Archive for agosto \20\UTC 2016

Liberation Ecology – Toward Transformative Vision and Praxis

agosto 20, 2016

Theology can play a central role in defining the moral fiber of a society, including its commitment to poverty alleviation and stewardship of Earth. Allen White, Senior Fellow at Tellus Institute, talks with Leonardo Boff, a founder of liberation theology, about the origins of the movement and the vital connections between ecology and social justice.

Leonardo Boff

Publico aqui uma entrevista dada à esta Iniciativa norte-americana que abre espaço para pensamentos que vem de fora do âmbito acadêmico normal mas que levam as pessoas a pensar. Lboff

Liberation Ecology

Leonardo Boff

Theology can play a central role in defining the moral fiber of a society, including its commitment to poverty alleviation and stewardship of Earth. Allen White, Senior Fellow at Tellus Institute, talks with Leonardo Boff, a founder of liberation theology, about the origins of the movement and the vital connections between ecology and social justice.


Half a century ago, you were among a small group of theologians who were instrumental in conceptualizing liberation theology. What spurred this synthesis of thought and action that challenged the orthodoxy of both Church and State?

Liberation theology is not a discipline. It is a different way of practicing theology. It does not start from existing theological…

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A CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATTLE (1854)

agosto 18, 2016

A CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATTLE – (1854)

 

Resposta do Cacique Seattle ao Governo dos Estados Unidos que tentava comprar as suas terras (1854):

 

Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem – todos pertencem à mesma família.

Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós.

O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.

Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais. Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.

Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.

E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro – o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.

Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.

O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos – e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e ferí-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.

Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.

Onde está o arvoredo?

Desapareceu.

Onde está a águia?

Desapareceu

É o final da vida e o início da sobrevivência.

A agroecologia como antídoto à produção transgênica

agosto 15, 2016

Compartilhando mais um ótimo texto do Leonardo Boff​: “O atual sistema politico e econônico parece obedecer à lógica das bactérias dentro de uma “placa de Petri”. Esta é um recipiente achatado de vidro com nutrientes para bactérias. Alguma espécies, quando pressentem que os nutrientes estão prestes a acabar, se multiplicam espantosamente para, em seguida, todas morrerem.

Algo parecido, a meu ver, está ocorrendo com o sistema do capital. Ele está se dando conta de que, devido aos limites intransponíveis dos recursos naturais e da ultrapassagem da pegada ecológica da Terra, pois precisamos já agora de um pouco mais de um planeta e meio (1,6) para atender as demandas humanas, ele não terá mais condições de, no futuro, se autoreproduzir. E não há outra alternativa, como advertiu o Papa em sua encíclica Laudato Si senão ter que mudar de modo de produção e de consumo e ter que cuidar da Casa Comum, a Terra.” (continua; clique no link)

Leonardo Boff

O atual sistema politico e econônico parece obedecer à lógica das bactérias dentro de uma “placa de Petri”. Esta é um recipiente achatado de vidro com nutrientes para bactérias. Alguma espécies, quando pressentem que os nutrientes estão prestes a acabar, se multiplicam espantosamente para, em seguida, todas morrerem.

Algo parecido, a meu ver, está ocorrendo com o sistema do capital. Ele está se dando conta de que, devido aos limites intransponíveis dos recursos naturais e da ultrapassagem da pegada ecológica da Terra, pois precisamos já agora de um pouco mais de um planeta e meio (1,6) para atender as demandas humanas, ele  não terá mais condições de, no futuro, se autoreproduzir. E não há outra alternativa, como advertiu o Papa em sua encíclica Laudato Si senão ter que mudar de modo de produção e de consumo e ter que cuidar da Casa Comum, a Terra.

Qual a reação dos capitais…

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“Presidenta” em português é mais antigo que “a presidente”

agosto 13, 2016

História da Língua Portuguesa: “Presidenta” em português é mais antigo que “a presidente”

DicionarioeGramatica.com

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A palavra “presidenta” é feminino correto para “presidente“, aceito por todas as gramáticas e presente em dicionários portugueses há séculos. Hoje, “a presidente” é considerada igualmente correto, mas a verdade é que “a presidenta” é forma muito mais antiga e tradicional na língua portuguesa do que “a presidente”.



A palavra presidenta está hoje em todos as gramáticas e dicionários portugueses e brasileiros. Gramáticos contemporâneos, como o professor Pasquale (vejam aqui) concordam: “pode-se dizer a presidente ou a presidenta“.

As gramáticas portuguesas e brasileiras tradicionais – como a Nova Gramática do Português Contemporâneo, do brasileiro Celso Cunha e do português Lindley Cintra, ou a Moderna Gramática Portuguesa, de Evanildo Bechara – também concordam: “Quanto aos substantivos terminados em -e, uns há que ficam invariáveis (amante, cliente, doente, inocente), outros formam o feminino com a terminação em “a”: alfaiata, infanta, giganta, governanta, parenta…

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Ecossocialismo ou barbárie!

agosto 10, 2016
Eis aqui um trecho da matéria intitulada “O dia da sobrecarga”, publicada no jornal O Globo em 08/08/2016: “A partir de hoje, a Humanidade entra no “cheque especial” com o planeta. O orçamento anual de recursos renováveis já foi todo consumido, praticamente cinco meses antes de o ano acabar. A data, batizada como Dia de Sobrecarga da Terra, é calculada desde 2000 pela Global Footprint Network e, desde então, chega cada vez mais cedo. Para Mathias Wackernagel, cofundador e diretor executivo da ONG, isso mostra que, apesar de algumas iniciativas ambientais, como o aumento da produção de energia limpa, o padrão de consumo não sustentável vem aumentando.
 
De minha parte, eu fiquei muito emocionado e agradecido aos criadores e organizadores do evento de abertura das Olimpíadas do Rio 2016 pela mensagem de importância essencial sobre a destruição do meio-ambiente natural da Terra, da consequente mudança climática no planeta e da urgência de proteger e preservar a Natureza. Este tipo de atitude é algo que me dá um pouquinho de esperança.
 
No entanto, não consigo deixar de ser muito pessimista quanto ao futuro do planeta e da raça humana. Em primeiro lugar porque vejo que ainda são muito poucas as pessoas que realmente se preocupam, e com a intensidade de preocupação que se deve ter. Em segundo lugar e de forma especial, eu me sinto muito preocupado e triste quando vejo que, mesmo entre aqueles que se preocupam com a Terra e o meio-ambiente, muito poucos questionam o sistema socioeconômico que produz e estimula o hiperconsumismo e o desperdício irresponsável e inconsciente dos recursos naturais.
 
Em meu ponto de vista, o entendimento de que estamos destruindo o planeta e a nossa própria espécie, além de todas as outras espécies, e a preocupação com a catastrófica fábrica de destruição que construímos, não pode absolutamente estar separado de uma conscientização e crítica sobre o defeito fundamental do sistema capitalista. Baseado no consumo inconsciente e cego, na acumulação estúpida e irresponsável de bens e produtos e na exploração insensível e egoísta dos recursos naturais, da vida animal e da força de trabalho da população menos privilegiada, o capitalismo é intrinsecamente abusivo, explorador e destruidor da vida humana e da natureza em longo prazo.
 
Enquanto a maioria das pessoas não for capaz de questionar o consumismo, a exploração desumana do homem pelo homem e também dos animais, nós não seremos capazes de corrigir o rumo destrutivo em que estamos aprisionados. É urgentemente preciso parar, refletir, questionar e transformar o modo de vida atual em algo novo, mais sensível, consciente e integrado à Natureza, fauna, flora e a vida humana.

PARA SALVAR A DEMOCRACIA É PRECISO RECONSTRUIR A AGENDA

agosto 8, 2016

PARA SALVAR A DEMOCRACIA É PRECISO RECONSTRUIR A AGENDA – por Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Sustentabilidade e Democracia

dali-the-disintegration-of-persistence-of-memory-1954Foto: pintura “A Desintegração da Persistência da Memória”, de Salvador Dali (1954).

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

O mito do controle do tempo como elemento de libertação deixou de existir há muito tempo. Um dos grandes marcos de poder dos capitalistas com a revolução industrial foi a administração das jornadas, dos dias, dos minutos, dos segundos, como elemento essencial à acumulação e instrumento de poder e dominação. Não é por acaso que as primeiras manifestações operárias tiveram como alvo a destruição das máquinas e, na Comuna de Paris, o apedrejamento de relógios. Com o capitalismo, o tempo tornou-se inimigo, portanto era preciso derrotá-lo.

Em razão do alargamento dos direitos civis, esse controle do tempo saiu do mundo da produção e foi levado à política, na forma de agenda. A consolidação da democracia parlamentar propôs um arranjo de organização social para legitimar poderes instituídos…

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A DEMOCRACIA AMEAÇADA: Abuso de Poder e Relações Duvidosas da Mídia com Juízes e Promotores Ferem a Estabilidade Institucional

agosto 8, 2016

Compartilhando texto do Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Sustentabilidade e Democracia

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Foto: Sérgio Moro recebendo prêmio da Rede Globo (fonte: Brasil247)

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

A Constituição de 1988 foi um marco inovador no sistema jurídico brasileiro, especialmente por garantir a autonomia e independência de órgãos essenciais ao funcionamento de um sistema democrático como o Ministério Público e o Judiciário. Tais órgãos deveriam ser fiadores da ordem constitucional, da defesa dos direitos fundamentais e da própria Democracia, e atuar com isenção e imparcialidade, pois, afinal de contas, vínhamos de um regime de exceção onde direitos e garantias foram vilipendiados por ditadores e torturadores.

Outra inovação foi o reconhecimento do Brasil como um Estado Democrático de Direito, voltado, portanto, à garantia do acesso de políticas públicas que fomentassem a equidade social e a defesa dos direitos fundamentais, e este é um ponto central de todo o arcabouço jurídico vigente, muito embora alguns grupos, que…

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De tempos em tempos a plutocracia brasileira tenta um golpe

agosto 8, 2016

De Leonardo Boff: A plutocracia brasileira (os 71.440 mil milhardários segundo o IPEA) possui pouca fantasia. Usa os mesmos métodos, a mesma linguagem, o mesmo recurso farisaico do moralismo e do combate à corrupção para ocultar a própria corrupção e dar um golpe na democracia e assim salvaguardar seus privilégios. Sempre que emerge uma democracia com abertura ao social se enchem de medo. Organizam um conluio de forças que envolve setores da política, do judiciário, do MPF, da PF e principalmente da imprensa conservadora e até reacionária como é o caso do conglomerado de O Globo. Assim fizeram com Vargas, com Jango e agora com Lula-Dilma. A sessão de 04/08/ no Senado, mostrou a farsa montada pela oligarquia que usou os senadores como os soldados civis previamente bem instruídos, para aplicar um funesto golpe contra a razão sensata e contra democracia.

Numa entrevista à Folha de São Paulo (24/04/2016) escreveu acertadamente Jessé Souza, autor de um livro que merece ser lido, também com certa crítica, “A tolice da inteligência brasileira”(Leya 2015):”Nossa elite do dinheiro nunca sentiu compromisso com os destinos do país. O Brasil é palco de uma disputa entre esses dois projetos: o sonho de um país grande e pujante para a maioria; e a realidade de uma elite da rapina que quer drenar o trabalho de todos e saquear as riquezas do país para o bolso de meia dúzia. A elite do dinheiro manda pelo simples fato de poder “comprar” todas as outras elites”(Quem deu o golpe e contra quem).
(continua no link)…

Leonardo Boff

A plutocracia brasileira (os 71.440 mil milhardários segundo o IPEA) possui pouca fantasia. Usa os mesmos métodos, a mesma linguagem, o mesmo recurso farisaico do moralismo e do combate à corrupção para ocultar a própria corrupção e dar um golpe na democracia e assim salvaguardar seus privilégios. Sempre que emerge uma democracia com abertura ao social se enchem de medo. Organizam um conluio de forças que envolve setores da política, do judiciário, do MPF, da PF e principalmente da imprensa conservadora e até reacionária como é o caso do conglomerado de O Globo. Assim fizeram com Vargas, com Jango e agora com Lula-Dilma. A sessão de 04/08/ no Senado, mostrou a farsa montada pela oligarquia que usou os senadores como os soldados civis previamente bem instruídos, para aplicar um funesto golpe contra a razão sensata e contra democracia.

Numa entrevista à Folha de São Paulo (24/04/2016) escreveu acertamente Jessé Souza…

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Renta ciudadana: una salida viable a la crisis mundial

agosto 3, 2016

Do Leonardo Boff: “La crisis económico-financiera de 2007-2008 estremeció los fundamentos de la economía capitalista (esta es su modo de producción) y el neoliberalismo (este es su expresión política). La tesis básica era dar primacía al mercado, a la libre iniciativa, a la acumulación privada, a la lógica de la competición en detrimento de la lógica de la cooperación y a un Estado mínimo. El lema en Wall Street de Nueva York era: greed is good, la codicia es buena. Quien mira desde una perspectiva mínimamente ética ya podía saber que un sistema montado sobre un vicio (codicia) y no sobre una virtud (bien común), jamás podría resultar bien. Un día se derrumbaría.

El derrumbe empezó con la quiebra de uno de los mayores bancos norteamericanos, el Lehman Brothers, llevando todo el sistema bancario y financiero a una inconmensurable crisis. En pocos días se pulverizan billones de dólares. Parecía el fin de este tipo de mundo. Ojalá lo fuera.

Curiosamente, los que despreciaban el Estado, reduciéndolo al mínimo, tuvieron que recurrir a él, de rodillas y con las manos juntas. Los bancos centrales de los Estados tuvieron que habilitar billones de dólares para salvar las instituciones financieras quebradas. La máquina de hacer dinero giraba a máxima velocidad, día y noche.

A consecuencia de la crisis, todavía no superada hasta hoy, también entre nosotros, fueron a la quiebra miles de empresas e incluso países como Grecia, con un altísimo nivel de desempleo. Se destruyeron fortunas pero sobre todo se creó un mar de sufrimiento humano, de suicidio y hambre en el mundo entero. Datos recientes refieren que en Estados Unidos una de cada siete personas pasa hambre. Imaginemos el resto del mundo.” (cont.)

Leonardo Boff

La crisis económico-financiera de 2007-2008 estremeció los fundamentos de la economía capitalista (esta es su modo de producción) y el neoliberalismo (este es su expresión política). La tesis básica era dar primacía al mercado, a la libre iniciativa, a la acumulación privada, a la lógica de la competición en detrimento de la lógica de la cooperación y a un Estado mínimo. El lema en Wall Street de Nueva York era: greed is good, la codicia es buena. Quien mira desde una perspectiva mínimamente ética ya podía saber que un sistema montado sobre un vicio (codicia) y no sobre una virtud (bien común), jamás podría resultar bien. Un día se derrumbaría.

El derrumbe empezó con la quiebra de uno de los mayores bancos norteamericanos, el Lehman Brothers, llevando todo el sistema bancario y financiero a una inconmensurable crisis. En pocos días se pulverizan billones de dólares. Parecía el fin de este…

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Rivoluzioni silenziose: la convivialità

agosto 3, 2016

Con la caduta del muro di Berlino nel 1989 e la caduta simile del socialismo reale, (indipendentemente dai suoi gravi errori interni), il capitalismo ha finito per occupare tutti gli spazi nella economia e nella politica. Con l’avvento al potere di Margaret Thatcher in Gran Bretagna e Ronald Reagan negli Stati Uniti, la logica capitalista ha preso libero corso: piena liberalizzazione dei mercati con l’abolizione di tutti i controlli, minimizzazione della presenza dello Stato, avvio delle privatizzazioni e libera concorrenza senza limiti.

La cosiddetta “globalizzazione felice” non era così felice. Il premio Nobel dell’economia Joseph Stiglitz poteva scrivere nel 2011: “Solo l’1% dei più ricchi gestisce l’economia e l’intero pianeta in funzione dei loro interessi” (“Of the 1%, by the 1%, for the 1%” cioè “Dell’1%, dall’1%, per l’1%” in Vanity Fair, maggio 2011 ). A causa di questo, uno dei più grandi miliardari, lo speculatore Warren Buffet, si vantava: “Sì, esiste la lotta di classe, ma la mia classe, il ricco, sta conducendo la lotta e stiamo vincendo” (intervista CNN 2005).

Solo che tutti quei ricchi non hanno mai messo nei loro calcoli il fattore ecologico, i limiti di beni e servizi naturali, considerati come fattori trascurabili. Questo è vero anche nei dibattiti economici nel nostro paese, in ritardo su questo tema, con eccezione di pochi, come L. Dowbor.

Accanto alla egemonia globale del sistema del capitale, sono in crescita ovunque rivoluzioni silenziose. Sono gruppi di base, scienziati e altri con senso ecologico che provano alternative a questo modo di abitare il pianeta Terra. Continuare a stressare senza pietà la Terra, potrebbe causare una destabilizzazione capace di distruggere una grande parte della nostra civiltà.

In un tale contesto drammatico emerse un movimento chiamato “I convivialistas” che riunisce oggi più di 3200 persone in tutto il mondo (vedi http://www.lesconvivialistes.org). Questi cercano di vivere insieme (da cui la convivialità), avendo cura gli uni degli altri e della natura, senza negare i conflitti, ma facendo di questi fattori del dinamismo e della creatività. E’ la politica del “win win” (ossia del “io vinco, tu vinci” in cui tutti i partecipanti vincono).

Leonardo Boff

Con la caduta del muro di Berlino nel 1989 e la caduta simile del socialismo reale, (indipendentemente dai suoi gravi errori interni), il capitalismo ha finito per occupare tutti gli spazi nella economia e nella politica. Con l’avvento al potere di Margaret Thatcher in Gran Bretagna e Ronald Reagan negli Stati Uniti, la logica capitalista ha preso libero corso: piena liberalizzazione dei mercati con l’abolizione di tutti i controlli, minimizzazione della presenza dello Stato, avvio delle privatizzazioni e libera concorrenza senza limiti.

La cosiddetta “globalizzazione felice” non era così felice. Il premio Nobel dell’economia Joseph Stiglitz poteva scrivere nel 2011: “Solo l’1% dei più ricchi gestisce l’economia e l’intero pianeta in funzione dei loro interessi” (“Of the 1%, by the 1%, for the 1%” cioè “Dell’1%, dall’1%, per l’1%” in Vanity Fair, maggio 2011 ). A causa di questo, uno dei più grandi miliardari, lo speculatore Warren Buffet, si vantava:…

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