Archive for abril \24\UTC 2014

EU TORÇO PELO DRAGÃO!

abril 24, 2014

DragonÀ meia-noite de ontem (23 de abril) começou a estourar um foguetório desgraçado aqui no meu bairro, que acordou todo mundo que estava dormindo e apavorou terrivelmente (como sempre!) os pobres animais (com lar e sem lar!) que têm a audição muito mais sensível do que a dos humanos. Como eu costumo escrever por aqui, não vejo a hora da humanidade livrar-se de mais este costume idiota e sem propósito: ficar estourando fogos loucamente por qualquer motivo irrelevante. Mas, pior ainda, é quando fazem isso “em homenagem” a um santo. Oras, se existisse um santo de verdade, ele seria o primeiro a não querer perturbar a paz e o silêncio de pessoas dormindo, de idosos, doentes, crianças pequenas e assustadas, de recém-nascidos e de pobres animais inocentes e aterrorizados com tanta barulheira! E este tal de São Jorge é o campeão neste quesito. Não é de se admirar, porém, visto que este é o “santo padroeiro’ dos ignorantes, dos estúpidos e dos imbecis; basta ver quem são os seus fiéis devotos fanáticos: bandidos, vagabundos e policiais (ou seja, criminosos sem farda e com farda!)

Não tem jeito mesmo: quando eu nasci, um anjo (seria Lúcifer, o que porta a Luz?… rs…) veio e disse; vai, Paulo, ser gauche na vida! (Après, Drummond, reconheço!). Desde pequeno, eu torcia para os índios nos filmes de faroeste norte-americano. Eu achava um absurdo aqueles massacres e matanças de povos pacatos e equilibrados em paz com a natureza (eu ainda não conhecia  o termo “ecológico”). Nos filmes de Tarzan, eu queria matar os caçadores de gorilas e elefantes, covardes e facínoras tais quais aqueles que ainda nos dias de hoje vão à selva para dizimar animais inocentes em nome de sua aberrante perversão mental e espiritual. Na época de colégio, graças aos livros de História, ganhei muitos motivos mais para me indignar: contra o massacre completo e estarrecedor dos povos indígenas da América Latina, dos judeus nos pogroms e perseguição religiosa milenar da igreja (também sobre “as bruxas” e os céticos, como eu!). No caso mais específico de que estou tratando, sempre me identifiquei com a figura do Dragão (e estava certíssimo, porque mais tarde descobri o que ela realmente representa; as religiões orientais – entre as quais a única que eu admiro em todo o planeta: o Budismo – e o desejo da igreja imperialista cristã de sobrepujar e suprimir a influência dos milenares ensinamentos orientais no Ocidente). Sempre achei um contrassenso associar a ideia de santidade (que, em todo o mundo, tem como uma de suas características primordiais, se não a maior de todas, a NÃO-VIOLÊNCIA!) à figura de um sujeito vestido de armadura, empunhando uma arma (lança) e montado em um cavalo (subjugando outra criatura e forçando-a a participar em guerras e atos de violência contra a sua vontade). É isto que querem fazer parecer um santo??? Quá quá quá!! Taí a diferença entre os “devotos” de tal figura, que usam sua crença religiosa para justificar violência (e até crimes!) e perturbação da ordem (detalhe: o foguetório continua ininterruptamente por aqui; o dia inteiro de hoje!!!) e um sujeito como eu, que prefiro continuar caminhando solitário (ma non troppo) pelas vias “tortas” da vida, pouco compreendido, muito mal falado, mas profundamente feliz em seguir um caminho único e próprio, de questionamento, reflexão e crítica. Longe, muito longe do rebanho dos ignorantes estúpidos e dos insensatos e violentos.

A paz perene com a natureza e a Mãe Terra

abril 14, 2014

De Leonardo Boff: Um dos legados mais fecundos de Francisco de Assis e atualizado por Francisco de Roma é a pregação da paz, tão urgente nos dias atuais. A primeira saudação que São Francisco dirigia aos que encontrava era desejar “Paz e Bem” que corresponde ao Shalom bíblico. A paz que ansiava não se restringia às relações inter-pessoais e sociais. Buscava uma paz perene com todos os elementos da natureza, tratando-os com o doce nome de irmãos e irmãs.

Leonardo Boff

         Um dos legados mais fecundos de Francisco de Assis e atualizado por Francisco de Roma é a pregação da paz, tão urgente nos dias atuais. A primeira saudação que São Francisco dirigia aos que encontrava era desejar “Paz e Bem” que corresponde ao Shalom bíblico. A paz que ansiava não se restringia às relações inter-pessoais e sociais. Buscava uma paz perene com todos os elementos da natureza, tratando-os com o doce nome de irmãos e irmãs.

Especialmente a “irmã e Mãe Terra”, como dizia, deveria ser abraçada pelo amplexo da paz. Seu primeiro biógrafo Tomás de Celano resume maravilhosamente o sentimento fraterno do mundo que o invadia ao testemunhar:”Enchia-se de inefável gozo todas as vezes que olhava o sol, contemplava a lua e dirigia sua vista para as estrelas e o firmamento. Quando se encontrava com as flores, pregava-lhes como se fossem dotadas e inteligência e as convidava a…

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Perder-se para encontrar-se: o monge, o gato e a lua

abril 10, 2014

Um texto iluminador, cheio de sabedoria profunda – aquela que é a mais simples e a mais fácil de compreender, fruto da vivência de um indivíduo que teve o privilégio e o merecimento – por seu próprio valor e esforço – de ter contato com uma verdade profunda, universal.

Leonardo Boff

O homem moderno perdeu o sentido da contemplação, de maravilhar-se diante das águas cristalinas do riacho, de encher-se de espanto face a um céu estrelado e de extasiar-se diante dos olhos brilhantes de uma criança que o olha interrogativa. Não sabe o que é o frescor de uma tarde de outono e é incapaz de ficar sozinho, sem celular, internet, televisão e aparelho de som. Ele tem medo de ouvir a voz que lhe vem de dentro, aquela que nunca mente, que nos aconselha, nos aplaude, nos julga e sempre nos acompanha. Essa pequena estória de meu irmão Waldemar Boff, que tenta pessoalmente viver no modo dos monges do deserto, nos traz de volta a nossa dimensão perdida. O que é profundamente verdadeiro só se deixa dizer bem, como atestam os sabios antigos, por pequenas estórias e raramente por conceitos. Às vezes quando imaginamos que nos perdemos, é então que…

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1964 en Brasil: un golpe de la clase conservadora con uso del poder militar

abril 7, 2014

Do Leonardo Boff; El 50 aniversario del golpe militar, por la violencia que implicó, ahora debidamente aclarada por la Comisión Nacional de la Verdad, no puede dejar indiferente a ningún ciudadano honesto. Importa señalar claramente que el asalto al poder fue un crimen contra la constitución y una usurpación de la soberanía popular, fuente del derecho en un Estado democrático. El primer Acto Institucional del 9/4/1964 negó este principio de la soberanía popular al declarar que “la revolución victoriosa como Poder Constituyente se legitima por sí misma”. Ningún poder se legitima por sí mismo; lo hacen solo los dictadores, que pisotean cualquier derecho. El golpe militar configuró la ocupación violenta de todos los aparatos del Estado para, desde ellos, montar un orden regido por actos institucionales, por la represión y por el Estado de terror.

Leonardo Boff

El 50 aniversario del golpe militar, por la violencia que implicó, ahora debidamente aclarada por la Comisión Nacional de la Verdad, no puede dejar indiferente a ningún ciudadano honesto. Importa señalar claramente que el asalto al poder fue un crimen contra la constitución y una usurpación de la soberanía popular, fuente del derecho en un Estado democrático. El primer Acto Institucional del 9/4/1964 negó este principio de la soberanía popular al declarar que “la revolución victoriosa como Poder Constituyente se legitima por sí misma”. Ningún poder se legitima por sí mismo; lo hacen solo los dictadores, que pisotean cualquier derecho. El golpe militar configuró la ocupación violenta de todos los aparatos del Estado para, desde ellos, montar un orden regido por actos institucionales, por la represión y por el Estado de terror.

Bastaba sospechar que alguien era subversivo para ser considerado como tal. Incluso detenidos y secuestrados por equivocación, como…

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CD “20 anos do Libera”

abril 7, 2014

Já está disponível o CD “20 anos do Libera”, com todos os 150 números do informativo em formato PDF, bem como depoimentos de leitores novos e antigos. O CD pode ser enviado pelo Correio pelo preço de R$15,00.
Pedidos e informações pelo email: farj@riseup.net

FARJ

Já está disponível o CD “20 anos do Libera”, com todos os 150 números do informativo em formato PDF, bem como depoimentos de leitores novos e antigos. O CD pode ser enviado pelo Correio pelo preço de R$15,00.

Pedidos e informações pelo email: farj@riseup.net

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Latas que machucam

abril 4, 2014

MUITA ATENÇÃO A ISTO, POR FAVOR!!! DIVULGUEM, POR AMOR!!! ISTO É IMPORTANTÍSSIMO!!!

1964: o uso dos militares pelos grupos civis reacionários

abril 2, 2014

Do Leonardo Boff: “Os 50 anos do golpe militar, pela violência que implicou, agora devidamente tirada a limpo pela Comissão Nacional da Verdade, não pode deixar nenhum cidadão honesto indiferente. Importa assinalar claramente que o assalto ao poder foi um crime contra a constituição e uma usurpação da soberania popular, fonte do direito num Estado democrático. O primeiro Ato Institucional de 9/4/1964 alijou esste princípio da soberania popular ao declarar que “a revolução vitoriosa como Poder Constituinte se legitima por si mesma”. Nenhum poder se legitima por si mesmo; só o fazem ditadores que pisoteiam qualquer direito. O golpe militar configurou uma ocupação violenta de todos os aparelhos de Estado para, a partir deles, montar uma ordem regida por atos institucionais, pela repressão e pelo Estado de terror.”

Leonardo Boff

Os 50 anos do golpe militar, pela violência que implicou, agora devidamente tirada a limpo pela Comissão Nacional da Verdade, não pode deixar nenhum cidadão honesto indiferente. Importa assinalar claramente que o assalto ao poder foi um crime contra a constituição e uma usurpação da soberania popular, fonte do direito num Estado democrático. O primeiro Ato Institucional de 9/4/1964 alijou esste princípio da soberania popular ao declarar que “a revolução vitoriosa como Poder Constituinte se legitima por si mesma”. Nenhum poder se legitima por si mesmo; só o fazem ditadores que pisoteiam qualquer direito. O golpe militar configurou uma ocupação violenta de todos os aparelhos de Estado para, a partir deles, montar uma ordem regida por atos institucionais, pela repressão e pelo Estado de terror.

Bastava a suspeita de alguém ser subversivo para ser tratado como tal. Mesmo detidos e sequestrados por engano como inocentes camponeses, para logo serem seviciados…

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http://www.change.org/petitions/prevent-cruelty-to-dogs-and-cats-in-china-2

abril 1, 2014

http://www.change.org/petitions/prevent-cruelty-to-dogs-and-cats-in-china-2

Cuidar de la Madre Tierra y amar a todos los seres

abril 1, 2014

El amor es la mayor fuerza que existe en el universo, en los seres vivos y en nosotros los humanos. Porque el amor es una fuerza de atracción, de unión y de transformación. Ya el antiguo mito griego lo formulaba con elegancia: «Eros, el dios del amor, se irguió para crear la Tierra. Antes, todo era silencio, vacío e inmóvil. Ahora todo es vida, alegría, movimiento». El amor es la expresión más alta de la vida que siempre irradia y pide cuidado, porque, sin cuidado, languidece, enferma y muere.

Humberto Maturana, chileno, uno de los mayores exponentes de la biología contemporánea, mostró en sus estudios sobre la autopoiesis, es decir, sobre la autoorganización de la materia de la cual resulta la vida, cómo el amor surge desde dentro del proceso evolutivo. En la naturaleza, afirma Maturana, se verifican dos tipos de conexiones (él las llama acoplamientos) de los seres con el medio y entre sí: una necesaria, ligada a la propia subsistencia, y otra espontánea, vinculada a relaciones gratuitas, por afinidades electivas y por puro placer, en el fluir del propio vivir.

Cuando esta última ocurre, incluso en estadios primitivos de la evolución hace miles de millones de años, surge ahí la primera manifestación del amor como fenómeno cósmico y biológico. En la medida en que el universo se inflaciona y se vuelve complejo, esa conexión espontánea y amorosa tiende a incrementarse. A nivel humano, gana fuerza y se vuelve el móvil principal de las acciones humanas.

El amor se orienta siempre por el otro. Significa una aventura abrahámica, la de dejar su propia realidad e ir al encuentro del diferente y establecer una relación de alianza, de amistad y de amor con él.

El límite más desastroso del paradigma occidental tiene que ver con el otro, pues lo ve antes como obstáculo que como oportunidad de encuentro. La estrategia ha sido y sigue siendo esta: incorporarlo o someterlo o eliminarlo como hizo con las culturas de África y de América Latina. Esto se aplica también a la naturaleza. La relación no es de mutua pertenencia y de inclusión sino de explotación y de sometimiento. Negando al otro, se pierde la oportunidad de alianza, de diálogo y de mutuo aprendizaje. En la cultura occidental ha triunfado el paradigma de la identidad, con exclusión de la diferencia. Esto ha generado arrogancia y mucha violencia.

Leonardo Boff

El amor es la mayor fuerza que existe en el universo, en los seres vivos y en nosotros los humanos. Porque el amor es una fuerza de atracción, de unión y de transformación. Ya el antiguo mito griego lo formulaba con elegancia: «Eros, el dios del amor, se irguió para crear la Tierra. Antes, todo era silencio, vacío e inmóvil. Ahora todo es vida, alegría, movimiento». El amor es la expresión más alta de la vida que siempre irradia y pide cuidado, porque, sin cuidado, languidece, enferma y muere.

Humberto Maturana, chileno, uno de los mayores exponentes de la biología contemporánea, mostró en sus estudios sobre la autopoiesis, es decir, sobre la autoorganización de la materia de la cual resulta la vida, cómo el amor surge desde dentro del proceso evolutivo. En la naturaleza, afirma Maturana, se verifican dos tipos de conexiones (él las llama acoplamientos) de los seres con…

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