Aprender com os índios!

Assim como, nos dias atuais, já existe um reconhecimento no Brasil e no resto das Américas, da tremenda dívida que temos em relação aos povos africanos, que foram escravizados e cruelmente explorados para construir grande parte da riqueza de que hoje todos usufruímos, acredito que já passou há muito da hora de também reconhecer e começar a tentar ressarcir os povos nativos, os verdadeiros donos do continente que, depois de invadido, veio a ser chamado de América.
 
Afinal, eles já estavam aqui muito antes, vivendo em equilíbrio e comunhão com a Terra, antes de terem seu território invadido, “confiscado” (roubado!) e serem barbaramente caçados e assassinados, ao ponto da quase extinção. Selvagens, na realidade, não são eles, os nativos desta terra, mas os conquistadores “civilizados”, ou – para falar a verdade – os invasores genocidas vindos da Europa.
 
Urge tentar reparar os danos, o que realmente é impossível; mas ao menos procurar indenizar os indígenas e, em primeiro lugar, parar imediatamente de matá-los, o que continua acontecendo até hoje.
 
Em nome de uma chamada “política desenvolvimentista”, que funciona a reboque de um sistema socioeconômico que privilegia absurdamente os ganhos financeiros em detrimento da vida humana, o governo brasileiro, vergonhosamente atende indiscriminadamente a todos os desejos e pedidos dos barões dos latifúndios, madeireiros e magnatas do agronegócio, todos eles invasores de terras e matadores de índios.
 
Ao invés de exterminá-los, se fôssemos sábios como eles são, faríamos o oposto: começaríamos a ouvi-los para aprender com eles como viver em paz com a Natureza, em equilíbrio com o Cosmos, num tipo de vida comunitária sem ganância, cobiça, escravidão e exploração do próximo e sem destruição do meio-ambiente.
 
Infelizmente, eu temo que só depois que tiverem devastado completamente as matas e as florestas, poluído todos os rios e oceanos e o ar que se respira, depois que tiverem destruído toda a fauna e a flora, é que os auto-intitulados “civilizados” vão descobrir que o seu tão-adorado dinheiro não se come, não se bebe e não se respira.
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