Archive for julho \29\UTC 2016

GOLPISTAS RETOMAM PROJETO DE PRIVATIZAÇÃO DO ENSINO

julho 29, 2016

Compartilhando texto e comentário do Sandro Ari Andrade de Miranda: “A França tornou o ensino em laico, público e gratuito ainda durante a Revolução. A Inglaterra possui ensino público e gratuito desde o século XVIII. O mesmo caminho é trilhado pela Alemanha, Finlândia, Suécia, Noruega, dentre outros países com elevada qualidade de vida. No Brasil, contudo, mentes medievais ainda pretendem impedir o acesso da população ao ensino cobrando por este…”

Sustentabilidade e Democracia

AECIO-E-TEMER-22222_193f8096Foto: Michel Temer (PMDB/SP), líder do movimento golpista, e Aécio Neves (PSDB/MG), ambos defensores da privatização do ensino público.

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em Ciências Sociais

Ao anunciar a criação de uma unidade administrativa para trabalhar exclusivamente as privatizações, além da informação de agregação do físico e economista Samuel Abreu Pessoa à sua equipe técnica, como potencial Ministro da Educação em caso de vitória do golpe no Parlamento, Michel Temer (PMDB/SP), recolou a privatização do ensino público e da restrição das políticas de financiamento universitário na agenda política.

Seguindo a velha tradição do “complexo de vira-lata” da elite conservadora brasileira, Temer, Cunha, Aécio, Serra e Pessoa são políticos que tentam retomar um desenho de sociedade dividida em castas, um capitalismo às avessas e senhorial, onde uma pequena parcela da população vive na opulência e se sustenta na orgia do mercado financeiro, enquanto o restante…

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O PROTOFASCIMO E O RETROCESSO NA POLÍTICA AMBIENTAL

julho 26, 2016

Compartilhando texto do Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

A onda neofascista que impulsionou o golpe de estado perpetrado pelos conservadores no Brasil está tendo impacto direto na disseminação de vários retrocessos na política ambiental. (continua no link anexo…)

Sustentabilidade e Democracia

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Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

A onda neofascista que impulsionou o golpe de estado perpetrado pelos conservadores no Brasil está tendo impacto direto na disseminação de vários retrocessos na política ambiental. Não falo apenas na nefanda PEC 65/2012, que praticamente estingue o licenciamento ambiental de grandes projetos, mas no crescimento de uma cultura que tem como foco a redução de políticas públicas e a restrição da tutela de direitos fundamentais.

Enquanto vários países do mundo, como Bélgica e França já debatem avanços no reconhecimento de direitos civis para animais não humanos, o que, por si só, pode ser considerado como um avanço civilizatório, no Brasil o próprio Supremo Tribunal Federal tem admitido a inversão do ônus da prova no processo criminal, com uma interpretação equivocada da “teoria do domínio do fato”, admitindo uma orgia de prisões cautelares para forçar “delações…

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Ningún Papa fue tan lejos en la condena del capitalismo

julho 25, 2016

Michael Löwy es un sociólogo y filósofo franco-brasilero, profundo conocedor del pensamiento cristiano latinoamericano. Vale la pena oír su voz en esta entrevista dada al «Correio da Cidadania» del 21/06/2016. He aquí una parte de la entrevista:

Leonardo Boff

Michael Löwy es un sociólogo y filósofo franco-brasilero, profundo conocedor del pensamiento cristiano latinoamericano. Vale la pena oír su voz en esta entrevista dada al «Correio da Cidadania» del 21/06/2016. He aquí una parte de la entrevista:

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La encíclica «Laudato Si’» ataca frontalmente el sistema capitalista. ¿Qué significa esto viniendo de un Papa?

Bergoglio no es marxista y la palabra «capitalismo» no aparece en la Encíclica. Pero queda muy claro que para él los dramáticos problemas ecológicos de nuestra época resultan de los «engranajes de la actual economía globalizada», engranajes que constituyen un sistema global, «un sistema de relaciones comerciales y de propiedad estructuralmente perverso». ¿Cuáles son para Francisco estas características «estructuralmente perversas»? Ante todo, es un sistema en el cual predominan «los intereses ilimitados de las empresas» y «una discutible racionalidad económica», una racionalidad instrumental que tiene como único objetivo aumentar el lucro. Para el Papa, esta perversidad…

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No Pope has gone that far in condemning capitalism

julho 25, 2016

Michael Löwy is a Franco-Brasilian sociologist and philosopher who knows well Latin-American Christian thinking. It is good to hear his voice in this interview he gave to the «Correio da Cidadania» on June 21, 2016. Here is part of that interview:

Leonardo Boff

Michael Löwy is a Franco-Brasilian sociologist and philosopher who knows well Latin-American Christian thinking. It is good to hear his voice in this interview he gave to the «Correio da Cidadania» on June 21, 2016. Here is part of that interview:

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The encyclical letter «Laudato Si’» directly attacks the capitalist system. What does that mean coming from a Pope?

Bergoglio is not a Marxist and the word «capitalism» does not appear in his Encyclical. But it is clear that to him, the dramatic ecological problems of our times result from the «interactions of the present globalized economy», interactions that create a global system, «a structurally perverse system of commercial relations and property». What for Francis are these «structurally perverse» characteristics? First, it means a system where «the unlimited interests of business» and «a questionable economic rationality» predominate, an instrumental rationality whose sole objective is to increase profit. To Francis…

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NÃO ME VENHAM COM APARTIDARISMO!

julho 19, 2016

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Não me venham com discurso de apartidarismo, que não serei convencido.

O apartidarismo foi sempre uma forma adotada pela direita para suprimir as diferenças.

Foi um mecanismo utilizado para transformar em neutro o conflito,

Uma arma para silenciar as vozes das verdadeiras mudanças!

Sustentabilidade e Democracia

gramsci-viver-significa-tomar-partido

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Não me venham com discurso de apartidarismo, que não serei convencido.

O apartidarismo foi sempre uma forma adotada pela direita para suprimir as diferenças.

Foi um mecanismo utilizado para transformar em neutro o conflito,

Uma arma para silenciar as vozes das verdadeiras mudanças!

Não me venham com apartidarismo!

Hitler, Mussolini e os militares se proclamaram apartidários,

Depois massacraram milhares, milhões,

E embruteceram a alma humana!

Não me venham com apartidarismo,

Pois tenho posição! Eu tomo partido!

Eu acredito nas das utopias transformadoras,

Na luta dos oprimidos…

Acredito que a mudança pode buscar a força na diferença,

Pode proclamar a tolerância e o respeito,

Pode transpor os limites impostos pelos dominantes,

E enfrentar a turba violenta das armas!

Não me venham com apartidarismo,

As minhas cores acompanham a minha alma,

Vibram com a força do meu sangue,

E rompem…

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QUAL SERÁ O LEGADO DA NOSSA GERAÇÃO AO PLANETA?

julho 19, 2016

Jared Diamond, na sua obra “Colapso”, afirma que a sociedades são capazes de escolher o sucesso ou o fracasso. Cita exemplos de várias civilizações passadas demonstrando como a forma de interação destas com o ambiente onde viviam resultaram em verdadeiras tragédias, em algumas situações com o decréscimo de populações.

Sustentabilidade e Democracia

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Foto: Poluição na Cidade de São Paulo (Brasil).

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Jared Diamond, na sua obra “Colapso”, afirma que a sociedades são capazes de escolher o sucesso ou o fracasso. Cita exemplos de várias civilizações passadas demonstrando como a forma de interação destas com o ambiente onde viviam resultaram em verdadeiras tragédias, em algumas situações com o decréscimo de populações.
Um dos casos citados foi o da Ilha de Páscoa, isolada no meio do Oceano Pacífico, onde a busca incessante pela construção, pela elite local, de monumentos cada vez maiores, os “Moais”, acabou resultando na destruição da vegetação e da biodiversidade da ilha e no colapso econômico e alimentar daquela comunidade.
Evidentemente, vários fatores estruturais contribuíram para os resultados obtidos pelas sociedades no seu sucesso ou no seu fracasso, como cultura, modo de produção econômico, religião, dentre outros, motivo pelo…

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“Escola sem partido” ou “Escola sem solidariedade”?

julho 19, 2016

Permitam-me falar um pouco sobre esta lamentável proposta de lei chamada “Escola sem partido”. Para quem ainda não ouviu falar nisso, a proposta diz “defender a pluralidade de ideias” e “ser contrária a uma [suposta] doutrinação ideológica de estudantes por parte de professores”, pretendendo censurar os professores que praticassem tal atividade. Os autores dizem que “o ensino não pode ser uma atividade política”. Antes de dar a minha opinião, quero apenas citar uma frase brilhante do Leandro Karnal, professor e historiador, sempre lúcido e impecável em suas falas: “Não há qualquer atividade humana que não seja política”. É claro! Isto deveria ser óbvio a qualquer um capaz de utilizar a massa cinzenta dentro de seu crânio. Nem todos, infelizmente, são capazes disso. Muitas pessoas são presas da alienação e, apesar de acharem que possuem opinião própria, nada mais fazem do que reproduzir um discurso de terceiros, servindo como marionetes a interesses poderosos, sem ter consciência disso. Outros, porém, apesar de não o declarar (propositalmente), defendem estes mesmos poderosos interesses, estando afinados com eles. Em minha opinião, dentre os defensores da proposta de “Escola sem partido”, há os dois tipos de pessoas; os inocentes úteis e os que têm uma agenda não-declarada.

O que eles querem realmente dizer quando acusam os professores de “doutrinação”? Ao longo de toda história da Escola e da Educação, sempre houve suspeitas e acusações, de certa forma compreensíveis, de que os professores usariam ou poderiam usar sua posição como ensinantes para transmitir uma visão sobre o mundo e a vida. Isto sempre existiu, oras. E, embora, compreensível, não é absolutamente uma verdade incontestável. Nenhum aluno é um recipiente vazio esperando ser completamente preenchido por um (ou mais) professor(es)! Assim como toda e qualquer atividade humana tem uma natureza política (até mesmo “o ódio ou indiferença em relação à política” é uma [lamentável] atitude política [de optar pela alienação!]), toda atividade também tem uma via dupla: enquanto afetamos também somos afetados, em qualquer tipo de relação.

Se tais suspeitas e acusações sobre a atividade do ensino SEMPRE existiram, por que, então, somente agora querem criar uma lei para tentar calar a boca dos professores? De minha parte, eu suspeito que o que incomoda os autores desta proposta de censura é O TIPO de ideias que eles supõem que os professores transmitem (como se todos os professores fossem iguais!). O que os incomoda é imaginar que os(as) professores(as), além de transmitir os conteúdos curriculares, também possam levar os estudantes a refletir, a questionar e a ser cidadãos críticos e solidários, possuidores de noções de cidadania e de solidariedade humana. O sonho destes censores, eu suponho, é a existência de uma escola sem questionamentos e sem reflexão, que apenas produza pessoas-robôs, novas peças para apenas fazer a engrenagem social funcionar, a serviço dos poderosos de sempre. Se eles pudessem, já teriam substituído todos os educadores por robôs que formassem outros robôs. Isto, na impossibilidade de eles controlarem os professores e terem apenas a seu serviço professores conservadores e reacionários, que defendessem o status-quo, o sistema político-econômico dominante e a classe privilegiada, aqueles que faturam com a exploração dos trabalhadores e não a solidariedade e a defesa da igualdade entre todas as pessoas.

Acusam a nós, professores, de sermos “de Esquerda”. Não vou aqui entrar em detalhes sobre este assunto de Esquerda e Direita, se não será impossível eu terminar este texto. Para simplificar, quero apenas deixar no ar uma pergunta: por que será que a maioria dos professores e professoras não é formada por pessoas egoístas e obscurantistas? Não será porque os professores e professoras, em geral, são pessoas instruídas, conscientes e que gostam e lidam com pessoas? Na imensa maioria dos casos, quem abraça – como eu – a atividade do magistério, é porque gosta de GENTE, não só de conhecimento. E quem gosta de gente, não gosta de egoísmo, separatismo, segregação, desigualdade e exploração do homem pelo homem.

Resumindo: meus caros exploradores; enquanto vocês não conseguirem eliminar O CORAÇÃO E A ALMA dos professores, e substituí-los por frios robôs formadores de um tipo de pessoas-robôs, a Escola SEMPRE será um lugar de TROCA de ideias, de afetos e de valorização, engrandecimento e promoção das noções de SOLIDARIEDADE, CIDADANIA, IGUALDADE, LIBERDADE E FRATERNIDADE!

Síntese do Manifesto convivialista: declaração de interdependência

julho 19, 2016

Síntese do Manifesto convivialista: declaração de interdependência

Leonardo Boff

Por todas as partes do mundo buscam-se alternativas ao sistema econômico-financeiro vigente e mesmo, ao tipo de civilização que temos, pois o nosso modo de habitar o planeta e aproveitar de seus bens e serviços naturais chegaram a um ponto crítico.A Terra já não suporta o tipo de exploração  a que  a submetemos. Por todas as partes, estão emergindo revoluções silenciosas de grupos que ensaiam o novo e formas diferentes de produzir, de consumir, de repartir e de conviver. Essas revoluções podem significar lentamente um acúmulo de energia, capaz de apresentar-se como uma alternativa suficientemente poderosa para criar um modo novo de ser, mais amigo da vida e preocupado com o futuro comum, da Terra e da humanidade. Uma dessas iniciativas, à qual eu mesmo  subscrevi e que me venho batendo há anos, vem sobre o nome de convivialismo: um conjunto de valores e princípios éticos, políticos, econômicos e…

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“ESCOLA SEM PARTIDO” OU REPRODUÇÃO IDEOLÓGICA DO FASCISMO?

julho 18, 2016

“ESCOLA SEM PARTIDO” OU REPRODUÇÃO IDEOLÓGICA DO FASCISMO?

Sustentabilidade e Democracia

queima_livros_2Foto: Grande queima de livros realizada pelos nazistas em 1933.

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens de educam entre si, mediatizados pelo mundo”.

(Paulo Freire)

Quando chegaram ao poder na Itália em 1922, os fascistas não possuíam um programa educacional definido. Contudo, a ideologia fascista tinha como objetivos claros afastar a oposição de dentro dos estabelecimentos de ensino para formar soldados e lideranças moldadas pelo doutrinamento de ódio que defendiam.

Com o tempo Mussolini vai formatando o seu projeto educacional por meio da centralização dos conteúdos pedagógicos, restrição dos métodos de ensino e substituição dos Conselhos Provinciais, com funções amplas e representantes eleitos, por Conselhos com atribuições restritas, predominantemente disciplinares, e representantes indicados pelo Governo Central.

A educação, nas ditaduras, é vista como um processo mecânico de formação de mentes fabricadas. Trata-se…

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A GLOBALIZAÇÃO DA INTOLERÂNCIA

julho 16, 2016

“O problema da globalização da violência não é novo. Já foi retratado em obras de autores da década de noventa, como Boaventura de Sousa Santos, Ulrich Bech, Immanuel Wallernstein, dentre outros. Se para Eric Hobsbawn, na sua era dos extremos, o século XX foi o que apresentou as guerras mais mortais de todos os tempos, no final do referido período observamos uma explosão sem sentidos da violência de forma fragmentada, através da ação de grupos de crime organizado, de extermínio, de terroristas, e micro guerras organizadas pelas grandes potencias vinculadas à OTAN contra os seus adversários políticos.

O início do século XXI tem como uma de suas marcas o atentado de 11 de setembro, mas este, por si só, é uma consequência direta da ação militar agressiva dos Estados Unidos e seus aliados, especialmente Israel, no Oriente Médio. Seguindo a lógica de que violência somente gera mais violência, o poderoso império estadunidense acabou colhendo os frutos das sementes de anos de exclusão e bombardeio contra alvos civis na Faixa de Gaza, Kuwait, Iraque, Afeganistão, entre outras nações.”

Sustentabilidade e Democracia

síriaFoto: campo de refugiados na Síria (fonte: AFP 2016/ BULENT KILIC)

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

O problema da globalização da violência não é novo. Já foi retratado em obras de autores da década de noventa, como Boaventura de Sousa Santos, Ulrich Bech, Immanuel Wallernstein, dentre outros. Se para Eric Hobsbawn, na sua era dos extremos, o século XX foi o que apresentou as guerras mais mortais de todos os tempos, no final do referido período observamos uma explosão sem sentidos da violência de forma fragmentada, através da ação de grupos de crime organizado, de extermínio, de terroristas, e micro guerras organizadas pelas grandes potencias vinculadas à OTAN contra os seus adversários políticos.

O início do século XXI tem como uma de suas marcas o atentado de 11 de setembro, mas este, por si só, é uma consequência direta da ação militar agressiva dos…

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