AS GERAÇÕES SEM FUTURO

“AS GERAÇÕES SEM FUTURO” – Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Qual é o cenário proposto para as novas e futuras gerações brasileiras? Um questionamento que sempre norteou o pensamento da comunidade ambientalista, hoje ganha novos atores e uma perspectiva assustadora.
Há três anos, em março de 2014, se esta pergunta fosse feita, teríamos uma perspectiva otimista, com uma econômica em crescimento, com a estabilidade das políticas sociais, a possibilidade de novas fontes de financiamento para a educação por meio do Fundo Social do Pré-sal, com o PRO-UNI, FIES e a expansão das Universidades Públicas. Também havia o PRONATEC e várias outras ações que permitiam prever, num primeiro momento, que as novas e futuras gerações teriam, pelo menos, uma perspectiva de maior acesso à educação dos que seus pais e avós.
Falava-se na necessidade de expandir as ações governamentais para garantir lazer, cultura e acesso ao esporte para os crianças, jovens e adolescentes, na universalização do acesso ao ensino médio e ao ensino superior e no pagamento de uma dívida histórica do Estado com a sociedade. Havia um crescente intercâmbio entre jovens pesquisadores do Brasil e de outros países e, pela primeira vez na história, existiam bolsas nos programas de pós-graduação com boa avaliação.
A palavra democracia ganhava uma expansão gigantesca, e a nova Política Nacional de Participação Social abria possibilidades para a sociedade civil interferir mais diretamente nos rumos das ações do Governo Federal. Isto tudo, há três anos. Não estamos falando de um programa de governo, mas de uma realidade concreta sentida e vivenciada pela grande maioria da sociedade.
É evidente que nem tudo era perfeito, pois a ascensão crescente das classes populares impôs novas exigências ao Estado, até porque temas como as preocupações ambientais, a sexualidade, a violência urbana, a mobilidade urbana, dentre outros, exigiam posicionamento mais firme de uma administração que ainda enfrentava dificuldades para melhorar o diálogo entre a política ambiental e e desenvolvimento puro, e para derrubar pilares do conservadorismo como a homofobia. Isto sem contar o combate à corrupção, que era exercido com liberdade nunca antes vista e era acompanhado por um projeto de Lei mais rigoroso com corruptos e corruptores, além da Lei de Acesso à Informação, pancada pesada no patrimonialismo de alguns setores.
Hoje, tudo mudou! As taxas de desemprego crescem em ritmos assustadores, atingindo especialmente os jovens. Aqueles que atrasaram o seu ingresso no mercado de trabalho para elevar o nível educacional estão ameaçados com a possibilidade de perderem o direito à aposentadoria e o grande risco de ingressar em um mundo de trabalho sem direitos básicos, como jornada de trabalho limitada e férias.
Essa gigantesca metamorfose na situação social brasileira tem um elemento motivador: Golpe de Estado. Isto mesmo, depois de 12 anos de um processo de recuperação social e econômica com uma gestão preocupada com questões sociais, a nova administração, sob o comando de Michel Temer (PMDB/SP), coloca no projeto de futuro do país um modelo centrado na ideologia neoliberal, e aí o fim de garantias que foram caras pela luta das gerações passadas, ameaça o futuro das presentes e futuras gerações.
(continua; clique no linque para ler mais)

Sustentabilidade e Democracia

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Foto: trabalho infantil, jornaleiros no Rio de Janeiro em 1899.

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

Qual é o cenário proposto para as novas e futuras gerações brasileiras? Um questionamento que sempre norteou o pensamento da comunidade ambientalista, hoje ganha novos atores e uma perspectiva assustadora.
Há três anos, em março de 2014, se esta pergunta fosse feita, teríamos uma perspectiva otimista, com uma econômica em crescimento, com a estabilidade das políticas sociais, a possibilidade de novas fontes de financiamento para a educação por meio do Fundo Social do Pré-sal, com o PRO-UNI, FIES e a expansão das Universidades Públicas. Também havia o PRONATEC e várias outras ações que permitiam prever, num primeiro momento, que as novas e futuras gerações teriam, pelo menos, uma perspectiva de maior acesso à educação dos que seus pais e avós.
Falava-se na necessidade de expandir as ações governamentais…

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