Um trecho do artigo “O califado amigo”, da jornalista Adriana Carranca

“Entre janeiro e novembro [2015], enquanto as forças de coalização combatiam o Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, pelo menos 152 pessoas foram executadas por Riad, a maioria decapitada em praça pública. É um número recorde de execuções, segundo a Anistia Internacional, determinadas por cortes islâmicas arbitrárias, que negam aos investigados o direito à defesa. Mais da metade foi executada por crimes não reconhecidos por leis internacionais.

Além de apostasia, a pena de morte na Arábia Saudita é aplicada a homossexuais, adúlteros, usuários de drogas e praticantes de bruxaria. Ler revistas e jornais censurados, fotografar prédios oficiais e religiosos ou criticar as autoridades implicam punições severas, assim como o consumo de álcool ou porco, proibidos no Islã.

Enquanto a comunidade internacional reage horrorizada às ações do EI (Estado Islâmico), transmitidas como parte de sua propaganda, o regime saudita pratica quase sem oposição ações tão repugnantes quanto às dos terroristas – talvez ainda mais repulsivas porque cometidas por um Estado legal, que não apenas faz parte do sistema ONU como assumiu em outubro posição de comando no Conselho de direitos Humanos da organização, uma decisão escandalosa.” – Adriana Carranca, jornalista.

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