiguos, montó en un rayo celeste y llegó a la Tierra unas semanas antes de Navidad. Asumió la forma de un barrendero que limpiaba las calles. Así podía ver…

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Natal em tempos de Herodes

dezembro 21, 2016

Compartilhando do Leonardo Boff​: “O Natal deste ano será diferente de outros natais. Geralmente é a festa da confraternização das famílias. Para os cristão é a celebração da divina Criança que veio para assumir nossa humanidade e faze-la melhor.

No contexto atual, porém, em seu lugar assomou a figura do terrível Herodes. o Grande (73 a.C-4-a. C), ligado à matança de inocentes. Zeloso por seu poder, ouviu que nascera em seu reino, a Judeia, um menino-rei. Foi quando ordenou degolar todas os meninos abaixo de dois anos (Mt 2,16). Ouviu-se então uma das palavras mais dolentes de toda Bíblia:”Em Ramá se ouviu uma voz, muito choro e gemido: é Raquel que chora os filhos e não quer ser consolada, porque eles já não existem”(Mt 2,18).

Essa história do assassinato de inocentes continua de outra forma. As políticas ultracapitalistas impostas pelo atual governo, tirando direitos, diminuindo salários, cortando benefícios sociais básicos como saúde, educação, segurança, aposentadorias e congelando por 20 anos as possibilidades de desenvolvimento têm como consequência uma perversa e lenta matança de inocentes da grande maioria pobre de nosso país.

Aos legisladores não são desconhecidas as consequências letais, derivadas da decisão de considerar mais importante o mercado que as pessoas.

Dentro de poucos anos, teremos uma classe de super-ricos (hoje são 71.440 segundo IPEA, portanto,0,05% da população),uma classe media amedrontada pelo risco de perder seu status e milhões de pobres e párias que da pobreza passaram para miséria. Esta significa fome das crianças que morrem por sub-nutrição e doenças absolutamente evitáveis, idosos que já não conseguem seus remédios e o acesso à saúde pública, condenados a morrer antes do tempo. Essa matança possui responsáveis. Boa parte dos legisladores atuais da chamada “PEC da morte” não podem se eximir da pecha de serem os atuais Herodes do povo brasileiro.” (continua, clique no link para ler o texto todo)

Leonardo Boff

O Natal deste ano será diferente de outros natais. Geralmente é a festa da confraternização das famílias. Para os cristão é a celebração da divina Criança que veio para assumir nossa humanidade e faze-la melhor.

No contexto atual, porém, em seu lugar assomou a figura do terrível Herodes. o Grande (73 a.C-4-a. C), ligado à matança de inocentes. Zeloso por seu poder, ouviu que nascera em seu reino, a Judéia, um menino-rei. Foi quando ordenou degolar todas os meninos abaixo de dois anos (Mt 2,16). Ouviu-se então uma das palavras mais dolentes de toda Bíblia:”Em Ramá se ouviu uma voz, muito choro e gemido: é Raquel que chora os filhos e não quer ser consolada, porque eles já não existem”(Mt 2,18).

Essa história do assassinato de inocentes continua de outra forma. As políticas ultracapitalistas impostas pelo atual governo, tirando direitos, diminuindo salários, cortando benefícios sociais básicos como saúde…

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Quando aprenderemos?

dezembro 20, 2016

Será preciso acabar com todas as matas e florestas com seu ar puro e poluir toda a água dos rios e mares para que acabemos descobrindo que o dinheiro não se come, não se bebe e não se respira?

Dom Paulo Evaristo Arns: mestre, intelectual refinado e amigo dos pobres

dezembro 14, 2016

Compartilhando com Leonardo Boff​: “Dom Paulo Evaristo Arns: mestre, intelectual refinado e amigo dos pobres”

Leonardo Boff

Perdi um mestre, um mecenas, um protetor e um amigo entranhável. Coisas importantes vão ser ditas e escritas sobre o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, falecido hoje, dia 14 de dezembro. Não direi nada. Apenas dou meu testemunho.

Conheci-o no final dos anos 50 do século passado em Agudos-SP quando ainda era seminarista. Voltou de Paris com fama de ser doutor pela Sorbone. No seminário com cerca de 300 estudantes introduziu metodologias pedagógicas novas. Fez-nos conhecer a literature grega e latina, linguas que dominava como dominamos o verenáculo. Fez-nos ler as tragédias de Sófocles e de Eurípedes em grego. Sabíamos tanto grego que até representamos a Antígona em grego. E todos entendiam.

Depois vim a conhecê-lo em Petrópolis como professor dos Padres da Igreja e da história cristã dos dois primeiros séculos. Obrigava-nos a ler os clássicos em suas linguas originais, São Jerônimo, seu preferido, em latim e São João…

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