“Capetalismo” – aprés Profeta Gentileza

Um idoso de aproximadamente 80 anos, sequestrado por ladrões, foi espancado até a morte pelos criminosos por não ter conseguido sacar dinheiro com seu cartão no caixa automático. Fato ocorrido há poucas semanas aqui em Niterói (RJ). Alguém mais se espanta? Não. Todos sabem, inconscientemente ou não, que podem(os) sofrer algo assim a qualquer momento. E, no entanto, poucos questionam e criticam o sistema que gera isso tudo: uma sociedade [capitalista, é fundamental ressaltar] materialista e consumista, onde o TER é muito mais valorizado do que o SER. Onde todos os sujeitos são considerados CONSUMIDORES, mas nem todos são considerados cidadãos. Onde todas as pessoas, de todas as classes e idades [e o que mais me preocupa, as CRIANÇAS] são bombardeadas por mensagens induzindo, estimulando, praticamente obrigando ao CONSUMO, mas não à reflexão, à meditação, ao questionamento e ao senso crítico.

E ainda há aqueles, muitos aliás, que acham que este sistema é o melhor que pode existir. E que repetem, como papagaios, sem refletir, que os regimes “comunistas” totalitários do século XX eram desumanos. Eu concordo que a falta de liberdade seja algo inaceitável, uma opressão, em QUALQUER ditadura. Lembremos, pois, que nem todos os regimes totalitários do século XX foram de inspiração marxista-leninista (o termo comunista não se aplica; basta estudar um pouco para aprender que existem inúmeras diferentes linhas de Comunismo, a maioria libertária, não autoritária). Muitas ditaduras cruéis do século passado e também do atual, que acabaram com a liberdade, além de acabar com a própria vida de seus cidadãos, eram regimes capitalistas.

É bom recordar, por outro lado, que seria impensável nos regimes totalitários de inspiração marxista-leninista, o acontecimento de um fato como aquele citado no início. A ausência da incitação ao consumismo, à acumulação de capital e à ganância, torna impraticável a criminalidade, especialmente daquele tipo que leva os indivíduos a olharem os outros não como seus iguais, mas como alguém somente a ser explorado ou roubado.

Portanto, é sempre bom parar e pensar duas vezes antes de louvar um sistema utilitarista, materialista, mercantilista e consumista que não dá valor à vida humana, mas somente ao capital, aos bens materiais, ao vil metal.

Quanto a mim, continuo preferindo o Humanismo e o Comunismo, aquele que vem de comunhão, de tornar comum, de viver em comunidade, como pessoas comuns, sem diferenças, sem privilégios, preconceitos de gênero, etnia ou classe social. Viva a comunhão da humanidade! Utopia da minha parte? Pode ser, mas acho bem melhor do que jogar o jogo sujo desta corrida de ratos para acumular capitais em vez de acumular sabedoria, para juntar dinheiro que ninguém vai levar para a sepultura quando virar alimento para os vermes!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: