CHEGOU A HORA DE RECONSTRUIR A POLÍTICA! MAS COMO?

“CHEGOU A HORA DE RECONSTRUIR A POLÍTICA! MAS COMO?”
Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais

O título do artigo é intencionalmente contraditório ao colocar em discussão uma certeza e um dilema. Não restam dúvidas que atravessamos um dos piores momentos da história do país, com a retomada de uma agenda neoliberal voraz, com a destruição das bases democráticas, com a desmonte do sistema constitucional de direitos fundamentais e garantias, com a desnacionalização da economia, drástico aumento da taxa de desemprego, com ataques contínuos à política ambiental e à conservação da biodiversidade, aumento da malha tributária sem nenhum retorno social, mas corte nas políticas públicas, e com o fim do regime de proteção social e do trabalho.

A derrubada de Dilma Rousseff (PT) por meio de golpe de estado parlamentar e a ascensão de Michel Temer (PMDB) ao poder não trouxe nada diferente do esperado, apenas um turbilhão de retrocessos sociais, econômicos e democráticos. O fracasso do movimento puxado pela grande mídia, por grupos neo-fascistas como o MBL e pela elite conservadora nacional, no último 26 de março, já era esperado, pois o falso discurso de salvação nacional que sustentou essa articulação não tem mais sustentação.

O PMDB tem razão quando afirma que Michel Temer é o homem certo, entretanto, para a imposição de uma agenda ilegítima, pois ele mesmo é ilegítimo. Destruir as bases democráticas, desqualificar as lideranças políticas, desmoralizar a economia nacional foram medidas que serviram apenas para fomentar o desencanto social e ampliar o espaço para as raízes do proto-fascismo. Este é o resultado imediato das ações do atual comando do Planalto.

Desta forma, este seria um momento para lutar por mudanças, reconstruir o país, refundar a identidade nacional, reforçar os espaços de participação e as pautas de resistência surgem como um ponto de partida histórico para mobilização social. Então, por que logo depois da aprovação da “lei das terceirizações” pela Câmara, que simplesmente destrói com todo o marco normativo de proteção do trabalho, não foram observados protestos em todo o país? Por que apenas a dificuldade para a efetivação de mobilização mesmo com a possibilidade de aposentadorias apenas depois de 49 anos de contribuição? Qual o motivo de não observarmos uma comoção popular contra uma taxa de desemprego em níveis tão elevados, com a destruição da indústria nacional e com o retorno do país ao mapa da fome?

São perguntas importantes, cujas respostas não podem ser simplificadas.
(Continua; clique no link para ler mais)

Sustentabilidade e Democracia

2198333h765Foto: s/título, de Antônio Berni

Autor: Sandro Ari andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais

O título do artigo é intencionalmente contraditório ao colocar em discussão uma certeza e um dilema. Não restam dúvidas que atravessamos um dos piores momentos da história do país, com a retomada de uma agenda neoliberal voraz, com a destruição das bases democráticas, com a desmonte do sistema constitucional de direitos fundamentais e garantias, com a desnacionalização da economia, drástico aumento da taxa de desemprego, com ataques contínuos à política ambiental e à conservação da biodiversidade, aumento da malha tributária sem nenhum retorno social, mas corte nas políticas públicas, e com o fim do regime de proteção social e do trabalho.

A derrubada de Dilma Rousseff (PT) por meio de golpe de estado parlamentar e a ascensão de Michel Temer (PMDB) ao poder não trouxe nada diferente do esperado, apenas um turbilhão de…

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