Palavras de Marcia Tiburi, Doutora em filosofia:

Palavras de Marcia Tiburi, Doutora em filosofia pela UFRGS, que acaba de lançar o livro Como Conversar com um Fascista (Ed. Record):

“Nossa linguagem está empobrecida. Pessoas que não têm nada a dizer acham que dizem tudo com uma imagem, uma agressão. As manifestações de pensamentos são efeito de processos históricos e das condições em que a gente vive – econômicas, políticas, culturais e tecnológicas. O advento da internet e principalmente de redes sociais como Twitter e Facebook alterou a forma de nos comunicarmos. Nesses espaços, o discurso do ódio se encontra em alta. Expressar preconceitos e humilhar o outro virou uma espécie de capital linguístico.  (…)

A internet e as redes sociais não criam o diálogo, apenas permitem que as ideias se tornem públicas.Para que o diálogo possa ocorrer, é necessário capacidade de escuta e de expressão. (…)

O sujeito autoritário reivindica, bizarramente, seu direito de se expressar de modo preconceituoso, como se uma sociedade pudesse se tornar mais democrática por causa disso. A crença de que realizamos a democracia só porque falamos aquilo que nos vem à mente é de quem não reflete sobre os significados dos processos políticos, sociais e epistemológicos.”

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